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O Brasil conseguirá ter padrão europeu de reciclagem em 2030?

  
  
  

reciclagem

A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) encomendou um estudo à Universidade de Utrecht da Holanda para unificar o perfil e as perspectivas dos resíduos sólidos no Brasil. O levantamento apresentou três cenários possíveis para 2030, baseado nas diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, nas estimativas de emissões de gases de efeito estufa (GEE) para o setor e no padrão da composição dos resíduos sólidos no país.

O primeiro mostra que se o cenário se mantiver igual a 2011, sem nenhuma ação, a projeção para 2030 é de que as emissões de GEE sejam de 95,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente (tCO2e). Em 2011, 51,4% dos resíduos eram de matéria orgânica, 31,9% recicláveis e 16,7% não tinham aproveitamento. Contudo, 42,44% destes resíduos tiveram destinação inadequada e somente 3% foram reciclados.

O segundo cenário é baseado em locais onde algumas iniciativas já são tomadas e as projeções para 2030 são mais otimistas: as emissões de GEE serão de 54 milhões de tCO2e. Nesses locais 36% dos resíduos são reciclados, é feita compostagem de 53% do lixo orgânico e 83% do biogás gerado nos aterros são aproveitados para geração de energia elétrica.

O terceiro cenário projeta o Brasil de 2030 com os mesmos padrões europeus, o que significa taxas de reciclagem mais elevadas, compostagem de 80% dos resíduos de matéria orgânica, geração de energia com incineração do lixo não aproveitado, além da redução nas emissões de GEE, com a geração de até US$ 570 milhões em crédito de carbono.

 

Inovação na reciclagem

Você acredita que nosso país pode chegar lá? A resposta ainda é uma incógnita, mas pode-se dizer que as pessoas estão tentando encontrar novas formas para fazer reciclagem. Cientistas alemães descobriram que raios são capazes de separar o concreto em componentes originais, que podem ser reaproveitados, evitando a geração de resíduos.

Atualmente, o método usado produz grandes quantidades de poeira que desperdiçam grande parte do concreto triturado. De acordo com os pesquisadores do Grupo de Tecnologia de Concreto do Instituto Fraunhofter na Alemanha, com a ajuda do raio, toda a areia poderá ser reutilizada em um novo cimento. Outro benefício do método com raios é a redução das emissões de CO2, ocasionadas pela indústria cimenteira.

O que os alemães fizeram foi resgatar um método chamado de “fragmentação eletrodinâmica”, desenvolvido pelos russos em 1940, que separa o concreto em componentes únicos como pedra e cimento, por meio de descargas elétricas. Com isso, o concreto fica pronto para ser reutilizado. Agora resta saber como e quando a descoberta será trazida para o dia a dia das recicladoras de materiais da construção civil.

Resíduos Sólidos são tema de debate em 2013

  
  
  
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                              Lixões serão extintos a partir de 2014

Este ano será marcado pela corrida contra o tempo para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Os debates municipais e regionais começaram em janeiro, com contribuições de representantes da sociedade civil, de governos e do setor privado. As estratégias incorporadas e as medidas que ainda poderão ser adotadas serão levadas para a IV Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA), que acontecerá em Brasília, de24 a27 de outubro de 2013.

Segundo o diretor do Departamento de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa, a conferência tem papel fundamental para esclarecer metas e ultrapassar as dificuldades para a adoção da PNRS. A conferência ainda terá espaço para ampliar o conhecimento técnico, científico e político sobre o tema.

Por meio do debate, as empresas, governos e organizações podem encontrar maneiras de integrar produção e consumo sustentáveis, diminuir o impacto ambiental nas cidades e estimular a geração de emprego e renda com a melhoria das condições de trabalho dos catadores e das cooperativas de reciclagem.

Claro que muito trabalho vai precisar ser feito para que os lixões sejam desativados até 2014. Como a PNRS já existe desde 2010, muitas prefeituras e governos estaduais têm perdido prazos importantes para obter recursos federais para o manejo de resíduos. Mais de 90% das prefeituras não apresentaram os planos municipais com estratégias para o setor, que tinham de ser enviados até o mês de agosto ao Ministério do Meio Ambiente. Isso porque a norma e o prazo foram publicados há dois anos!

Para os empresários, a discussão gira em torno da logística reversa, que é o mecanismo que possibilita o retorno para a indústria de materiais, como eletroeletrônicos e pneus, para serem reaproveitados pelo fabricante. O que parece lindo na teoria, é complicado para colocarem prática. Nalogística reversa é preciso que todos estejam envolvidos, desde fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e o próprio consumidor.

Você está pronto para essa grande mudança em prol da Sustentabilidade? Nós vamos ficar de olho em todas as etapas até a realização da IV Conferência Nacional de Meio Ambiente.

Se quiser conversar conosco a respeito da PNRS, ligue para o telefone (11) 3504-3249, mande e-mail para tratamento@opersan.com.br ou clique no botão abaixo.

 

Imagem: meioambiente.culturamix.com 

As prefeituras estão prontas para investir em tratamento de resíduos?

  
  
  

 pnrs

As prefeituras e os estados terão de adequar-se até 2014 à Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina que todos os lixões sejam desativados e novos aterros sanitários construídos. Mas é bom o cidadão ficar atento aos projetos das prefeituras. O Ministério do Meio Ambiente estima que, no começo de agosto de 2012, apenas metade dos brasileiros viviam em cidades com planos de resíduos sólidos em andamento ou em elaboração. Estes projetos devem começar nas prefeituras, com a criação dos planos de resíduos sólidos municipais e só vão receber verba federal as cidades que apresentarem os planos de gestão.  

Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 3.371 cidades brasileiras (60,5% dos municípios) despejaram seus resíduos sólidos em locais inadequados, em 2011. São mais de 74 mil toneladas diárias de lixo jogadas em lixões e aterros que não estão dos padrões estabelecidos pela lei. O mais agravante é que 6,4 milhões de toneladas de resíduos não foram sequer coletadas, de acordo com o estudo.

O Saneamento Básico também é um desafio aos prefeitos recém-empossados, pois 54% da população brasileira vive sem serviço de coleta de esgoto e 19% não tem água encanada. Cerca de 40% do esgoto coletado no Brasil é tratado. Os dados são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, do Ministério das Cidades.

São Paulo é a maior cidade do país mas não tem coleta de esgoto em todas as residências e também não trata 100% do esgoto coletado, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Trata Brasil. O saneamento básico caminha junto à saúde. Segundo a FUNASA (Fundação Nacional de saúde), a cada R$1,00 investido em saneamento são economizados R$ 4,00 com saúde. O esgoto é tão importante para melhorar o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) que é um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio - metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015 -, com a redução de metade do número de pessoas sem rede de esgoto.

Será que atuais governantes têm propostas para solucionar todos os problemas relacionados com saneamento básico e resíduos sólidos? Será que eles conhecem o conteúdo da Política Nacional de Resíduos Sólidos? Você já procurou se informar a respeito na sua cidade? 

 

Imagem: http://essetalmeioambiente.com

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