Bancos querem que recursos naturais tenham valor econômico 29 de Janeiro de 2014

Quarenta e três grandes instituições financeiras, que inclusive inclui o Banco Mundial, uniram-se em um grupo para calcular o valor dos recursos naturais usados e dos impactos causados pelas atividades das empresas. O grupo surgiu depois do Rio+20 de 2012.

O documento lançada por eles reconheceu que o uso diário dos bens naturais ainda é quase despercebido no sistema econômico e definiu “os bens naturais da Terra (solo, ar, água, flora e fauna), e os serviços ecossistêmicos resultantes deles, que tornam a vida humana possível” como capital natural. As instituições calculam que alimentos, fibras, água, saúde, energia, segurança climática e outros serviços essenciais fornecidos pelo capital natural valem trilhões de dólares por ano, mas ainda não são valorizados adequadamente.

Os bancos ainda reconheceram que são parcialmente culpados pela atual situação, já que não criaram uma forma de valorizar esse capital natural e também não avaliaram os riscos ao equilíbrio ecológico com a destruição desses recursos.

A declaração ainda pede para os governos forçarem as empresas a revelarem em relatórios financeiros anuais o impacto do capital natural e qual a dependência dele. Ainda sugerem que sejam estabelecidas punições para aquelas que não fizerem esse relato, além de incentivos tarifários para as empresas que incluírem em seus negócios a proteção do capital natural.

“Os bancos precisam resolver a forma como serão responsáveis pelo capital natural, explicar a todos por que precisam fazer isso e então dizer como fazer isso. No momento, o uso excessivo de capital natural não é visto como um risco de negócio, pois todos acreditam que podem lidar com isso antes que os recursos se esgotem e ocorram crises. Esperamos mudar essa atitude e fazer com que as companhias paguem um preço pelo uso excessivo de capital natural”, afirmou Liesel Van Ast, gerente de projeto para a Declaração do Capital Natural, que trabalha com o Instituto Financeiro das Nações Unidas em Genebra para contribuir com os bancos no estabelecimento de diversos compromissos para que a declaração seja implementada.

A meta é que um sistema internacional esteja operando e seja reconhecido por todos os governos e assinado pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas até 2020. Confira o documento traduzido pelo Instituto CarbonoBrasil ou o original do Climate News Network (em inglês).

Em tempo: Já abordamos o assunto no artigo Instituições financeiras exigem licenciamento ambiental para aprovar financiamentos. Os bancos já pedem o licenciamento ambiental dos projetos financiados, bem como a observância de princípios de responsabilidade social e ambiental na sua execução. O artigo mostra as leis e casos na justiça, pois os bancos são corresponsáveis pelos empreendimentos e seus eventuais danos ano meio ambiente.

 

Imagem: The Guardian

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