Sustentabilidade: como ela pode se tornar um grande diferencial das empresas? 17 de Junho de 2014

Reflita um instante sobre as seguintes perguntas: como a redução de custos pode se tornar um grande diferencial para uma empresa? E a valorização da sua marca, ela pode se tornar uma vantagem competitiva? Com a detenção de informações estratégicas de longo prazo, como a permanência de uma empresa em seu segmento, é possível sair na frente do concorrente? De que forma a inovação técnica e tecnológica pode ajudar uma companhia a atingir metas produtivas cada vez mais ousadas em um mercado competitivo? Se você trabalha na iniciativa privada, independentemente do setor ou do tamanho da sua companhia, sabe do valor precioso de conceitos como redução de custos, valorização de marca, detenção de informações estratégicas, inovação, dentre outros. Pois o que tem ficado cada vez mais claro é que todas essas ideias estão intimamente ligadas ao processo de Desenvolvimento Sustentável.

Há muito tempo este debate deixou de ficar apenas na teoria. Segundo a própria Organização das Nações Unidas, para ser sustentável, o desenvolvimento há de ser economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto. Isso significa que toda ação precisa atender a esses três eixos: social, ambiental e econômico. Caso qualquer interesse esteja se sobressaindo, esta ação não pode ser considerada verdadeiramente adequada.

Benefícios para todos

Se antes a consciência social era tida como o principal motivador de ações de desenvolvimento sustentável, hoje em dia o uso desse conceito de desenvolvimento passou a ser uma grande vantagem competitiva para as empresas. Isso porque, como foi citado no começo deste texto, tais ações significam a diminuição do desperdício de matéria-prima e rejeitos, o investimento em uma cultura corporativa de reaproveitamento de recursos e de inovação constante. A empresa que busca agredir menos o meio ambiente é aquela que investe cotidianamente em melhorar seus processos e práticas, otimizando a cadeia produtiva como um todo.

Além disso, o aspecto “social” desta tríade defende que as empresas se entendam como parte das sociedades onde estão localizadas e não mais como o centro dos impactos causados à natureza. Então, é possível compartilhar responsabilidades com outros agentes da comunidade e, colaborativamente, buscar alternativas para enfrentar esses desafios. Por exemplo, as madeireiras de eucalipto têm sua parcela de responsabilidade nas queimadas de sua região, mas também podem trabalhar em parceria com lideranças da comunidade na busca de voluntários que ajudem na fiscalização e na conscientização do restante da população para os riscos de lançamento de bitucas de cigarro na área de plantação da empresa. O resultado? A marca ganha mais credibilidade entre os moradores e os custos com remediação de acidentes caem, neste caso, juntamente com os índices de incêndio no local. A colaboração potencializa os resultados em todos os lados da equação.

Vale lembrar, ainda, que a inclusão de metas e soluções sustentáveis na gestão das empresas, assumindo a ecologia como parte indispensável de sua missão corporativa, eleva os negócios a um posto de ambientalmente responsáveis no mercado. Além de ser extremamente benéfico para a imagem dos empreendimentos, adotar medidas a favor do meio ambiente, como o tratamento de efluentes e o reúso da água, vai de encontro à tendência atual dos chamados “consumidores verdes”: atualmente, o público consumidor também desempenha um importante papel neste cenário, priorizando as marcas que valorizam o meio ambiente em seus processos de produção, comercialização e distribuição de mercadorias.

A palavra-chave é engajamento

Agora que você já percebeu como a Sustentabilidade é um conceito que pode, inclusive, ajudar a aliviar a contabilidade de sua empresa e fortalecer sua imagem no mercado, mãos à obra! E, para isso, o elemento principal é esse que você já leu no entretítulo: engajamento. Do topo da hierarquia da empresa até os cargos e funções mais básicos, todos devem estar envolvidos nessa filosofia de trabalho para que o objetivo realmente seja alcançado. Para sentir o resultado, é preciso tirar a sustentabilidade apenas do discurso e transformá-la também em prática.

Não há pessoas mais indicadas para pensar melhorias em determinadas funções do que aquelas que a praticam diariamente. É cada vez maior o número de corporações que desenvolvem sistemas internos de incentivo à inovação: premiações, bonificações, viagens, dias de folga e etc. Tudo para conseguir o máximo de participação de cada um. E, com esse fomento interno, cada funcionário se torna um propagador daquelas práticas que ecoarão por seus outros círculos sociais: família, amigos, igreja, academia e etc. As empresas que sabem fomentar e absorver os resultados desse gigantesco “brainstorm” coletivo, certamente adquirem vantagens competitivas que nenhum concorrente conseguirá igualar.

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Que práticas e estratégias economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas você já possui em sua empresa? Elas têm trazido os resultados esperados? Deixe seu comentário e compartilhe suas dúvidas e experiências conosco!


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