Destinando resíduos para tratamento Offsite - Etapas

A preocupação cada vez maior dos brasileiros com os problemas ambientais, de maneira geral, tem levado muitas empresas a repensarem suas ações em busca de práticas sustentáveis que visam a preservação do meio ambiente e incentivam o consumo consciente.

Sendo assim, nós desenvolvemos o post abaixo para auxiliar sua empresa no descarte correto dos efluentes.

Para começar:

Antes do descarte, os resíduos líquidos devem ser classificados de acordo com a sua periculosidade, levando em consideração as propriedades físicas, químicas ou infectocontagiosas. 

A periculosidade dos efluentes depende de fatores como natureza (inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade), concentração, mobilidade, persistência, bioacumulação e degradação. Os efluentes podem ser divididos em classe I e II.

Para saber mais sobre a classificação dos resíduos leia nosso guia: Resíduos Classe I e Classe II

Etapas do tratamento Offsite:

 1. Obtendo o CADRI: Para destinar os efluentes líquidos para tratamento em estações terceirizadas ou mesmo para encaminhar os subprodutos das estações de tratamento de efluentes (ETEs), as empresas precisam obter o CADRI (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental). O documento é emitido pela CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) e aprova o “encaminhamento de resíduos dos empreendimentos e empresas a locais de reprocessamento, armazenamento, tratamento ou disposição final”.

Todos os resíduos Classe I (considerados perigosos) ou que estão na lista da CETESB precisam do documento para efetuarem os descartes de efluentes.

Clique AQUI e veja a lista da CETESB

Após o processo para emissão do CADRI protocolado na agência da CETESB que atende ao município do gerador, o prazo estimado para análise dos documentos e emissão do certificado é de 30 a 60 dias. A validade do CADRI varia de 2 a 5 anos. Contudo, ele pode perder a validade antes deste prazo se o volume total de resíduos descartados superar o volume máximo determinado pelo certificado. Neste caso, é necessária a emissão de um novo CADRI para que a empresa continue descartando os resíduos de acordo com as normas ambientais vigentes.

 

 2- Transporte de efluentes: O transporte dos efluentes para as centrais de tratamento ou para a destinação final é uma etapa muito importante, pois os resíduos industriais representam elevado risco à saúde pública e ao meio ambiente e, em casos de acidentes, o contratante dos serviços e o transportador são responsáveis pelo material transportado. Portanto, exija sempre veículos em boas condições operacionais e adequados ao tipo de carga, verifique se o motorista está com todos os documentos necessários e dentro do prazo de validade, certifique-se de que o caminhão está devidamente identificado com os rótulos de risco e painéis de segurança, além de contar com todos os equipamentos obrigatórios de segurança, como EPIs. Os efluentes podem ser transportados em caminhões tipo:


Auto-vácuo: caminhão com tanque reservatório de 6 ou 12 metros cúbicos usado para limpezas por sucção como: remoção de resíduos industriais, esgotamento de inundações, tanques, piscinas, entre outros.

Hidrojateamento: para realizar a limpeza de tanques de armazenamento, áreas e até mesmo máquinas e equipamentos, é comum usar o hidrojateamento, processo realizado com a ajuda de um caminhão especial que lança água em alta pressão.

Carreta: costumam ter um tanque reservatório de 30 metros cúbicos alimentado por uma bomba externa. É o tipo mais comum de caminhão para transportes.

Bi-trem: é um caminhão composto por 3 partes, sendo um cavalo mecânico que traciona dois semi-reboques que são acoplados entre sí. Em geral, carregam até 42 metros cúbicos de efluentes.

Carga-seca: caminhões com carroceria de madeira com laterais baixas ou meia altura, para transporte de resíduos já acomodados em contêineres ou IBCs, bombonas e tambores.

 

 3- Tratamento de efluentes: O terceiro passo é o tratamento dos efluentes contaminados. Você pode saber tudo sobre essa parte do processo clicando AQUI.

   

4. Emissão do CDR: após o tratamento dos efluentes é emitido o CDR (Certificado de Destinação de Resíduos), documento que atesta que os resíduos foram recebidos, tratados e destinados de forma correta, retornando de forma responsável ao meio ambiente.

 Tem alguma dúvida sobre a destinação de resíduos? Escreva para nós nos comentários!

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Como realizar o tratamento de efluentes contaminados com óleo?

Os óleos são substâncias líquidas e viscosas que estão presentes no cotidiano de todos nós e, dependendo da sua origem, podem ser empregados na culinária para o consumo e preparo de alimentos, ou pode ter uso industrial como lubrificante ou combustível, na manutenção de peças mecânicas e para refrigeração.

Todos os efluentes contaminados com óleos devem passar por tratamento antes de retornarem ao meio ambiente. Dependendo de sua origem, que pode ser vegetal ou mineral, os efluentes oleosos devem passar por processos físicos, químicos e/ou biológicos.

Tratamento de efluentes contaminados com óleos:

Óleos vegetais: por ser uma gordura extraída de plantas (em geral de frutos e sementes) e, portanto, biodegradável, é classificado pela sua periculosidade como classe II e pode ser destinado para o tratamento biológico, no qual bactérias degradam os contaminantes oleosos presentes no efluente.

Óleos minerais/sintéticos: esses óleos são produzidos no processo de destilação do petróleo ou são obtidos por reações químicas, no caso dos sintéticos. Por não serem biodegradáveis, são classificados pela sua periculosidade como classe I e devem receber tratamentos físico-químicos específicos para remover os óleos contaminantes. Industrias dos segmentos siderúrgicos, metalúrgicos, de auto-peças e usinagem, por exemplo, são grandes geradores desses efluentes oleosos.

Como proceder para realizar o descarte correto dos efluentes oleosos?

Se a sua empresa não possui uma estação de tratamento própria para efluentes oleosos, é possível desenvolver um parceiro que realize o tratamento de maneira eficiente e com custos atrativos para os clientes.  Nesse sistema de tratamento, denominado Offsite, os resíduos oleosos são coletados nas empresas e transportados até centrais de tratamento de empresas especializadas, na qual passam por processos físico-químicos para a remoção dos óleos emulsionados.

Qual o risco de descartar os efluentes oleosos sem tratamento no meio ambiente?

Quando esses resíduos são descartados in natura em rios e na rede de esgoto, além dos prejuízos à saúde e ao meio ambiente, as empresas responsáveis pela emissão podem responder a um processo administrativo e serem punidas com multas. Nos casos mais graves, pode haver a paralização ou o encerramento das atividades. 

No estado de São Paulo, a fiscalização e a aplicação da lei e suas normas é de responsabilidade da CETESB, como órgão do estado, ou do IBAMA.

Gostou do nosso post ou ainda tem alguma dúvida sobre os efluentes oleosos? Deixe um comentário!

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Saiba como emitir CADRI

Emitido pela CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), o CADRI (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental) é o documento que aprova o “encaminhamento de resíduos dos empreendimentos e empresas a locais de reprocessamento, armazenamento, tratamento ou disposição final”. Todas as empresas que geram resíduos perigosos Classe I e os que estão nesta lista da CETESB precisam do documento.

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CADRI: Exigência para a destinação correta de efluentes

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