Os efluentes da Indústria Metalúrgica

Efluentes industriais representam grande parte da poluição do meio ambiente por conta do uso de produtos químicos aliados ao alto consumo de água no processamento de matéria-prima. Os efluentes líquidos são águas que foram utilizadas em algum tipo de processo e se encontram contaminadas com substâncias como amônia e benzeno.

Na indústria metalúrgica isso não é diferente. Os resíduos gerados (como óleos e graxas, só para citar alguns) são os de Classe I, considerados perigosos, provenientes dos processos de lavagem das chapas, tornos e de pintura. No processo de galvanização, em que as peças metálicas recebem tratamento anticorrosivo, das quais são utilizados desengraxantes alcalinos e banhos de fosfato, é preciso lavá-las várias vezes até a água sair limpa, eliminando óleos, óxidos e tintas. Os compostos de metais pesados são tóxicos e alguns até cancerígenos. Por isso, o descarte de forma irresponsável em lençóis freáticos, rios e mares acarretam na contaminação dessas áreas.

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Planejamento ambiental

A responsabilidade pelo gerenciamento dos resíduos é do próprio gerador e a contratação de terceiros no processo de tratamento não o exime desta responsabilidade. Por isso, a empresa deve ter um plano de gerenciamento de seus efluentes analisado e revisado periodicamente para a melhoria contínua dos processos. A responsabilidade ambiental ultrapassa as barreiras da obrigatoriedade da lei e esbarra na cobrança – cada vez maior – da sociedade por empresas verdes. Num mercado globalizado como o de hoje, as empresas que não se adéquam às regras de sustentabilidade em seus processos perdem espaço e clientes.

O que diz a legislação brasileira

A Resolução CONAMA número 357/2005 especifica, em nível nacional, o tratamento dos efluentes antes de serem lançados em corpos receptores a fim de preservar o meio ambiente e a saúde da população. Já a resolução 430/11 regulamenta o padrão que os efluentes precisam alcançar para o lançamento em corpos hídricos. A empresa que desrespeitar está passível a multas e até ao decreto do fim de suas atividades. Vale lembrar que há ainda leis nos âmbitos estaduais e municipais a serem cumpridas.

Possibilidades de tratamento

O tratamento dos efluentes da indústria metalúrgica ocorre por processos físico-químicos, no caso, precipitação química, e também por processos biológicos. Também existe a possibilidade de serem utilizados agentes adsorventes, como carvão ativado e zeólitas de alumínio silicato, entre outros, para a possível remoção de contaminantes. Existem casos em que os efluentes tratados podem ser reaproveitados no próprio processo produtivo, como no resfriamento de misturas reativas. No caso do lodo, ele recebe um tratamento físico-químico e fica estocado em um tanque de decantação. O encaminhamento para uma Estação de Tratamento deve seguir à legislação e ser feito por empresa idônea e autorizada no transporte desses resíduos.

Com a escassez de água dos dias atuais, toda e qualquer possibilidade de reúso e preservação de mananciais e afins devem ser consideradas. O uso racional deste recurso deve ser visto com muito cuidado pelas empresas e fiscalizados pela sociedade ao adquirirem produtos oriundos de empresas ambientalmente responsáveis.

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Como realizar o descarte dos efluentes industriais classe I e II?

O grau de poluição dos efluentes industriais varia de acordo com a sua classe, mas todos precisam ser tratados antes de retornarem ao meio ambiente. O tratamento consiste em uma série de processos físicos, químicos ou biológicos que eliminam os contaminantes que prejudicam a água e o solo. De acordo com o tipo de tratamento, é possível obter água potável, água de reúso (para utilização em banheiros, torres de resfriamento de ar condicionado, etc.) e lodo ativado, que pode ser utilizado em processos de compostagem.

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Resíduos Classe I ou Resíduos Classe II: Qual é a diferença?

A periculosidade de um resíduo é classificada em função de suas propriedades físicas, químicas ou infecto-contagiosas, podendo apresentar risco à saúde pública e ao meio ambiente, quando o resíduo é manuseado ou destinado de forma inadequada. A norma NBR 10.004 de 09/1987, divide os resíduos sólidos industriais em duas classes I e II, como perigosos, não inertes e inertes. Confira as principais diferenças:

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