Como o meio ambiente influencia na disponibilidade de água

A falta de água tem sido o assunto do momento e deixou a população em estado de alerta para os motivos que levaram a situação a níveis tão alarmantes.

A escassez está associada a diversos fatores, como por exemplo: a falta de planejamento nos assentamentos urbanos, tubulações antigas que favorecem vazamentos, utilização de equipamentos de distribuição ineficientes e, é claro, a falta de consciência da população quando o assunto é o uso desse recurso natural.

Porém, um fator é essencial quando falamos em falta de água: O MEIO AMBIENTE.

As áreas naturais foram sendo destruídas para dar lugar à ocupação humana, e para tentarmos amenizar os efeitos da crise hídrica, é essencial manter as chamadas Unidades de Conservação (UCs) nos centros urbanos. Em outras palavras, precisamos manter o máximo de árvores e vegetações em meio à selva de pedra.

As UCs têm função de manter proporções significativas e ecologicamente viáveis das diferentes populações, habitats e ecossistemas do território nacional, preservando ao máximo o patrimônio ecológico existente.

Manter essas Unidades de Conservação ajuda a estabilizar o regime de precipitação de chuvas e também a reter água no subsolo e lençóis freáticos, já que o desmatamento e a impermeabilização do solo fazem com que a água da chuva chegue mais rápido aos cursos d’água e ao mar, impedindo que a água volte ao seu curso natural, o que inclui da terra até o nível dos lençóis freáticos. Além disso, a falta das UCs modifica o regime de precipitação das chuvas, já que o solo impermeabilizado impede a água de evaporar.

A imagem abaixo exemplifica exatamente o que acontece em centros urbanos que não possuem as chamadas UCs. Quanto maior a chamada “área verde” maior a capacidade de retorno da água para os lençóis freáticos.

 

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Como realizar o tratamento de efluentes contaminados com óleo?

Os óleos são substâncias líquidas e viscosas que estão presentes no cotidiano de todos nós e, dependendo da sua origem, podem ser empregados na culinária para o consumo e preparo de alimentos, ou pode ter uso industrial como lubrificante ou combustível, na manutenção de peças mecânicas e para refrigeração.

Todos os efluentes contaminados com óleos devem passar por tratamento antes de retornarem ao meio ambiente. Dependendo de sua origem, que pode ser vegetal ou mineral, os efluentes oleosos devem passar por processos físicos, químicos e/ou biológicos.

Tratamento de efluentes contaminados com óleos:

Óleos vegetais: por ser uma gordura extraída de plantas (em geral de frutos e sementes) e, portanto, biodegradável, é classificado pela sua periculosidade como classe II e pode ser destinado para o tratamento biológico, no qual bactérias degradam os contaminantes oleosos presentes no efluente.

Óleos minerais/sintéticos: esses óleos são produzidos no processo de destilação do petróleo ou são obtidos por reações químicas, no caso dos sintéticos. Por não serem biodegradáveis, são classificados pela sua periculosidade como classe I e devem receber tratamentos físico-químicos específicos para remover os óleos contaminantes. Industrias dos segmentos siderúrgicos, metalúrgicos, de auto-peças e usinagem, por exemplo, são grandes geradores desses efluentes oleosos.

Como proceder para realizar o descarte correto dos efluentes oleosos?

Se a sua empresa não possui uma estação de tratamento própria para efluentes oleosos, é possível desenvolver um parceiro que realize o tratamento de maneira eficiente e com custos atrativos para os clientes.  Nesse sistema de tratamento, denominado Offsite, os resíduos oleosos são coletados nas empresas e transportados até centrais de tratamento de empresas especializadas, na qual passam por processos físico-químicos para a remoção dos óleos emulsionados.

Qual o risco de descartar os efluentes oleosos sem tratamento no meio ambiente?

Quando esses resíduos são descartados in natura em rios e na rede de esgoto, além dos prejuízos à saúde e ao meio ambiente, as empresas responsáveis pela emissão podem responder a um processo administrativo e serem punidas com multas. Nos casos mais graves, pode haver a paralização ou o encerramento das atividades. 

No estado de São Paulo, a fiscalização e a aplicação da lei e suas normas é de responsabilidade da CETESB, como órgão do estado, ou do IBAMA.

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Você conhece o rio mais poluído do mundo?

O rio Citarum é o maior e mais longo rio no oeste de Java, Indonésia, perdendo em extensão apenas para o Bengawan Solo e Brantas, na mesma região. Apesar de ter cumprido no passado recente um papel importante na agricultura, pesca, indústria, oferta de energia elétrica e escoamento de esgoto, bem como no abastecimento de água para a população próxima a capital do país asiático, o Citarum é considerado hoje o rio mais poluído do mundo.

Entenda mais sobre a história do rio, os efeitos calamitosos dessa situação e como isso se parece com a má conservação de mananciais aquáticos do Brasil, como o rio Tietê e a Baía de Guanabara.

A importância e o maltrato do rio Citarum

Ao longo de muitos séculos, esse rio asiático foi relevante para a continuidade da fauna da região e de grande utilidade para os indonésios que moravam nas suas margens, em palafitas ou vilarejos — não só por meio da pesca, mas também através de irrigações para o cultivo de arroz e outros cereais. Porém, a indiferença das autoridades do país, onde não há legislações de proteção ambiental, praticamente devastou a paisagem local e fez com que essa riqueza geográfica atingisse níveis incalculáveis de poluição.

Mesmo com cinco milhões de pessoas ainda vivendo em sua bacia, há mais de 500 fábricas ao redor do rio, despejando seus resíduos industriais nas águas. A falta de cuidados e investimentos em saneamento básico também faz com que as pessoas despejem seus dejetos diretamente no rio, onde não há qualquer posto ou estação de tratamento sanitário.

A poluição acumulada afetou tanto a agricultura local, que a maioria dos plantadores já se desfez de seus arrozais pela metade do preço normal. Mesmo assim, esse rio ainda representa cerca de 80% da água de superfície disponível para uso cotidiano das pessoas do seu entorno.

Os projetos de despoluição do rio Citarum

No geral, em torno de 2.000 empresas já contribuíram com escoamentos de chumbo, mercúrio, arsênico e outros poluentes graves nas águas do Citarum.

A situação alarmante fez com que, em 2008, o Banco Asiático de Desenvolvimento aprovasse um empréstimo de US$500 milhões com o objetivo de revitalizar o rio, empreendimento que teve início em 2011. Hoje, contudo, o projeto está estimado em um total de US$4 bilhões para ser cumprido ao longo de 15 anos e precisa contar com a ampla mudança de hábitos da população — acostumada a jogar lixos diversos e os próprios excrementos no rio.

Os problemas de poluição no Brasil

No Brasil, o rio que mais se assemelha às condições do Citarum é o Tietê, que nasce limpíssimo em Salesópolis, município paulista de grande altitude na Serra do Mar, mas vai se degradando no trecho que corta a capital do estado de São Paulo.

Até a década de 1960, o Tietê contava com a pesca e a prática de esportes náuticos em suas águas, mas a expansão urbana desordenada e um processo rápido de industrialização com pouca fiscalização levaram ao rio um inacreditável acúmulo de poluentes industriais e resíduos humanos.

No estado do Rio de Janeiro, a Baía de Guanabara — que no passado já integrou até a rota migratória das baleias francas — passou a ser contaminada por esgotos domiciliares e industriais diversos, acolhendo os efluentes lançados nas suas margens e nas bacias de mais de 50 rios e riachos que se conectam a ela.

Os dois pontos de importância hídrica e econômica para os dois estados são observados há décadas para que processos de despoluição sejam preparados. Mas o principal fator negativo da empreitada é o alto investimento a ser feito para a remoção de todo o material poluente das águas. Apesar disso, algumas iniciativas são urgentes, visto que, por exemplo, o Rio de Janeiro será sede das Olimpíadas de 2016, e a Baía de Guanabara receberá atividades esportivas no período.

Fica evidente, então, que é muito mais barato e prudente investir no tratamento prévio de águas e efluentes, preservando o meio ambiente, conservando a saúde humana e evitando a degradação da fauna, flora e paisagem locais.

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Conheça as Condições que Devem ser Consideradas para a Captação da Água

A seca no estado de São Paulo chegou a um nível tão crítico que alternativas estão sendo estudadas a toque de caixa para suprir as necessidades dos moradores e das empresas nas mais diversas tarefas do dia a dia. Apesar da grande abundância em nosso planeta, apenas 5% da água doce encontra-se disponível superficialmente. Isso significa que fazer um projeto de captação de água envolve muito planejamento e certas condições para sua implementação.

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Mananciais de Abastecimento: A importância da preservação

Fontes de água doce superficial ou subterrânea utilizada para o consumo humano, os mananciais são impactados com o aumento da população e, em consequência, da crescente necessidade de abastecimento. Esse cenário de alta demanda do recurso, somado à ocupação desordenada do solo, à falta de saneamento, à erosão e às atividades industriais, gera uma problemática de graves consequências para os mananciais, resultando na baixa qualidade da água captada e em subsequentes doenças que afetam a população.  

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Você Conhece os Diferentes Tipos de Águas?

Água que nasce na fonte, águas escuras dos rios, águas que caem das pedras, no leito dos lagos ou pelas gotas das chuvas: assim como abordado na letra da famosa música “Planeta Água”, existem vários tipos do precioso líquido cuja existência é essencial para a vida na Terra. O próprio corpo humano conta com grande parte de água em sua composição: em um organismo adulto, o recurso chega a atingir 45 litros, sendo utilizado para quase todas as funções imprescindíveis para sua sobrevivência.

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Alterações climáticas e ação do homem: saiba por que o litoral do Brasil está mudando

A elevação do nível do mar, a mudança no regime de ventos e, principalmente, a ação do homem estão transformando o desenho do nosso litoral. Esses são os principais fatores apontados pela pesquisa “Vulnerabilidade da zona costeira dos estados de São Paulo e Pernambuco: situação atual e projeções para cenários de mudanças climáticas”, desenvolvida por meio de uma parceria entre a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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Saneamento no Rio: problemática em evidência em plena Copa do Mundo

“Venha para o Mundial, nade com fezes”: a frase ao lado podia ser apenas um slogan de mau gosto ou mesmo mais uma piada infame que corre pela Internet. O fato é que essas palavras foram manchete: com os dizeres, o site americano Global Post apontou os sérios problemas de saneamento na cidade que sediará a final da Copa do Mundo - o Rio de Janeiro.

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Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais Lança Estudo sobre Descarte Ilegal de Efluentes Industriais na RMSP

Diante da situação crítica da escassez de água no estado de São Paulo, o conhecimento tem sido um importante aliado para dar base a ações sustentáveis que visam combater a problemática. A informação, neste sentido, é uma arma necessária: você sabia, por exemplo, que a Região Metropolitana de São Paulo (RSMP) possui a menor disponibilidade hídrica do Estado, com 201 metros cúbicos por habitante ao ano? Pois saiba que, apesar disso, o descarte ilegal de efluentes industriais continua sendo um fantasma que assombra a população e o poder público, ainda que existam penalidades relativas à preservação ambiental previstas na Política Nacional de Meio Ambiente. Populações que vivem próximas às áreas de despejos industriais já tiveram, inclusive, evidências constatadas de danos à saúde como câncer, defeitos congênitos e anomalias reprodutivas. Em uma região com tamanha escassez de recursos hídricos, de fato, é um paradoxo que grande parte dos efluentes não tratados continue a ser despejada em mananciais, gerando poluição, prejuízo à política pública e danos ao meio ambiente e à comunidade. O quadro indica uma necessidade urgente de tratamento e descarte correto desses resíduos: se não houver a devida destinação, as águas da região continuarão a ser degradadas, agravando ainda mais uma realidade que já é alarmante. Para se ter uma ideia, a qualidade da água do Alto Tietê já indica que 50% dos pontos de amostragem são ruins ou péssimos.

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Saiba Quais São as Consequências do Descarte Incorreto de Efluentes nos Nossos Rios e Lagos

A cada crise hídrica, a população é convocada a economizar água para evitar consequências mais graves, como o racionamento ou mesmo a falta do recurso. Entretanto, é o setor industrial um dos maiores consumidores de água potável do mundo, representando 20% da demanda total. O problema é que nem toda a água que sai das indústrias retorna limpa para o meio ambiente. Em meio à crise hídrica, a Região Metropolitana de São Paulo insiste em poluir seus mananciais. O descarte obriga as concessionárias de saneamento a captarem água cada vez mais longe da capital a custos muito altos.

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