Efluentes Oleosos: o que são e qual a destinação correta?

Efluentes Industriais Qualidade da água

14 de Outubro de 2014

Efluentes oleosos são aqueles que resultam de processos que utilizam derivados de combustíveis fósseis como gasolina, diesel, óleo BPF etc. Há ainda águas oleosas oriundas da lavagem de pisos, tanques e peças, processos de usinagem, entre outros. Todos esses exemplos são gerados nas atividades industriais das mais variadas áreas.

A indústria alimentícia é uma delas, apesar de sempre se associar o efluente à automobilística. O armazenamento do pescado concentra altos níveis de gorduras e proteínas oleosas na água, resultando em alta carga orgânica do efluente, que precisa ser tratado.

Saiba mais sobre esse efluente e aprenda a destiná-lo corretamente!

Perigo eminente de contaminação

Um litro de óleo pode contaminar cerca de 20 mil litros de água. O óleo lubrificante é também outro bom exemplo para mensurar o impacto que gera no meio ambiente. Um automóvel utiliza uma média de três litros de óleo por troca, feita a cada 10 mil quilômetros. Só a cidade de São Paulo conta com uma frota de mais de 6 milhões de veículos.

Legislação brasileira

A legislação do Estado de São Paulo estabelece o limite de 100 mg/L para os níveis de óleos e graxas dos efluentes lançados diretamente nas águas naturais. Já a legislação federal (Resolução número 357 do CONAMA), por sua vez, estabelece os limites máximos de 50 mg/L para óleos de origem vegetal e gorduras animais e 20 mg/L para óleos minerais. O não cumprimento das resoluções prevê multa, reclusões ou até mesmo o encerramento das atividades da empresa infratora. Há ainda, no CONAMA, artigos específicos sobre óleos lubrificantes.

Tratamento e transporte

Uma das maneiras de se tratar os efluentes oleosos é a aplicação de processo anaeróbio por meio de reatores, a decantação (em que há a remoção da parcela de óleo livre já separado, evitando um maior consumo de produtos químicos na etapa seguinte) e o tratamento por separação de água e óleo.

Uma das maneiras mais simples de tratamento é o conhecido como offsite. Com ele, os efluentes são coletados no cliente e transportados para uma Central de Tratamento. A Nova Opersan possui três centrais (duas no Estado de São Paulo, nas cidades de Jundiaí e Jandira, e uma no Rio de Janeiro, em Santa Cruz) onde são feitas as análises e tratamentos dos efluentes. Ao término deste, o resíduo tratado é destinado à rede de esgoto ou reutilizado internamente na limpeza de pisos, preparações químicas, etc.

O descarte correto não só preserva o meio ambiente como aumenta a vida útil dos aterros, gera empregos e economiza energia e recursos naturais, assim como outros benefícios.

Ficou com alguma dúvida? Deixe um comentário ou consulte nossos especialistas!


COMENTÁRIOS

Resultado da busca