A Baía de Guanabara Após os Jogos Olímpicos Rio 2016 23 de Agosto de 2016

Em abril de 2015, publicamos um artigo aqui em nosso blog sobre a A Baía de Guanabara e os Jogos Olímpicos. Durante o mês de Agosto de 2016, pudemos ver a Baía sendo palco de esportes olímpicos, como remo e vela, e recebendo esportistas de várias partes do mundo, apesar de sua poluição.

Porém, após a Rio 2016, como fica a situação da Baía de Guanabara?

Apesar das iniciativas para um mundo mais sustentável, passadas desde a cerimônia de abertura da Rio 2016 até a transformação da arena de handebol em quatro escolas municipais, os problemas ambientais enfrentados pela cidade ainda demandam atenção e estão longe de serem resolvidos.

Com os olhos voltados ao Brasil, autoridades ambientais do mundo inteiro alertaram para a urgente resolução de problemas ambientais, tendo como foco principal a poluição da Baia de Guanabara. Apesar do governo ter garantido que a condição da água era segura para os atletas, o projeto de despoluição de 80% da água não foi cumprido.

O fracasso da despoluição pôde ser notado antes mesmo do início dos jogos. Segundo o secretário do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, André Correa, não seria possível deixar a Baía de Guanabara em condições adequadas em menos de 25 anos, apontando a promessa de despoluição como ousada.

O secretário também afirmou que, apenas para resolver problemas de despejo de esgotos na Baia, seriam necessários um investimento maior que R$ 20 bilhões, valor que o governo não consegue arcar sozinho. A única solução seria recorrer a parcerias público- privadas, 

O problema de gerir os recursos destinados ao saneamento no entorno da Baía não é um assunto recente. Vem desde o início da década de 1990, quando o governo do Rio de Janeiro pretendia pedir o primeiro financiamento internacional voltado para a limpeza da área.

Após o final dos jogos, fica a esperança que os projetos de despoluição não fiquem apenas no papel.

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