Você Conhece a Declaração Universal dos Direitos da Água?

Tratamento de Efluentes Licenciamento ambiental Operações Dedicadas

3 de Junho de 2014

Há alguns anos, a preocupação com o meio ambiente e o consumo sustentável se tornou parte da rotina da população mundial. No entanto, como viemos discutindo ao longo de nossos artigos, é também um fato que muitas pessoas ainda consomem água em grande quantidade e de maneira irresponsável.

Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), do Ministério das Cidades, o brasileiro mantém um consumo estável de água – cerca de 150 litros por habitante por dia. Isso, porém, não significa consciência no consumo do recurso natural.  

Nem todos têm acesso a informação adequada para utilizar a água da melhor maneira. Você, por exemplo, conhece a Declaração Universal dos Direitos da Água? No post de hoje, vamos detalhar os principais pontos da Declaração, que salienta ainda mais a importância de um consumo consciente por parte de cidadãos e empresários.

A origem da Declaração

A Declaração Universal dos Direitos da Água foi redigida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 22 de março de 1992, com o objetivo de gerar debate e reflexões sobre a escassez de água em vários lugares do planeta.

Na época, a ONU já identificava o desperdício. A contaminação de mananciais e a falta de acesso à água potável em algumas regiões são apenas algumas das preocupações dentro um contexto propício para a discussão dos pontos mencionados na Declaração.

Principais pontos

A Declaração dos Direitos da Água é composta por dez pontos, que você confere abaixo:

  1. A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos;

  2. A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura;

  3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia;

  4. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam;

  5. A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras;

  6. A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa, e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo;

  7. A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

  8. A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado;

  9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social;

  10. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Agora que você conhece os Direitos da água, faça uma reflexão: você (e seu negócio) fazem uso do recurso de maneira adequada, lançando mão de soluções e medidas de economia para otimizar o consumo? O documento a favor da água é uma provocação para nos levar a instituir uma nova mentalidade sustentável, que vá de encontro a um desenvolvimento que considere o meio ambiente como parte fundamental do processo. Você já faz a sua parte?

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