Sua Empresa Realiza a Lavagem de Máquinas e Equipamentos? Saiba como destinar corretamente os efluentes!

Descarte de Efluentes Análise de Água

2 de Outubro de 2014

Lavar os maquinários e equipamentos da empresa faz parte da limpeza e conservação do considerado patrimônio imobilizado. Entretanto, a atitude que faz parte da rotina pode ser prejudicial para o meio ambiente e, consequentemente, para o nome da empresa. Tudo porque a água usada para a lavagem torna-se contaminada com os insumos diluídos nela, como intercap, solupan e xampu (que possuem base ácida, alcalina e neutra, respectivamente), além de óleo e graxa, e pode atingir rios, lençóis subterrâneos, lagos e mares se não tratados corretamente.

Óleos e graxas, quando lançados no meio ambiente, podem consumir o oxigênio usados por peixes e outras formas de vida aquática. Há ainda compostos metálicos solúveis e insolúveis que podem ser perigosos. Normalmente postos de combustíveis,  de lavagem de veículos, máquinas e implementos agrícolas enfrentam essa realidade e precisam destinar esses efluentes de forma correta, mas muitos desconhecem o que devem fazer.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabelece cinco categorias para descrever os diferentes modos nos quais óleos e graxas podem existir na água. São eles: óleo livre, dispersões mecânicas, emulsões estabilizadas quimicamente, óleo dissolvido e óleo que adere à superfície de partículas sólidas. Por essas e outras peculiaridades é fundamental que o tratamento seja feito por uma empresa idônea e com conhecimento específico para a tarefa, tão importante para a preservação do meio ambiente e da responsabilidade ambiental da empresa.

Tratamento dos efluentes

O primeiro nível de tratamento usualmente envolve a separação do óleo livre do óleo disperso ou dos sólidos encharcados em óleo ou graxa. Na sequência, são usadas técnicas que visam a quebra das emulsões óleo/água e a remoção do óleo disperso por tratamento químico.

A etapa final é a do tratamento biológico. O efluente é captado por um caminhão tanque e transportado para uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), onde os elementos sólidos são separados por gradeamento e encaminhados para as lagoas de tratamento. Depois de passar pelas caixas de areia, lagoas de aeração e de decantação, o lodo é secado e transportado novamente por caminhões até a compostagem. Por fim, o efluente tratado é  lançado no rio ou utilizados como água de reúso para fins não potáveis, como lavagem de pisos e descargas. O reúso representa também economia, que pode alcançar até 50% nos gastos com os recursos hídricos.

É um tratamento  seguro e indicado para empresas que não têm interesse em investir, nem espaço para construir uma estação de tratamento de efluentes ou que necessitam que parte do processo seja concluído fora de sua operação. Essa é uma opção recomendada, mas cada empresa tem suas necessidades específicas que devem ser avaliadas por um especialista antes de qualquer decisão.

Limites legais

A legislação exige das empresas o tratamento de efluentes mínimo para descarte em córregos ou na rede coletora a fim de garantir as exigências de qualidade descritas nos artigos 18 e 19 do decreto 8468, de 1976, que ainda exigem uma concentração máxima de óleos e graxas de 100 e 150 mg/l. Já o CONAMA (válida para todo o território brasileiro) exige uma concentração de descarte de 20mg/l de óleos minerais e 50 mg/l de óleos vegetais.

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