Gestão de Resíduos Sólidos em São Paulo | Desafios da Sustentabilidade Parte 2

Como Preservar o Meio Ambiente

10 de Julho de 2012

Conforme comentamos no post anterior, o enfoque desse segundo post é a gestão de resíduos sólidos na cidade de São Paulo, segundo dados do artigo “Gestão de resíduos sólidos em São Paulo: desafios da sustentabilidade”, de Pedro Roberto Jacobi e Gina Rizpah Besen, publicado em fevereiro de 2011. O artigo completo está disponível aqui.

Com 11 milhões de habitantes, São Paulo tem um gasto per capita com serviços de limpeza urbana de R$ 73,63, o que ainda é muito pouco, se comparado com o de outras cidades globais, como Tóquio (R$ 1.036,48), no Japão, Cidade de México (R$ 632,32), no México, e Nova York (R$ 239,56), nos EUA. Diariamente, são coletadas mais de 17 mil toneladas de resíduos urbanos.

Desde dezembro de 2002, a coleta de lixo é feita por duas empresas privadas, por um prazo de até 20 anos. A concessão abrange o investimento em novos aterros, unidades de transbordo e usinas de compostagem, incluindo a coleta seletiva, centrais de triagem e coleta diferenciada em favelas.

Os incineradores e as duas usinas de compostagem locais foram desativados no final de 2004, por serem ineficientes e obsoletos. Os resíduos urbanos são encaminhados para dois aterros privados, já que os dois aterros públicos, o Bandeirantes e o São João, foram desativados em 2009.

Contudo, neles foram implantados sistemas de captação e recuperação de metano para geração de energia elétrica. Por meio da venda dos créditos de carbono é viabilizada a recuperação das áreas e a implantação de sistema de geração de energia elétrica.

Em 2003 foi implantada uma taxa específica para a limpeza pública, que foi abolida em 2006, por motivos políticos. Os autores afirmam que o reflexo disso foi o aumento da quantidade de lixo nas ruas e a falta de investimentos em coleta seletiva e na ampliação das centrais de reciclagem das 31 subprefeituras. A população não se sente responsável pela destinação final do lixo.

Por isso os autores apontam a necessidade de “estratégias para promover a redução de resíduos nas fontes, por meio de educação ambiental permanente, a coleta seletiva com inclusão de catadores e metas de redução de disposição de resíduos no solo, por meio de um plano de gestão abrangente, integrado e pactuado com a sociedade”. Por estar em uma região metropolitana, também se faz necessário que a gestão de resíduos sólidos seja articulada com um plano metropolitano.

A expansão da coleta seletiva é uma oportunidade para reduzir custos  e gerar postos de trabalho, além de tornar a população corresponsável pela limpeza da cidade.

Você conhece exemplos em que a coleta seletiva é bem sucedida? Ela realmente é uma solução sustentável? Você conhece soluções melhores? Compartilhe conosco.

 

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