Efluentes Oleosos: O que são e qual a destinação correta?

Os óleos são substâncias líquidas e viscosas que estão presentes no cotidiano de todos nós e, dependendo da sua origem, podem ser empregados na culinária para o consumo e preparo de alimentos, ou podem ter uso industrial como lubrificante ou combustível, na manutenção de peças mecânicas e para refrigeração.

Efluentes contaminados com óleos geralmente resultam de processos que utilizam derivados de combustíveis fósseis como gasolina, diesel, óleo BPF etc. Há ainda águas oleosas oriundas da lavagem de pisos, tanques e peças, processos de usinagem, entre outros. Todos esses exemplos são gerados nas atividades industriais das mais variadas áreas. Apesar de sempre associarmos óleos a indústria automobilística, a indústria alimentícia também gera efluentes oleosos. O armazenamento de pescados, por exemplo, concentra altos níveis de gorduras e proteínas oleosas na água, resultando em alta carga orgânica do efluente, que precisa ser tratado.

Saiba mais sobre efluentes oleosos e aprenda a destiná-los corretamente!

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Tags: Meio Ambiente Lei, Legislação Ambiental, Oleos, Graxas, Efluentes Contaminados

Como realizar o tratamento de efluentes contaminados com óleo?

Os óleos são substâncias líquidas e viscosas que estão presentes no cotidiano de todos nós e, dependendo da sua origem, podem ser empregados na culinária para o consumo e preparo de alimentos, ou pode ter uso industrial como lubrificante ou combustível, na manutenção de peças mecânicas e para refrigeração.

Todos os efluentes contaminados com óleos devem passar por tratamento antes de retornarem ao meio ambiente. Dependendo de sua origem, que pode ser vegetal ou mineral, os efluentes oleosos devem passar por processos físicos, químicos e/ou biológicos.

Tratamento de efluentes contaminados com óleos:

Óleos vegetais: por ser uma gordura extraída de plantas (em geral de frutos e sementes) e, portanto, biodegradável, é classificado pela sua periculosidade como classe II e pode ser destinado para o tratamento biológico, no qual bactérias degradam os contaminantes oleosos presentes no efluente.

Óleos minerais/sintéticos: esses óleos são produzidos no processo de destilação do petróleo ou são obtidos por reações químicas, no caso dos sintéticos. Por não serem biodegradáveis, são classificados pela sua periculosidade como classe I e devem receber tratamentos físico-químicos específicos para remover os óleos contaminantes. Industrias dos segmentos siderúrgicos, metalúrgicos, de auto-peças e usinagem, por exemplo, são grandes geradores desses efluentes oleosos.

Como proceder para realizar o descarte correto dos efluentes oleosos?

Se a sua empresa não possui uma estação de tratamento própria para efluentes oleosos, é possível desenvolver um parceiro que realize o tratamento de maneira eficiente e com custos atrativos para os clientes.  Nesse sistema de tratamento, denominado Offsite, os resíduos oleosos são coletados nas empresas e transportados até centrais de tratamento de empresas especializadas, na qual passam por processos físico-químicos para a remoção dos óleos emulsionados.

Qual o risco de descartar os efluentes oleosos sem tratamento no meio ambiente?

Quando esses resíduos são descartados in natura em rios e na rede de esgoto, além dos prejuízos à saúde e ao meio ambiente, as empresas responsáveis pela emissão podem responder a um processo administrativo e serem punidas com multas. Nos casos mais graves, pode haver a paralização ou o encerramento das atividades. 

No estado de São Paulo, a fiscalização e a aplicação da lei e suas normas é de responsabilidade da CETESB, como órgão do estado, ou do IBAMA.

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