Efluentes da indústria metalúrgica: o impacto do tratamento ineficaz

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13 de Outubro de 2021

Integrando os principais setores econômicos do Brasil, a metalurgia é uma das atividades industriais que mais cresce no país.

Uma Pesquisa realizada pelo IBGE aponta que no primeiro semestre de 2021 a produção industrial como um todo no Brasil cresceu, sendo o setor metalúrgico um dos que mais avançou, registrando um aumento de  26,3%, na comparação ao mesmo período de 2020.

No entanto, essa expansão também resulta na geração de mais resíduos, exigindo das empresas mais atenção na gestão de seus efluentes.

O potencial poluidor dos efluentes das indústrias metalúrgicas

Os efluentes são gerados nos processos de produção ou limpeza das máquinas, chapas e tornos para a retirada de resíduos como graxas e óleos, o que demanda em muitos casos a utilização de desengraxantes alcalinos, banhos de fosfato  e a repetição do processo de lavagem por várias vezes até que se obtenha a limpeza total. 

Esses e outros processos são comuns na indústria metalúrgica, gerando resíduos líquidos contaminados com metais pesados, como cromo, níquel, manganês, chumbo, cádmio, zinco e  cobre.

Todos os efluentes que contenham essas substâncias em sua composição, exigem tratamento específico já que o descarte direto em lençóis freáticos, rios e mares põe em risco a flora, fauna e a saúde humana, implicando em prejuízos para o meio ambiente e para a própria empresa.

Efluentes da indústria metalúrgica: o impacto do tratamento ineficaz

Diversas normativas, como  a Lei dos crimes ambientais, a Resolução CONAMA Nº 430, a Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Política Nacional do Meio Ambiente; regem a proteção aos recursos e orientam as empresas quanto aos padrões de descarte de substâncias passíveis de causar alterações na qualidade da água.

Segundo a PNMA, o setor metalúrgico gera resíduos que apresentam grande grau de poluição, podendo prejudicar os seguintes elementos naturais:

Solo: uma das principais causas de contaminação se dá pela disposição dos resíduos das metalúrgicas diretamente sobre o solo. Metais pesados conforme já mencionados, podem contaminar o lençol freático e tornar o solo tóxico e prejudicial à saúde das plantas, dos animais e da população local com o desenvolvimento de doenças infectocontagiosas decorrentes da poluição.

Água: processos produtivos com a deposição de poluentes atmosféricos, contaminação pela disposição de resíduos no solo e o lançamento de efluentes industriais sem o devido tratamento nas galerias pluviais são as causas de poluição da água pela indústria metalúrgica.

No entanto, além do danos ao meio ambiente, a falta de uma gestão ambiental bem estruturada, também impacta diretamente no desenvolvimento e imagem da própria companhia, resultando em alguns prejuízos, como:

  • Impactos operacionais negativos - a depender do dano ambiental causado, a empresa pode sofrer suspensão temporária ou permanente, parcial ou integral, das suas operações.

  • Multas e perdas financeiras – o descumprimento de algumas normativas, como a Lei dos Crimes Ambientais, prevê desde a cobrança de multas que podem chegar a R$ 50 milhões, até a recuperação do dano ambiental causado.

    Caso essa recuperação não ocorra, a organização também é impactada de outros modos, como a recusa do licenciamento ambiental, o que na prática pode resultar na paralisação das atividades da empresa.
  • Danos à imagem – O aumento da preocupação com o meio ambiente e a atuação sustentável das empresas, pode gerar críticas e perda de clientes decorrente de atividades ambientalmente inadequadas.

    Por outro lado, organizações que prezam pela natureza, tendem a atrair novos públicos. Segundo um levantamento realizado pela agência de pesquisa Union + Webster, 87% da população brasileira prefere comprar produtos e serviços de empresas sustentáveis e 70% dos entrevistados disse que não se importa em pagar um pouco mais por isso.
  • Impacto no crescimento do negócio – A captação de novos investidores tem passado também pelo posicionamento quanto às ações sustentáveis e as boas práticas de negócios. Isso porque, passou-se a ser utilizado o ESG (Environmental, Social and Governance) como uma espécie de métrica para se monitorar os impactos ambientais e sociais da cadeia de negócios, as emissões de carbono e a gestão dos resíduos e tratamento de efluentes oriundos de determinada atividade.

    Um posicionamento ecologicamente responsável auxilia na sustentabilidade e também no crescimento futuro da empresa.

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Como adotar uma gestão eficiente para tratamento dos efluentes da indústria metalúrgica?

Para manter o foco na atividade produtiva e ao mesmo tempo assumir uma posição responsável e comprometida ideologicamente com o tratamento dos efluentes, as indústrias metalúrgicas podem contar com o apoio de um parceiro com capacidade técnica comprovada. 

Esta contratação tanto pode ser para a realização deste tratamento dentro da empresa na modalidade OnSite, ou na modalidade OffSite em que o parceiro contratado fica responsável pela coleta dos efluentes, transporte para as unidades de tratamento próprias e descarte adequado. 

Independente da modalidade, a contratação de uma empresa terceirizada para essa atividade, permite às indústrias metalúrgicas operarem dentro da lei, sem ter que se preocupar em dedicar equipes para o tratamento, já que tudo isso fica a cargo do parceiro contratado.

O Grupo Opersan possui mais de 30 anos de experiência em soluções de tratamento de águas e efluentes, auxiliando a diversas empresas na escolha da modalidade mais adequada para o seu negócio. Para maiores informações entre em contato conosco.

Tratamento de águas efluentes OnSite ou OffSite

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