Como Montar um Plano de Gestão de Resíduos

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6 de Julho de 2012

Desenvolver e implantar um Plano de Gestão de Resíduos (PGR) é fundamental para reduzir custos e riscos associados a geração de resíduos sólidos. Pensando nisso, elaboramos, em duas partes, um guia para ajudá-lo a criar o PGR da sua empresa. O planejamento segue o ciclo PDCA (ciclo de Shewhart ou ciclo de Deming, é um ciclo de desenvolvimento que tem foco na melhoria contínua), que compreende as etapas:

1 – Planejamento: Gestão de Resíduos

Primeiro, é necessário conhecer o que vai ser administrado. Por isso você tem de perguntar: Quais são os processos que geram resíduos? Os resíduos podem estar presentes em todos os processos e não apenas na atividade industrial, por exemplo, nos escritórios são usados papéis e cartuchos de impressoras, na cozinha há restos de comida, nos banheiros, papel higiênico usado e na manutenção óleo usado e peças. Após a identificação, os resíduos precisam ser classificados de acordo com a sua periculosidade. Por último, é necessário saber a quantidade de cada resíduo para definir as formas de transporte e armazenamento, assim como o tratamento e a destinação final.

Não se esqueça de verificar os requerimentos legais e, assim como qualquer plano de gestão, os objetivos e metas. Os objetivos são direcionamentos gerais aos quais o PGR deverá estar vinculado, enquanto as metas devem ser numéricas e temporais. Uma dica é fundamentar o plano na teoria dos 3Rs:

- Redução da geração na fonte;

- Reutilização;

- Reciclagem.

2 – Implementação e Operação do Plano de Gestão de Resíduos

É hora de colocar o planejamento em prática e, para isso, os responsáveis por cada atividade do plano têm de ser definidos. Eles deverão ter competência técnica e conhecimento dos aspectos ou procurar auxílio de profissionais especializados para conduzir os processos.

Todos têm de ser devidamente treinados sobre as características e riscos inerentes de cada tipo de resíduo, orientados para a execução das tarefas, utilização dos EPIs necessários e procedimentos de emergência em caso de contato ou contaminação com o resíduo.

Depois é importante identificar quais serão as formas de manuseio e acondicionamento dos resíduos. A separação correta pode permitir o pré-tratamento e facilitar a reciclagem.

Não se esqueça de descrever quais serão as formas de manuseio e de armazenamento temporário para cada resíduo gerado. As normas NBR 12235, NBR 11564, NBR 7500 e NBR 11174 contêm as especificações necessárias.

A documentação é importante e deve ser de fácil acesso a todos os envolvidos, com os objetivos e metas, requerimentos legais, procedimentos escritos, protocolos de auditorias internas e de terceiros, indicadores e fichas de resíduos.

Estas são as duas primeiras etapas. No próximo post nós vamos falar sobre as etapas de Verificação e Ações Corretivas e a Revisão da Gestão em busca da melhoria contínua.

 

Imagem: academus.com.br

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