O fim dos lixões 7 de Julho de 2015

O Brasil possui cerca de 2.906 lixões em atividade, e das 189 mil toneladas de resíduos sólidos produzidos por dia apenas 1,4% é reciclado. Para tentar mudar esse cenário a Conferência Nacional do Meio Ambiente tem como meta acabar com os lixões e aumentar o percentual de reciclagem.

Esse tema ganhou destaque após a publicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que determina que todos os municípios tenham um plano de gestão de resíduos sólidos para ter acesso a recursos financeiros do governo federal e investimento no setor.

A PNRS tem como prioridades a redução do volume de resíduos gerados, a ampliação da reciclagem, aliada a mecanismos de coleta seletiva com inclusão social de catadores e a extinção dos lixões. Além disso, prevê a implantação de aterros sanitários que receberão apenas dejetos, aquilo que, em última instância, não pode ser aproveitado.

Apesar de todo o esforço em torno desse assunto, o prazo para acabar com os lixões de todo o país já foi adiado diversas vezes.

O desafio é grande.

Além do altíssimo número de lixões espalhados pelo Brasil, quase 3 mil ao todo, apenas 27% das cidades têm aterro sanitário e somente 14% dos municípios brasileiros fazem a coleta seletiva do lixo.

A proposta é que os resíduos sejam transformados em matéria prima, para que o meio ambiente não seja tão pressionado. O Brasil perde poder econômico com a não reutilização de produtos. Ainda, segundo o MMA, os resíduos reaproveitados podem valer aproximadamente R$ 8 bilhões por ano.

Os aterros ainda deverão seguir as regras impostas, como serem forrados com manta impermeável para evitar a contaminação do solo. O chorume, líquido liberado pela decomposição do lixo, deverá ser tratado. O gás metano que resulta da decomposição do lixo, que pode explodir, terá que ser queimado.

Qual a diferença entre Aterro Sanitário e Lixão?

O lixão é basicamente um espaço destinado para receber lixo. Ou seja, nada é planejado para abrigar os resíduos de forma menos agressiva ao meio ambiente. O chorume não é tratado, o que acaba contaminando o solo e a água. Os resíduos ficam a céu aberto.

Já o aterro sanitário é projetado para receber o lixo de forma correta. O solo é impermeabilizado por uma base de argila e lona plástica, o que não permite que o chorume contamine o meio ambiente. Diariamente, o material é aterrado por equipamentos específicos para este fim. No aterro também existem tubulações que captam o metano, gás que é liberado pela decomposição de matéria orgânica, e que pode ser usado para gerar energia.

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