Você conhece o rio mais poluído do mundo?

O rio Citarum é o maior e mais longo rio no oeste de Java, Indonésia, perdendo em extensão apenas para o Bengawan Solo e Brantas, na mesma região. Apesar de ter cumprido no passado recente um papel importante na agricultura, pesca, indústria, oferta de energia elétrica e escoamento de esgoto, bem como no abastecimento de água para a população próxima a capital do país asiático, o Citarum é considerado hoje o rio mais poluído do mundo.

Entenda mais sobre a história do rio, os efeitos calamitosos dessa situação e como isso se parece com a má conservação de mananciais aquáticos do Brasil, como o rio Tietê e a Baía de Guanabara.

A importância e o maltrato do rio Citarum

Ao longo de muitos séculos, esse rio asiático foi relevante para a continuidade da fauna da região e de grande utilidade para os indonésios que moravam nas suas margens, em palafitas ou vilarejos — não só por meio da pesca, mas também através de irrigações para o cultivo de arroz e outros cereais. Porém, a indiferença das autoridades do país, onde não há legislações de proteção ambiental, praticamente devastou a paisagem local e fez com que essa riqueza geográfica atingisse níveis incalculáveis de poluição.

Mesmo com cinco milhões de pessoas ainda vivendo em sua bacia, há mais de 500 fábricas ao redor do rio, despejando seus resíduos industriais nas águas. A falta de cuidados e investimentos em saneamento básico também faz com que as pessoas despejem seus dejetos diretamente no rio, onde não há qualquer posto ou estação de tratamento sanitário.

A poluição acumulada afetou tanto a agricultura local, que a maioria dos plantadores já se desfez de seus arrozais pela metade do preço normal. Mesmo assim, esse rio ainda representa cerca de 80% da água de superfície disponível para uso cotidiano das pessoas do seu entorno.

Os projetos de despoluição do rio Citarum

No geral, em torno de 2.000 empresas já contribuíram com escoamentos de chumbo, mercúrio, arsênico e outros poluentes graves nas águas do Citarum.

A situação alarmante fez com que, em 2008, o Banco Asiático de Desenvolvimento aprovasse um empréstimo de US$500 milhões com o objetivo de revitalizar o rio, empreendimento que teve início em 2011. Hoje, contudo, o projeto está estimado em um total de US$4 bilhões para ser cumprido ao longo de 15 anos e precisa contar com a ampla mudança de hábitos da população — acostumada a jogar lixos diversos e os próprios excrementos no rio.

Os problemas de poluição no Brasil

No Brasil, o rio que mais se assemelha às condições do Citarum é o Tietê, que nasce limpíssimo em Salesópolis, município paulista de grande altitude na Serra do Mar, mas vai se degradando no trecho que corta a capital do estado de São Paulo.

Até a década de 1960, o Tietê contava com a pesca e a prática de esportes náuticos em suas águas, mas a expansão urbana desordenada e um processo rápido de industrialização com pouca fiscalização levaram ao rio um inacreditável acúmulo de poluentes industriais e resíduos humanos.

No estado do Rio de Janeiro, a Baía de Guanabara — que no passado já integrou até a rota migratória das baleias francas — passou a ser contaminada por esgotos domiciliares e industriais diversos, acolhendo os efluentes lançados nas suas margens e nas bacias de mais de 50 rios e riachos que se conectam a ela.

Os dois pontos de importância hídrica e econômica para os dois estados são observados há décadas para que processos de despoluição sejam preparados. Mas o principal fator negativo da empreitada é o alto investimento a ser feito para a remoção de todo o material poluente das águas. Apesar disso, algumas iniciativas são urgentes, visto que, por exemplo, o Rio de Janeiro será sede das Olimpíadas de 2016, e a Baía de Guanabara receberá atividades esportivas no período.

Fica evidente, então, que é muito mais barato e prudente investir no tratamento prévio de águas e efluentes, preservando o meio ambiente, conservando a saúde humana e evitando a degradação da fauna, flora e paisagem locais.

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