Crise Hídrica: A Escassez de Água em São Paulo

Reúso de água Tratamento de Efluentes

30 de Abril de 2014

Se você mora na cidade de São Paulo, já sabe o quanto os efeitos da estiagem pegaram a população em cheio. Uma das piores vertentes da situação é a escassez de água. Este contexto, aliado ao verão mais quente dos últimos 70 anos, logo trouxe graves consequências. O Sistema Cantareira, formado pelos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (além de outras seis represas) é a principal fonte de abastecimento paulistano e alcançou um recorde negativo: 11% de água em sua capacidade, o menor nível da história, comprometendo as 8,8 milhões de pessoas que dependem dele na cidade e seu entorno, bem como os 76 municípios que formam o consórcio desses rios e seus cinco milhões de habitantes. Diante da problemática, descontos nas contas de água para quem promover a economia estão sendo aplicados, e já existem estudos sobre aumento nas tarifas para cidadãos e empreendimentos que consomem mais.

Crise hídrica em São Paulo: um problema antigo

No entanto, não é de agora que a estiagem é um fantasma que assola o estado - a crise no Sistema Cantareira existe há tempos. Desde 2010, o volume de água consumido (ou seja, o volume de água “que sai”) é maior do que o volume que entra (ou seja, o nível de recurso disponível para abastecimento) e, com a seca, a situação se agravou, tomando proporções preocupantes. Neste ano, os reservatórios atingiram um nível crítico antes mesmo da chegada do período de maior estiagem, que ocorre nas estações outono/inverno.

Motivos como falta de planejamento e investimentos na área comprometem também a expansão das indústrias que dependem da água para seus negócios, como é o caso das diversas montadoras fixadas na região metropolitana de Campinas. A discussão sobre um possível racionamento do recurso natural, inclusive, é um dos assuntos em pauta entre governo e população.

Alternativas sustentáveis

Ainda que o cenário atual de crise hídrica tenha alcançado uma gravidade sem precedentes no estado de São Paulo, a boa notícia é que existem alternativas sustentáveis para o melhor (re) aproveitamento da água. Além da promoção de medidas simples de economia do recurso que podem ser facilmente aplicadas no dia a dia de todos, o tratamento de efluentes se insere como um caminho viável para um consumo consciente quando se trata do uso de um grande volume do bem natural. No caso das empresas, terceirizar o tratamento dos resíduos líquidos gerados (através de métodos que incluem o processo tanto in loco como fora das unidades fabris, de acordo com as necessidades e demandas específicas de cada case) é um investimento com excelente custo-benefício, atenuando os efeitos da crise e indo de encontro às exigências determinadas por legislação ambiental.

Os efluentes tratados, neste sentido, podem ser reutilizados para finalidades como lavagem de pisos, irrigação de jardins e bacias sanitárias, dentre outras. A escolha pelo tratamento e reúso constitui-se ainda uma excelente alternativa para os períodos de estiagem. O reúso, além de conservar o recurso natural, pode ser utilizado para fins agrícolas e no setor urbano e industrial (irrigação de gramados e parques, lavagem de carros, construção civil, chafarizes e limpeza de tubulações, dentre outras atividades, são alguns dos processos que podem ser perfeitamente realizados com a denominada “água de reúso”).

Vale destacar que a água da chuva também pode ser reaproveitada por meio da construção de uma cisterna ou reservatório subterrâneo, sistema bastante utilizado nas novas construções europeias. No sentido de evitar e combater a escassez, uma outra opção a ser ressaltada é a dessanilização, prática disseminada em Israel -  a água do mar representa uma grande reserva que pode se tornar a principal alternativa para o consumo da humanidade no futuro.

Além de seu grande impacto positivo diante do contexto de crise e a crescente escassez do bem natural, todas essas alternativas vão além da sustentabilidade, já que geram também economia na conta de água.

Ultrapassando os limites locais do estado, a crise hídrica paulista eleva o debate acerca da escassez de água a um novo patamar, promovendo uma reflexão global sobre a necessidade imprescindível de alternativas inteligentes e sustentáveis de reaproveitamento do recurso em todas as esferas - municipal, estadual e federal. É importante frisar que a Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que até 2050 o planeta sofrerá por razões de falta  de água para abastecimento. “Há uma necessidade urgente para a comunidade global – setores público e privado – de unir-se para assumir o desafio de proteger e melhorar a qualidade da água nos nossos rios, lagos, aquíferos e torneiras”, consta na Declaração da “ONU Água” para o Dia Mundial da Água 2010.

Gerando economia e estimulando o reúso de água, a Nova Opersan faz sua parte ao contribuir com soluções sustentáveis para a preservação das reservas de água potável. Entre em contato com nossos especialistas e saiba como podemos ajudar seu negócio a tomar um caminho econômico, consciente e comprometido com o meio ambiente!

Sistema de captação de água do sistema de abastecimento Cantareira (Foto Exame) 

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