Como realizar o tratamento de efluentes contaminados com óleo?

Os óleos são substâncias líquidas e viscosas que estão presentes no cotidiano de todos nós e, dependendo da sua origem, podem ser empregados na culinária para o consumo e preparo de alimentos, ou pode ter uso industrial como lubrificante ou combustível, na manutenção de peças mecânicas e para refrigeração.

Todos os efluentes contaminados com óleos devem passar por tratamento antes de retornarem ao meio ambiente. Dependendo de sua origem, que pode ser vegetal ou mineral, os efluentes oleosos devem passar por processos físicos, químicos e/ou biológicos.

Tratamento de efluentes contaminados com óleos:

Óleos vegetais: por ser uma gordura extraída de plantas (em geral de frutos e sementes) e, portanto, biodegradável, é classificado pela sua periculosidade como classe II e pode ser destinado para o tratamento biológico, no qual bactérias degradam os contaminantes oleosos presentes no efluente.

Óleos minerais/sintéticos: esses óleos são produzidos no processo de destilação do petróleo ou são obtidos por reações químicas, no caso dos sintéticos. Por não serem biodegradáveis, são classificados pela sua periculosidade como classe I e devem receber tratamentos físico-químicos específicos para remover os óleos contaminantes. Industrias dos segmentos siderúrgicos, metalúrgicos, de auto-peças e usinagem, por exemplo, são grandes geradores desses efluentes oleosos.

Como proceder para realizar o descarte correto dos efluentes oleosos?

Se a sua empresa não possui uma estação de tratamento própria para efluentes oleosos, é possível desenvolver um parceiro que realize o tratamento de maneira eficiente e com custos atrativos para os clientes.  Nesse sistema de tratamento, denominado Offsite, os resíduos oleosos são coletados nas empresas e transportados até centrais de tratamento de empresas especializadas, na qual passam por processos físico-químicos para a remoção dos óleos emulsionados.

Qual o risco de descartar os efluentes oleosos sem tratamento no meio ambiente?

Quando esses resíduos são descartados in natura em rios e na rede de esgoto, além dos prejuízos à saúde e ao meio ambiente, as empresas responsáveis pela emissão podem responder a um processo administrativo e serem punidas com multas. Nos casos mais graves, pode haver a paralização ou o encerramento das atividades. 

No estado de São Paulo, a fiscalização e a aplicação da lei e suas normas é de responsabilidade da CETESB, como órgão do estado, ou do IBAMA.

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Os efluentes da Indústria Metalúrgica

Efluentes industriais representam grande parte da poluição do meio ambiente por conta do uso de produtos químicos aliados ao alto consumo de água no processamento de matéria-prima. Os efluentes líquidos são águas que foram utilizadas em algum tipo de processo e se encontram contaminadas com substâncias como amônia e benzeno.

Na indústria metalúrgica isso não é diferente. Os resíduos gerados (como óleos e graxas, só para citar alguns) são os de Classe I, considerados perigosos, provenientes dos processos de lavagem das chapas, tornos e de pintura. No processo de galvanização, em que as peças metálicas recebem tratamento anticorrosivo, das quais são utilizados desengraxantes alcalinos e banhos de fosfato, é preciso lavá-las várias vezes até a água sair limpa, eliminando óleos, óxidos e tintas. Os compostos de metais pesados são tóxicos e alguns até cancerígenos. Por isso, o descarte de forma irresponsável em lençóis freáticos, rios e mares acarretam na contaminação dessas áreas.

Conheça mais sobre esse efluente e saiba como destiná-lo corretamente!

Planejamento ambiental

A responsabilidade pelo gerenciamento dos resíduos é do próprio gerador e a contratação de terceiros no processo de tratamento não o exime desta responsabilidade. Por isso, a empresa deve ter um plano de gerenciamento de seus efluentes analisado e revisado periodicamente para a melhoria contínua dos processos. A responsabilidade ambiental ultrapassa as barreiras da obrigatoriedade da lei e esbarra na cobrança – cada vez maior – da sociedade por empresas verdes. Num mercado globalizado como o de hoje, as empresas que não se adéquam às regras de sustentabilidade em seus processos perdem espaço e clientes.

O que diz a legislação brasileira

A Resolução CONAMA número 357/2005 especifica, em nível nacional, o tratamento dos efluentes antes de serem lançados em corpos receptores a fim de preservar o meio ambiente e a saúde da população. Já a resolução 430/11 regulamenta o padrão que os efluentes precisam alcançar para o lançamento em corpos hídricos. A empresa que desrespeitar está passível a multas e até ao decreto do fim de suas atividades. Vale lembrar que há ainda leis nos âmbitos estaduais e municipais a serem cumpridas.

Possibilidades de tratamento

O tratamento dos efluentes da indústria metalúrgica ocorre por processos físico-químicos, no caso, precipitação química, e também por processos biológicos. Também existe a possibilidade de serem utilizados agentes adsorventes, como carvão ativado e zeólitas de alumínio silicato, entre outros, para a possível remoção de contaminantes. Existem casos em que os efluentes tratados podem ser reaproveitados no próprio processo produtivo, como no resfriamento de misturas reativas. No caso do lodo, ele recebe um tratamento físico-químico e fica estocado em um tanque de decantação. O encaminhamento para uma Estação de Tratamento deve seguir à legislação e ser feito por empresa idônea e autorizada no transporte desses resíduos.

Com a escassez de água dos dias atuais, toda e qualquer possibilidade de reúso e preservação de mananciais e afins devem ser consideradas. O uso racional deste recurso deve ser visto com muito cuidado pelas empresas e fiscalizados pela sociedade ao adquirirem produtos oriundos de empresas ambientalmente responsáveis.

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