Você sabe como funciona uma estação de tratamento eficiente?

Gestão de Resíduos

10 de Maio de 2018

Para um tratamento eficaz dos resíduos e efluentes gerados por uma empresa, não basta que exista uma ETE: ela precisa ser eficiente e ser capaz de oferecer os recursos certos para cada situação. Confira neste artigo quais os tipos principais de resíduos e como eles podem ser processados de modo a não causar danos ao meio ambiente quando despejados.

Resíduos Classe I

Como já comentamos em um artigo anterior, os resíduos classe I são aqueles considerados perigosos por suas características físico-químicas, incluindo inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Resíduos que tipicamente oferecem estes tipos de risco incluem subprodutos ou receptáculos de tintas, thinner, graxas, águas de limpeza de maquinário, metais pesados, lonas de freio, entre muitos outros.

Estes resíduos requerem atenção especial pelo potencial de causar danos ao meio ambiente e às pessoas que direta ou indiretamente têm contato com eles. Seus gerenciamento varia, dependendo da natureza de cada caso, e podem incluir armazenamento, incineração, envio a aterros especializados em substâncias perigosas e tratamento para decomposição das substâncias perigosas contidas no resíduo. Para que se saiba exatamente qual o melhor procedimento em cada caso, é sempre indispensável que se realize uma análise do resíduo em laboratório acreditado pelo INMETRO para obter um laudo que confirme quais as substâncias presentes e, a partir daí, decida-se pela melhor alternativa final.

Resíduos Classe II

Os resíduos enquadrados na classe II são subdivididos em duas categorias: A (como vidro, gesso, restos de alimentos etc.) e B (entulhos secos, sucata, cavaco de aço etc.), respectivamente, não-inertes e inertes. Menos perigosos, esses resíduos podem ser tratados para descarte em aterros e corpos d’água devidamente (em caso de efluentes) ou mesmo para encaminhamento para reciclagem, mediante laudo que confirme sua classificação.

Tipicamente, estes resíduos são tratados em ETEs com processos como os seguintes:

  • Gradeamento: procedimento inicial para remover grandes sólidos do líquido, a fim de proteger os equipamentos e começar a separação dos resíduos para tratamento;
  • Peneiramento: processo para remover resíduos sólidos sobrenadantes, permitindo apenas a passagem de líquidos e sólidos muito finos para a próxima etapa;
  • Desarenação: usando caixas de areia o líquido é filtrado para retirada de sólidos finos e não solúveis, retendo mais uma das fases dos efluentes;
  • Retenção de gordura:  usada para retirada de gorduras poluentes da mistura dos efluentes, por meio da diferença de densidade entre as fases do resíduo líquido. Similarmente, existe o processo de retenção de óleo, que funciona de maneira semelhante, apenas voltado para a separação de óleos poluentes;
  • Lagoa de aeração: neste processo, os efluentes são levados para lagoas ricas em oxigênio, onde microrganismos decompõem material biológico. É uma etapa delicada, que requer atenção ao nível ideal de oxigênio para que a decomposição biológica funcione adequadamente;
  • Decantação e dragagem: após o tratamento biológico, flocos de produtos decompostos surgem e são decantados em lagoas próprias para o processo, as quais são dragadas para retirada do lodo, que é posteriormente seco e tratado, enquanto a água proveniente deste processo também passa por uma fase final de tratamento para ser despejada, enquanto o lodo é aterrado ou levado para compostagem.

Embora nem todas as ETEs disponham das etapas citadas, é importante conhecer quais são as opções existentes de modo que sua empresa sempre opte pelo melhor procedimento, garantindo adequação legal e preservação do meio ambiente.

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