Como o meio ambiente influencia na disponibilidade de água

A falta de água tem sido o assunto do momento e deixou a população em estado de alerta para os motivos que levaram a situação a níveis tão alarmantes.

A escassez está associada a diversos fatores, como por exemplo: a falta de planejamento nos assentamentos urbanos, tubulações antigas que favorecem vazamentos, utilização de equipamentos de distribuição ineficientes e, é claro, a falta de consciência da população quando o assunto é o uso desse recurso natural.

Porém, um fator é essencial quando falamos em falta de água: O MEIO AMBIENTE.

As áreas naturais foram sendo destruídas para dar lugar à ocupação humana, e para tentarmos amenizar os efeitos da crise hídrica, é essencial manter as chamadas Unidades de Conservação (UCs) nos centros urbanos. Em outras palavras, precisamos manter o máximo de árvores e vegetações em meio à selva de pedra.

As UCs têm função de manter proporções significativas e ecologicamente viáveis das diferentes populações, habitats e ecossistemas do território nacional, preservando ao máximo o patrimônio ecológico existente.

Manter essas Unidades de Conservação ajuda a estabilizar o regime de precipitação de chuvas e também a reter água no subsolo e lençóis freáticos, já que o desmatamento e a impermeabilização do solo fazem com que a água da chuva chegue mais rápido aos cursos d’água e ao mar, impedindo que a água volte ao seu curso natural, o que inclui da terra até o nível dos lençóis freáticos. Além disso, a falta das UCs modifica o regime de precipitação das chuvas, já que o solo impermeabilizado impede a água de evaporar.

A imagem abaixo exemplifica exatamente o que acontece em centros urbanos que não possuem as chamadas UCs. Quanto maior a chamada “área verde” maior a capacidade de retorno da água para os lençóis freáticos.

 

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O valor da Água

 

Alguns fatores acabam determinando o preço que é pago pela água no mundo, como por exemplo, fatores políticos, disponibilidade de água e infraestrutura.

Levando em consideração esses fatores, a ONG Global Water Intelligence fez um levantamento que mostra o valor cobrado pela tarifa de água nos principais países europeus.

 

 

FONTE: Global Water Intelligence 


O levantamento realizado em Novembro de 2014 nos mostra que o valor de tarifa cobrada na Dinamarca é o mais caro de toda a Europa, representando um valor de Є 6,33 (euros). Convertendo para o real, o custo de fornecimento de água na Dinamarca é de, aproximadamente, R$ 21,83.

Portanto, se você pensava que estava pagando caro na sua conta de água, basta ver no site da SABESP o valor da tarifa cobrada no estado de São Paulo. Para uma residência normal o valor é de R$ 13,68 para até 10 mil litros de água por mês. O que equivale a R$ 1,36 por metro cúbico fornecido, ou seja, aproximadamente 10 vezes menor que o preço na Dinamarca!

O lado triste é que os custos baixos da água e a abundância do recurso em nosso país (o Brasil aparece entre os três primeiros países com maior recurso hídrico da America do Sul) incentivam o desperdício e, como diz o ditado: só percebemos o valor da água quando a fonte seca. E está secando!

A crise hídrica que assola o sudeste abriu os olhos das pessoas para os problemas da falta d'água, mas o uso consciente do recurso é uma questão muito mais complicada, que envolve um processo de reeducação da sociedade e mudança de hábitos. A cultura do uso racional da água vai demorar para ser construída, mas se quisermos continuar pagando menos pela água, o jeito é economizar. E precisamos começar desde já.

Tomando como base a Dinamarca, já citada anteriormente, apesar da relativa abundância de água disponível no país por conta das chuvas ao longo do ano, o consumo é bastante consciente porque a tarifa cobrada é cara.

Em matéria publicada pela “IstoÉ Dinheiro” em fevereiro desse ano, Sérgio Werneck Filho, CEO da Nova Opersan, comenta sobre a água ser muito barata, e sobre o montante de água que é desperdiçado devido ao Brasil não possuir um sistema de reuso de água eficiente.

Segundo Sérgio: “Na realidade, a questão é como a água é fornecida. Todo mundo recebe a água por um valor muito inferior ao custo de captação, tratamento e distribuição. Tem que captar água do rio, transportar por grandes distâncias, tratar, fazer uma série de investimentos. Tudo isso custa muito e não está refletido no preço final. Além disso, com preço baixo, o consumidor não se preocupa em economizar. Você já viu alguém lavando a calçada com água mineral?”.

Você pode ler a matéria completa clicando AQUI.

Depois de todas essas informações, o que você acha do consumo consciente? 

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Como realizar o tratamento de efluentes contaminados com óleo?

Os óleos são substâncias líquidas e viscosas que estão presentes no cotidiano de todos nós e, dependendo da sua origem, podem ser empregados na culinária para o consumo e preparo de alimentos, ou pode ter uso industrial como lubrificante ou combustível, na manutenção de peças mecânicas e para refrigeração.

Todos os efluentes contaminados com óleos devem passar por tratamento antes de retornarem ao meio ambiente. Dependendo de sua origem, que pode ser vegetal ou mineral, os efluentes oleosos devem passar por processos físicos, químicos e/ou biológicos.

Tratamento de efluentes contaminados com óleos:

Óleos vegetais: por ser uma gordura extraída de plantas (em geral de frutos e sementes) e, portanto, biodegradável, é classificado pela sua periculosidade como classe II e pode ser destinado para o tratamento biológico, no qual bactérias degradam os contaminantes oleosos presentes no efluente.

Óleos minerais/sintéticos: esses óleos são produzidos no processo de destilação do petróleo ou são obtidos por reações químicas, no caso dos sintéticos. Por não serem biodegradáveis, são classificados pela sua periculosidade como classe I e devem receber tratamentos físico-químicos específicos para remover os óleos contaminantes. Industrias dos segmentos siderúrgicos, metalúrgicos, de auto-peças e usinagem, por exemplo, são grandes geradores desses efluentes oleosos.

Como proceder para realizar o descarte correto dos efluentes oleosos?

Se a sua empresa não possui uma estação de tratamento própria para efluentes oleosos, é possível desenvolver um parceiro que realize o tratamento de maneira eficiente e com custos atrativos para os clientes.  Nesse sistema de tratamento, denominado Offsite, os resíduos oleosos são coletados nas empresas e transportados até centrais de tratamento de empresas especializadas, na qual passam por processos físico-químicos para a remoção dos óleos emulsionados.

Qual o risco de descartar os efluentes oleosos sem tratamento no meio ambiente?

Quando esses resíduos são descartados in natura em rios e na rede de esgoto, além dos prejuízos à saúde e ao meio ambiente, as empresas responsáveis pela emissão podem responder a um processo administrativo e serem punidas com multas. Nos casos mais graves, pode haver a paralização ou o encerramento das atividades. 

No estado de São Paulo, a fiscalização e a aplicação da lei e suas normas é de responsabilidade da CETESB, como órgão do estado, ou do IBAMA.

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Rios Contaminados por Metais Pesados são um Grande Risco à Natureza e ao Homem

A equação é simples: quanto maior a população, maior será o número de indústrias necessárias para atender às demandas de consumo e, consequentemente, maior será também o número de resíduos gerados.

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Sua Empresa Realiza a Lavagem de Máquinas e Equipamentos? Saiba como destinar corretamente os efluentes!

Lavar os maquinários e equipamentos da empresa faz parte da limpeza e conservação do considerado patrimônio imobilizado. Entretanto, a atitude que faz parte da rotina pode ser prejudicial para o meio ambiente e, consequentemente, para o nome da empresa. Tudo porque a água usada para a lavagem torna-se contaminada com os insumos diluídos nela, como intercap, solupan e xampu (que possuem base ácida, alcalina e neutra, respectivamente), além de óleo e graxa, e pode atingir rios, lençóis subterrâneos, lagos e mares se não tratados corretamente.

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Mananciais de Abastecimento: A importância da preservação

Fontes de água doce superficial ou subterrânea utilizada para o consumo humano, os mananciais são impactados com o aumento da população e, em consequência, da crescente necessidade de abastecimento. Esse cenário de alta demanda do recurso, somado à ocupação desordenada do solo, à falta de saneamento, à erosão e às atividades industriais, gera uma problemática de graves consequências para os mananciais, resultando na baixa qualidade da água captada e em subsequentes doenças que afetam a população.  

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Você Conhece os Diferentes Tipos de Águas?

Água que nasce na fonte, águas escuras dos rios, águas que caem das pedras, no leito dos lagos ou pelas gotas das chuvas: assim como abordado na letra da famosa música “Planeta Água”, existem vários tipos do precioso líquido cuja existência é essencial para a vida na Terra. O próprio corpo humano conta com grande parte de água em sua composição: em um organismo adulto, o recurso chega a atingir 45 litros, sendo utilizado para quase todas as funções imprescindíveis para sua sobrevivência.

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Saiba como funciona a alternativa de abastecimento via captação de água subterrânea para reúso

O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a integridade da vida sobre a Terra. Esse equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam - é o que diz o quarto artigo da Declaração Universal dos Direitos da Água. Apesar da água ser um recurso limitado e de valor econômico, o grande desafio deste século é sua administração racional. A escassez pode ocorrer tanto por condições climáticas hidrológicas e hidrogeológicas, como também pela demanda excessiva. Sua manutenção é importante não só para manter o uso pelo ser humano, mas para todas as atividades produtivas como irrigação na agropecuária, geração de energia elétrica e produção industrial.

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Conheça os custos da água na sua empresa

A escassez de água doce já é tema recorrente, que preocupa empresas e indústrias que precisam dela em sua produção e atividades diárias. Mas para investir em tratamento de água e reúso é necessário pesquisar a melhor solução a longo prazo e que realmente contribua para a necessidade do negócio do cliente.
Já escrevemos em diversos artigos sobre a qualidade da água, como as Empresas devem cuidar da qualidade da água utilizada, e hoje abordaremos os custos da água em uma empresa.
Assim, como qualquer tipo de investimento, os custos da água envolvem custos diretos e indiretos, mas também há outro, que está relacionado aos riscos. Nós explicamos:

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Minimizar a escassez de água é desafio no século 21

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