Reúso de água: colaborando com a segurança hídrica e economia nas empresas

Reúso de água Tratamento OnSite

17 de Março de 2021

Considerando que o uso de água pela indústria é quase três vezes maior que o doméstico, cada vez mais o setor reconhece a necessidade de prevenir e minimizar os conflitos decorrentes do consumo, assegurando, em especial, meios para reduzir os efeitos da escassez na indústria, seja em função das mudanças climáticas, seja em razão da má gestão do insumo. É preciso também analisar o impacto do contexto no Produto Interno Bruto (PIB), na geração de empregos e na receita pública, apresentando propostas para viabilizar e estimular o reúso de efluentes tratados no Brasil, valorizando águas residuais com a transformação em matéria-prima para a diversificação da matriz de oferta no ramo, bem como sua cadeia de suprimentos. 

Para avaliar o impacto econômico dos investimentos de reúso no âmbito industrial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) analisou o potencial da prática no abastecimento das empresas em diversas regiões do Brasil através de Estudo Sobre o Impacto Econômico dos Investimentos de Reúso de Efluentes Tratados de Esgoto para o Setor Industrial . A pesquisa aponta que, os investimentos necessários para viabilizar essa prática têm a capacidade de gerar impactos consideráveis na economia e ainda estima que, no curto e no médio prazo (entre 2023 e 2028), o potencial do reúso de água de efluentes urbanos no Brasil cresça para um cenário intermediário de 12,81 m³/s. Vale ressaltar que a capacidade atual é de cerca de 1 m³/s .

Reúso de água: qual sua importância? 

O reúso de água é uma prática disseminada na indústria, em condomínios empresariais e em ambientes residenciais há muitos anos, de diversos modos, contextos e aplicações. No entanto, somente nos últimos 15 anos, devido ao avanço das tecnologias de tratamento, ao cenário de escassez hídrica e a busca por redução de custos operacionais, que esta modalidade tem se intensificado no ambiente industrial.

Por meio de sistemas com essa finalidade, é possível controlar perdas e evitar desperdícios, além de minimizar o consumo de água. Se pensarmos que, para abastecer a região metropolitana de São Paulo são necessários 70 mil litros de água por segundo, e a indústria consome o triplo desse valor, dá para ter uma ideia da importância da estratégia.

A água pode ser poupada com o reúso de efluentes tratados seguindo parâmetros de qualidade estabelecidos pela legislação brasileira para diversos fins que não sejam o consumo humano. A Resolução 54, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, estabelece quais são os critérios gerais para a prática de reúso de água não potável no país. O recurso pode ser utilizado para fins urbanos, agrícolas e florestais, ambientais e industriais.

Os benefícios são percebidos 

1. Economia financeira: empreendimentos urbanos e industriais que geram efluentes,  podem produzir um recurso hídrico na qualidade que lhe for requerida, reduzindo substancialmente os custos de captação de água nobre oriundos de concessionárias públicas ou outras fontes de captação. 

2. Preservação do Meio Ambiente:  com recursos reutilizado do reúso em processos internos, as empresas reduzem o consumo de água nobre oriunda de  recursos hídricos, muitas vezes escassos, atuando como um agente de proteção do meio ambiente.

3. Flexibilidade de aplicações nobres e menos nobres: a água de reúso pode ser utilizada de diversas formas, desde um simples processo de irrigação, lavagem de pátios e aplicações em sanitários, até ser utilizada em operações complexas para fins industriais, como sistemas de refrigeração e caldeiras. 

4. Robustez e garantia de qualidade: tendo em vista as avançadas tecnologias de tratamento existentes, as empresas garantem água em qualquer qualidade, criando matrizes hídrica alternativas e de menor custo para servir de opção em caso de crises hídricas regionais.

5. Melhoria na imagem institucional: a preservação dos recursos hídricos é uma forma das organizações atestarem a sua preocupação com o planeta e de mostrar que contribui diretamente com os interesses da comunidade na qual está inserida”, afirma o diretor de Desenvolvimento de Negócios do Grupo Opersan.

Como adotar uma gestão sustentável e cíclica

Ao investir em sistemas de tratamento de águas e efluentes OnSite adaptados para o reúso da água, automaticamente a indústria adota uma gestão sustentável e cíclica. São diversas as formas de reutilização do recurso nos processos diários. AO menos 50 países em todo o mundo são conhecidos por utilizarem águas residuais para irrigação. 

Outro aspecto diz respeito às matérias-primas geradas por meio do reúso. As água residuais possuem nutrientes como fósforo e nitratos, que podem ser recuperados a partir de esgotos e lodos, e transformados em produtos para outros fins. Estima-se que 22% da demanda global por fósforo, um recurso natural finito, poderia ser atendida por meio do tratamento de urina e excrementos humanos. 

Tratamento de águas e efluentes OnSite: como funciona a modalidade

A modalidade de tratamento OnSite consiste em soluções onde a empresa especializada fica responsável pela gestão ambiental e todos os processos relacionados ao tratamento de águas e efluentes dentro da planta do cliente, o que pode incluir a construção do sistema com investimento da própria empresa contratada. 

Os modelos do Grupo Opersan mais conhecidos são:

1. Projeto, construção de novos sistemas ou revitalização

Com a utilização de capital próprio, o Grupo Opersan projeta e implanta a melhor solução técnica considerando a relação entre o custo de implantação e operação. Após o star-up do sistema, prestamos os serviços de operação e manutenção

BOT (Build, Operate & Transfer)
Projeto, construção e  operação do sistema de tratamento. Ao término do contrato, o ativo estará livre para transferência.

BOO (Build, Operate & Own)
Projeto, construção, operação. Ao término do contrato, o ativo permanece com o Grupo Opersan.

2. Aquisição com ou sem revamp de sistemas existentes

AOT (Acquire, Operate & Transfer)
Aquisição e operação de sistemas existentes. Ao término do contrato, o ativo está livre para transferência.

AOO (Acquire, Operate & Own)
Aquisição e operação de sistemas existentes. Ao término do contrato,  o ativo permanece com o Grupo Opersan.

3. Prestação de serviços

O&M (Operação e Manutenção)
Oferecemos serviços de operação e manutenção de sistemas de tratamento, gerando melhorias operacionais e ganhos de produtividade, permitindo ao cliente focar na sua atividade principal.

Análise e Consultoria sobre unidades em operação
Avaliação de sistemas em operação, assessoria ambiental, melhorias de processo, ganhos de produtividade e serviços para comissionamento, testes e operação assistida dos sistemas de tratamento.

Com todas essas alternativas, o cliente fica tranquilo, tendo uma equipe totalmente competente cuidando de todo o ciclo da água em suas instalações, seguindo a legislação ambiental.

Como vimos, o reaproveitamento da água para reúso pelas indústrias é amplo e estende-se em várias frentes. Nesse sentido, é necessário que os gestores entendam a importância para a sustentabilidade e quais os ganhos para o negócio a partir do momento em que passam a se preocupar e se organizar gerencialmente para esse objetivo.

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