Os Rios Voadores e a Importância da Floresta Amazônica 17 de Junho de 2015

Você já ouviu falar sobre os Rios Voadores?

São chamados de rios voadores os cursos de água atmosféricos, que são formados por massas de ar carregadas de vapor de água. Essa tal corrente de ar invisível, levada pelos ventos, passa por cima de nossas cabeças e carrega a umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Essa umidade, quando encontra situações climáticas propícias, se transforma em chuva. Portanto, esse transporte de enormes quantidades de vapor d’água, que recebe o nome de Rios Voadores, se torna um fenômeno real que exerce um impacto significante em nossas vidas.

A importância da Floresta Amazônica

A Floresta Amazônica se transforma em uma espécie de “bomba d’água” que puxa para o continente a umidade que evaporou do oceano Atlântico e foi carregada pelos ventos.  Ao seguir seu curso, a umidade acaba caindo como chuva sobre a floresta.

Pela ação da evapotranspiração das árvores, a floresta devolve essa água da chuva para a atmosfera em forma de vapor de água. E, desta forma, ajuda a manter a umidade do ar, que continua sendo transportado para o oeste e cai como chuva mais adiante. 

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Fonte: www.planetasustentavel.com.br

Ao serem soprados em direção ao oeste, os Rios Voadores, que estão carregados de umidade que veio boa parte da evapotranspiração da floresta, encontram uma barreira natural formada pela Cordilheira dos Andes. Os rios se precipitam de forma parcial, e formam as cabeceiras dos rios amazônicos. Porém, ao serem barrados pelo paredão de 4.000 metros de altura, os Rios Voadores, que ainda estão carregados de vapor de água, fazem curva e partem em direção ao sul, rumo às regiões do Centro- Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, e também aos países vizinhos.

Por conta desses fatores, o regime de chuva e o clima que encontramos em nosso país devem muito a esse “acidente geográfico”. A chuva tem uma função vital tanto para a vida humana como para a economia, e por incrível que pareça, a quantidade de vapor de água evaporada pelas árvores da Floresta Amazônica pode ter a mesma ordem de grandeza, ou mais, do que a vazão do rio Amazonas (200.000 m3/s).

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