Efluentes Oleosos: O que são e qual a destinação correta?

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Os óleos são substâncias líquidas e viscosas que estão presentes no cotidiano de todos nós e, dependendo da sua origem, podem ser empregados na culinária para o consumo e preparo de alimentos, ou podem ter uso industrial como lubrificante ou combustível, na manutenção de peças mecânicas e para refrigeração.

Efluentes contaminados com óleos geralmente resultam de processos que utilizam derivados de combustíveis fósseis como gasolina, diesel, óleo BPF etc. Há ainda águas oleosas oriundas da lavagem de pisos, tanques e peças, processos de usinagem, entre outros. Todos esses exemplos são gerados nas atividades industriais das mais variadas áreas. Apesar de sempre associarmos óleos a indústria automobilística, a indústria alimentícia também gera efluentes oleosos. O armazenamento de pescados, por exemplo, concentra altos níveis de gorduras e proteínas oleosas na água, resultando em alta carga orgânica do efluente, que precisa ser tratado.

Saiba mais sobre efluentes oleosos e aprenda a destiná-los corretamente!

Perigo eminente de contaminação

Um litro de óleo pode contaminar cerca de 20 mil litros de água. O óleo lubrificante é também outro bom exemplo para mensurar o impacto que gera no meio ambiente. Um automóvel utiliza uma média de três litros de óleo por troca, feita a cada 10 mil quilômetros. Só a cidade de São Paulo conta com uma frota de mais de 6 milhões de veículos.

Quando esses resíduos são descartados in natura em rios e na rede de esgoto, além dos prejuízos à saúde e ao meio ambiente, as empresas responsáveis pela emissão podem responder a um processo administrativo e serem punidas com multas. Nos casos mais graves, pode haver a paralização ou o encerramento das atividades. 

Legislação brasileira

A legislação do Estado de São Paulo estabelece o limite de 100 mg/L para os níveis de óleos e graxas dos efluentes lançados diretamente nas águas naturais. Já a legislação federal (Resolução número 357 do CONAMA), por sua vez, estabelece os limites máximos de 50 mg/L para óleos de origem vegetal e gorduras animais e 20 mg/L para óleos minerais. O não cumprimento das resoluções prevê multa, reclusões ou até mesmo o encerramento das atividades da empresa infratora. Há ainda, no CONAMA, artigos específicos sobre óleos lubrificantes.

Tratamento e transporte

Uma das maneiras de se tratar os efluentes oleosos é a aplicação de processo anaeróbio por meio de reatores, a decantação (em que há a remoção da parcela de óleo livre já separado, evitando um maior consumo de produtos químicos na etapa seguinte) e o tratamento por separação de água e óleo.

Se a sua empresa não possui uma estação de tratamento própria para efluentes oleosos, é possível desenvolver um parceiro que realize o tratamento de maneira eficiente e com custos atrativos. 

Uma das maneiras mais simples de tratamento é o conhecido como Offsite. Nesse modelo, os efluentes são coletados no cliente e transportados para uma Central de Tratamento terceirizada. A Nova Opersan possui 5 centrais, estrategicamente localizadas em Jundiaí, Jandira, Indaiatuba, Rio de Janeiro, e Bahia onde são feitas as análises e tratamentos dos efluentes. Ao término deste processo, o resíduo tratado é destinado à rede de esgoto ou reutilizado internamente na limpeza de pisos, preparações químicas, etc.

Leia nosso artigo Tratamento de Resíduos Offsite – Uma solução na medida certa e TOP 12 - Motivos para Optar pela Solução Tratamento de Efluentes Offsite.

O descarte correto não só preserva o meio ambiente como aumenta a vida útil dos aterros, gera empregos e economiza energia e recursos naturais, assim como outros benefícios.

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Tags: Meio Ambiente Lei, Legislação Ambiental, Oleos, Graxas, Efluentes Contaminados