A importância da escolha certa do tipo de tratamento de efluentes

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27 de Fevereiro de 2018

 O tratamento de efluentes é um processo fundamental para a preservação do meio ambiente e para evitar prejuízos e intervenções governamentais na empresa. Até mesmo para impedir punições pesadas para os responsáveis por ela. Para que este processo ocorra da forma correta, porém, é necessário fazer uma escolha consciente e bem informada sobre o tipo de efluente a ser tratado, de modo a optar pelo método mais adequado. 

Os processos certos para cada caso

Os processos físico-químicos, por exemplo, são recomendados para a remoção de poluentes inorgânicos, metais pesados, óleos e graxas, cor, sólidos sedimentáveis, sólidos em suspensão através de coagulação-floculação, matérias orgânicas não biodegradáveis (celulose, lignina, tanino, etc.), sólidos dissolvidos por precipitação química e compostos através de oxidação química. Quando existem sólidos voláteis (dissolvidos ou em suspensão), por outro lado, o tratamento biológico é o mais indicado. Num sistema de lodos ativados com aeração prolongada, por exemplo, a eficiência de remoção da DBO encontra-se entre 90 e 95%.

No tratamento de esgotos sanitários, através da coagulação-floculação, a eficiência de remoção da DBO situa-se entre 50 e 75%. Há remoção quase total dos sólidos em suspensão, ficando grande parte dos sólidos dissolvidos. Para efluentes industriais, as eficiências de remoção são bastantes variáveis, dependendo muito das características de cada tipo de efluente. As eficiências serão mais elevadas se grande parte dos sólidos se estiverem em suspensão. Caso contrário, se a maioria dos sólidos se encontrarem dissolvidos, as eficiências serão muito baixas. As eficiências mais elevadas de remoção de DBO dificilmente ultrapassam os 75% e as remoções de sólidos em suspensão geralmente ultrapassam os 90%.

Na escolha do tipo de tratamento, dois parâmetros são de grande importância para podermos avaliar qual deles (tratamento físico-químico ou biológico) é o mais propício: a DQO e a DBO. No caso em que a DQO for igual ou menor que o dobro da DBO é possível que grande parte da matéria orgânica seja biodegradável, podendo adotar os tratamentos biológicos convencionais. Por outro lado, se a DQO for muito além do dobro da DBO (triplo ou quádruplo), é possível que grande parte da matéria orgânica não seja biodegradável. Se a causa for, por exemplo, a existência de celulose, que não é biodegradável e não tóxica, poderá ser aplicado o tratamento biológico. Caso a grande parte da matéria não biodegradável for causadora da poluição, os processos físico-químicos por precipitação química e coagulação-floculação poderão ser os mais adequados.

A importância da análise na escolha

O procedimento para avaliar esta eficiência, objetivando oferecer subsídios para estudo preliminar, é recorrer aos ensaios laboratoriais de caracterização. São analisados parâmetros (DQO, DBO, sólidos voláteis, etc.) do efluente bruto e do clarificado obtido no ensaio e, posteriormente, calcula-se a eficiência de remoção em porcentagem. Vale destacar que as coletas de amostras deverão sempre ser realizadas por pessoas habilitadas e as análises em laboratórios específicos. O objetivo é que os testes possam ter validade científica e legal e, com isso, permitir que todo o processo seja executado corretamente.

Levando em consideração todos estes fatores, é possível escolher com precisão o tipo certo de tratamento para seus efluentes. Notadamente, este tipo de escolha precisa ser feita por profissionais qualificados e experientes, que saberão analisar todos os fatores acima da forma correta para, então, decidir por um caminho que seja seguro tanto para a natureza quanto para seu próprio negócio.

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