Existem diversas formas de tratar efluentes e resíduos originados pela atividade industrial, cada tipo sendo mais indicado dependendo da composição dos materiais e substâncias a serem processadas. Para maximizar os resultados e neutralizar toda a carga poluente, é possível combinar métodos diferentes de tratamento, como o físico-químico e o biológico.
Os sistemas físico-químicos por coagulação-floculação, quando concebidos unicamente, removem parcialmente a carga orgânica, sendo às vezes necessário tratamento complementar, objetivando atingir a melhor eficiência possível. Embora muitas vezes o tratamento físico-químico seja suficiente, existem situações em que uma indústria gera efluentes de diversos setores, com características diferentes; nestas situações é muito vantajoso segregar e remover substâncias, se, em alguns setores houver:
Após a remoção destas substâncias, é realizada a reunião dos efluentes para tratamento (equalização), objetivando a uniformidade de vazão e diversos parâmetros, como: pH, temperatura, DBO (demandas bioquímica de oxigênio), DQO (demanda química de oxigênio), entre outros indicadores importantes para determinar a segurança da água a ser despejada após o tratamento.
Um exemplo prático deste uso combinado de tratamentos é o caso dos despejos de galvanoplastia em que os efluentes são coletados separadamente, e os de cada setor recebem tratamento específico, sendo posteriormente reunidos para a neutralização e remoção dos poluentes.
Considerando que a indústria possua sistema biológico de tratamento, por exemplo, lodos ativados, pode-se recorrer à coagulação-floculação, combinado com o sistema biológico, nos casos seguintes:
O caso mais comum é associar o tratamento físico-químico por coagulação-floculação, objetivando remover sólidos em suspensão, à montante do tratamento biológico (exceto no caso de lodos ativados com aeração prolongada que dispensa a decantação primária); neste caso, o reator biológico será de menor dimensão. Do ponto de vista técnico-econômico, porém, este procedimento traz algumas desvantagens, como:
A melhor alternativa é, sem dúvida, associar o sistema de coagulação-floculação com o sistema biológico após o decantador secundário, ou seja, no efluente tratado, em que se obtém um certificado de melhor qualidade, tanto na remoção de DBO (demanda bioquímica de oxigênio) remanescente, sólidos em suspensão e cor, como na remoção de nutrientes, principalmente fósforo, com menores custos operacionais.