Lei das Águas

capa-1

O Brasil possui 12% de toda a água doce do planeta, contando com a bacia do São Francisco e Paraná, e também possui 60% da bacia amazônica. Em nosso país, o volume de água por pessoa é 19 vezes superior ao mínimo estabelecido pela Organização das Nações Unidas.

Apesar de contarmos com essa abundância, os recursos hídricos não são inesgotáveis. A água não é fornecida da mesma maneira para todas as regiões, sendo que as condições geográficas e condições climáticas interferem em sua disponibilidade.

Criada em 8 de janeiro de 1997, a lei nº 9433, mais conhecida como Lei das Águas, tem como objetivo promover a disponibilidade de água e a utilização racional e integrada dos recursos hídricos para a atual e as futuras gerações.

A lei tem como base o fato de a água ser um bem público, que não pode ser privatizado, e sua gestão deve ser baseada em usos múltiplos (abastecimento, energia, irrigação, indústria etc.) e também deve ser descentralizada, tendo a participação de usuários da sociedade civil e do governo. Em caso de escassez, a lei assegura que o seu uso é prioritário para o consumo humano e de animais.

Por descentralizar a gestão da água, o Estado abre mão de uma parte dos seus poderes e compartilha com vários segmentos da sociedade uma participação ativa nas decisões.

Assegurar o acesso a água conforme previsto na lei é um desafio, devido a execução e efetividade de gestão, que muda de acordo com o estado, com níveis diversos de investimento e sistema de monitoramento.

  CTA_facebook

Tags: água, água doce, abastecimento, lei das águas

A população e a produção de lixo eletrônico

elixo

O destino da produção de lixo urbano é um fator que deve ter a atenção tanto dos órgãos públicos, quanto da própria população.

A sustentabilidade e responsabilidade social são fatores que estão diretamente ligados ao crescimento populacional. É importante frisar que a mobilidade social e o aumento do poder aquisitivo alimenta a sociedade de consumo, o que mantém a rotatividade na compra e no descarte de produtos.

Com um mercado que se movimenta com cada vez mais frequência, a sociedade atual compra e se livra de suas “tralhas” cada dia mais rápido. O Brasil é um dos países emergentes que geram mais toneladas de lixo eletrônico (tv, celular e impressoras). Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o país não tem estratégia para amenizar o problema, e a maior preocupação é por conta dos tóxicos que são usados e prejudicam o meio ambiente e o ser humano. Por ano, cada brasileiro descarta cerca de 0,5 kg de lixo eletrônico.

Para conter o crescimento do lixo eletrônico, seria importante realizar um serviço de logística reversa do material. Já que, além do grau de toxidade, os equipamentos descartados têm valor econômico, pois podem conter materiais valiosos e raros. Ainda de acordo com o Pnuma (o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), o mundo produz entre 20 a 50 milhões de toneladas métricas de e-lixo todos os anos.

 

lixo-paises

DADOS RELACIONADOS AO ANO DE 2011

 

A fabricação de telefones celulares e computadores pessoais consomem 3% de todo o ouro e prata extraídos em todo o mundo anualmente. Na fabricação de computadores e celulares, por exemplo, são usados vários metais, entre eles ouro, prata, gálio, índio, chumbo, cádmio e mercúrio. Alguns são agentes cancerígenos, como o cádmio, outros, como o chumbo, prejudicam o cérebro e o sistema nervoso.

Uma ferramenta chamada E-waste World Map mapeou a quantidade de lixo produzida em cada país e concluiu que no ano de 2012, a produção de e-lixo quase atingiu a marca de 48 milhões de tonelada, o que representa uma margem de 7kg por habitante.

Se continuarmos nesse ritmo, em 2017 o país terá que suportar 65,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico, o que daria para encher cerca de 200 edifícios como o Empire State, nos EUA.

CTA_facebook

Tags: logística reversa, coleta de lixo, lixo eletrônico, e-lixo

O valor da água engarrafada: Você paga caro pelo o que sai da sua torneira

capa_post_garrafa

 

Em pesquisas realizadas por Annie Leonard sobre essa questão, ele chega à conclusão que o oportunismo que cerca a água engarrafada começou na década de 70, depois que o refrigerante começou a perder vendas. Ninguém mata a sede com refrigerante.

Pessoas que passaram por testes, escolheram, sem saber, a água de torneira sendo a mais saborosa, além disso, o estudo comprova que a água de torneira possui maior qualidade energética.

Quando a água é vendida em mercados, algumas pessoas podem pensar que estão adquirindo um produto fresco, saudável e puro. Mas a grande realidade é que só estamos comprando de volta o que sai de nossa torneira, com um preço mil vezes maior que o custo. E a água da torneira não é apenas melhor para você, os custos e impactos ambientais para embalar a água engarrafada também é um problema que necessita de atenção.

Para entender melhor o impacto das garrafas plásticas no meio ambiente, é bom dar uma olhada em algumas estatísticas:

 

garrafa

Mas afinal, qual o motivo das pessoas continuarem consumindo a água “industrializada”? 

Isso se deve ao gosto e conveniência do consumidor, embora a água que encontramos nas torneiras seja muito segura, ela pode conter traços de minerais e cloro, o que pode a deixar com um gosto estranho. Porém, esse fator pode ser facilmente resolvido com o uso de filtros baratos.

E é claro que é sempre bom levar água junto com você quando não está em casa, ou praticando algum tipo de exercício. Mas é bom lembrarmos que para isso existem garrafas reutilizáveis, que você pode simplesmente encher usando água da sua torneira ou filtro, sem pagar mais caro por isso, e sem prejudicar o planeta.


Fonte: Portugal Mundial | Planeta Sustentável

CTA_facebook

Tags: você paga caro pela água, água de garrafinha, o valor da água

As consequências do desmatamento

CAPA

O desmatamento, também conhecido como desflorestamento, começou a ser visto no Brasil após a chegada dos portugueses, no ano de 1500, movidos pelo lucro que ganhavam com a venda do pau-brasil na Europa. Foi assim que começou a exploração da Mata Atlântica.

Desde então, o desmatamento em nosso país é constante. Depois da Mata Atlântica, outra vítima desse mal é a Floresta Amazônica, que é desmatada em busca de madeiras de lei, como o mogno, matéria prima que faz muitas madeireiras se instalarem na área para realizar a exploração ilegal. Um relatório divulgado pela WWF (World Wide Fund for Nature) no ano de 2000 apontou que o desmatamento na Amazônia já atinge 13% da cobertura original. Outra pesquisa da revista Science (publicada em julho de 2012) alerta que até 2050, poderá ocorrer a extinção de cerca de 80% das espécies animais (anfíbios, mamíferos e aves) em áreas que sofreram desmatamento.

A Mata Atlântica está em situação ainda mais grave, já que apenas 9% da mata sobreviveu a cobertura original que era vista em 1500. Vários tipos de animais e vegetais já são dados como extintos, tudo isso em função do desmatamento.

Atualmente, estão inclusos nos países que mais promovem o desmatamento economias emergentes, isso se deve ao fato de que por mais que esses países tentem controlar esse problema, o desmatamento avança de acordo com a evolução de seus sistemas econômicos. Até pouco tempo, o Brasil era apontado como campeão mundial no desmatamento, principalmente devido ao crescimento da fronteira agrícola sobre as áreas da Floresta Amazônica. Porém, recentemente, nosso país foi ultrapassado pela Indonésia, que possui uma ampla área verde, porém desfloresta duas vezes mais do que é desmatado anualmente no Brasil.

queda-no-desmatamento-na-amazonia-16-1

No Brasil, segundo levantamentos realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente são desmatados quase sete milhões de hectares por ano. Entre as milhares de consequências do desmatamento, podemos citar:  o esgotamento dos solos com a intensificação de processos de erosão e desertificação, extinção ou degradação de rios e lagos por conta do maior acúmulo de sedimentos gerados, ocorrência de desequilíbrios climáticos em razão da ausência das florestas que tinham como função gerar mais umidade do ar e absorver o calor atmosférico, dentre outros problemas.

Para conter essa ação, existe o Plano do desenvolvimento sustentável, que defende o desenvolvimento econômico em parceria com políticas que visam à preservação do meio ambiente, essa atividade é defendida por ambientalistas e empresários que entendem as consequências da deteorização ambiental. 

CTA_facebook

Tags: amazônia legal, mata atlântica, desflorestamento, desmatamento, floresta amazônica

Benefícios do Saneamento Básico

saneamento

Saneamento é o nome dado às medidas que visam preservar ou modificar condições do meio ambiente, com o objetivo de prevenir doenças, e assim, promover a saúde. Ou seja, é o controle de todos os fatores do meio físico do homem que exercem ou podem exercer efeitos nocivos sobre o bem estar físico, mental e social. 

O nome “Saneamento Básico” tem 4 setores: água, esgoto, resíduos e drenagem. Sendo água e esgoto as áreas principais. Outras atividades que podem ser ligadas ao saneamento são o controle de animais e insetos, saneamento de alimentos, escolas, locais de trabalho e de lazer e habitações.

Lei do Saneamento

Em 2007, após décadas de discussões e diferentes projetos de lei, a Lei Federal 11.445 foi sancionada e estabelece as diretrizes nacionais e a política federal de saneamento. A partir da nova lei ficou definido que o planejamento do saneamento básico está a cargo do município, e a prestação dos serviços pode ser feito pelo poder público municipal ou por concessionária pública e/ou privada.

 

trata_BR

FONTE: INSTITUTO TRATA BRASIL

A água potável

A água necessita de tratamento para ser adequada para o consumo humano, essa água adequada é chamada de potável. Para ser considerada potável ela deve obedecer alguns padrões.

Para ser potável a água deve ser inofensiva a saúde do homem, agradável aos sentidos e propícia aos usos domésticos. Seguindo essa linha, uma água quente, embora seja inofensiva a saúde, não é considerada potável. A água que tenha um elevado teor de dureza também não é considerada boa, nem para consumo, nem para o uso de tarefas domésticas.

Um fator essencial para que a água seja considerada potável é que na fase de tratamento sejam eliminadas todas as substâncias originalmente presentes que possam dar a água algum gosto ou cheiro peculiar, também não deve ter nenhuma turbidez ou cor aparente.

O tratamento de Esgoto

No Brasil, cerca de 7 milhões de pessoas não têm acesso a banheiro.

O sistema de esgoto existe com a função de afastar o contato de dejetos com a população, o que acaba sendo vetor de doenças. Além disso, o sistema de esgoto ajuda a reduzir as despesas com o tratamento de água.

O esgoto pode ter vários tipos, como: Sanitário (água para fins higiênicos e industriais), sépticos (em fase de putrefação), pluviais (água de chuva), combinado (sanitário + pluvial), cru (sem tratamento) e fresco (recente, com oxigênio livre).

A importância do Saneamento

Ter saneamento básico é um fator essencial para um país poder ser chamado de país desenvolvido.

Quando a população tem acesso a água tratada, coleta e tratamento dos esgotos, elas têm uma melhoria da qualidade de vida. Essa melhora pode ser vista principalmente na saúde infantil com redução da mortalidade, melhorias na educação, na expansão do turismo, na valorização dos imóveis, na renda do trabalhador, na despoluição dos rios e preservação dos recursos hídricos, etc.

Um estudo do BNDES estima que 65% das internações em hospitais de crianças com menos de 10 anos sejam provocadas por males oriundos da deficiência ou inexistência de esgoto e água limpa.

Existem mais de 100 doenças que podem ser causadas por falta de saneamento, entre as quais cólera, amebíase, vários tipos de diarréia, peste bubônica, lepra, meningite, pólio, herpes, sarampo, hepatite, febre amarela, gripe, malária, leptospirose, ebola, etc. 


CTA_facebook

Tags: saneamento básico, água potável, benefícos do saneamento básico, água tratada

A água tratada que se perde antes de ser distribuída

post_gua

Por conta da crise hídrica que marcou algumas regiões do Brasil, sendo vista nitidamente no Sudeste e Nordeste, os problemas nas redes de distribuição existentes nas cidades é um assunto que tem recebido maior atenção.

As perdas ligadas ao sistema de saneamento e das empresas que operam esses serviços são um problema antigo, e mostram a fragilidade de gestão em relação ao setor.

Um estudo mais recente feito pelo Instituto Trata Brasil, em 2013, fez um levantamento da porcentagem de água que é perdida antes de chegar até a casa do consumidor, por município.

sp
Fonte: Instituto Trata Brasil


Afinal, quais as causas de tanto desperdício?

O envelhecimento da tubulação é uma das principais causas relacionadas ao problema. Um estudo realizado pela SABESP revela que cerca de 51% das redes do sistema, que atendem bairros como Perdizes, Moema, Tatuapé e Sé tem mais de 30 anos de uso, sendo o maior vilão do desperdício.

Em 2013, a perda da empresa chegou a 31,2% de toda a água que caminha entre a caixa de tratamento e a caixa d’agua do consumidor, o que representa um número de cerca de 950 bilhões de litros de água ou o equivalente a quase o total do volume útil da Cantareira, que tem capacidade de 981 bilhões de litros.

Ainda segundo a Sabesp, 17% da rede têm mais de quarenta anos e 34%, entre trinta e quarenta anos de uso. No Centro do estado há tubulações feitas na década de 1930. 

A grande dificuldade encontrada para a execução das trocas de tubulações, como no município de São Paulo, se da por conta da dificuldade em conseguir a licença para a liberação de obras por parte dos órgãos municipais.

A Arsesp, Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, estipulou como meta que o índice de desperdício deveria ter caído para 30% no ano de 2013, em relação aos 32,1% em 2012. Para 2014, a agência impôs uma meta de 29,3%.

Tubulações antigas

Tubulações com mais de 30 anos de uso são predominantemente feitas de ferro fundido. Esse tipo de material sofre um processo de cristalização pela ação da água, o que acaba obstruindo o tubo. Essa obstrução reduz o diâmetro da tubulação, o que reduz significativamente a capacidade da vazão. Para manter a vazão nos parâmetros, é preciso aumentar a pressão da água da rede, e isso eleva o índice de perda nas juntas e conexões dos tubos.

Quatro a cada dez vazamentos nas redes são invisíveis e indetectáveis, sendo rachaduras provocadas por desgaste na tubulação aterrada, na qual a água não sobe até a superfície e nem faz barulho.

De acordo com a SABESP, apenas 13% dos vazamentos são visíveis e 50% não são vistos externamente, mas podem ser detectados por métodos acústicos.

Fontes: Instituto Trata Brasil | veja.com.br

CTA_facebook

 

Tags: água, são paulo, encanamentos antigos, desperdício

A Baía de Guanabara e os Jogos Olímpicos

baia_de_guanabara

A Baía de Guanabara foi o local escolhido para receber as competições de vela da Rio-2016, porém o local sofre há anos com lixo e esgoto que são despejados diretamente nas águas.

Por conta dos jogos olímpicos, a baía chegou a receber investimentos bilionários para a sua despoluição, porém todas essas ações parecem não ter dado resultado, o que preocupa a organização dos jogos, já que estamos a cerca de 500 dias das olímpiadas. A ineficiência da despoluição não é novidade para quem a acompanha como velejadores, engenheiros e ambientalistas, que vem chamando a atenção para os erros cometidos durante a despoluição.

Uma das estratégias utilizadas são os chamados ecobarcos. Dez embarcações foram adaptadas para recolher resíduos flutuantes das águas e estão em circulação desde o final do ano passado. 

 

guanabara-1389302100759_615x300

 

A parte ruim é que, de acordo com ambientalistas, essas embarcações fazem apenas “cócegas” na sujeira. Em 380 quilômetros quadrados de extensão da Baía de Guanabara, colocar apenas 10 barcos para realizar esse trabalho é quase como não fazer nada.

A SEA (Secretaria Estadual do Ambiente) já reconheceu essa ineficiência, tanto é que suspendeu a circulação dos ecobarcos. O órgão informou, porém, que as embarcações devem voltar a circular em breve. Contudo, só navegarão novamente quando um sistema de monitoramento eletrônico do lixo da baía for implantado para orientar o trabalho dos barcos.

Outra iniciativa que também foi colocada em prática são as ecobarreiras implantadas para evitar que o lixo fique flutuando. Os equipamentos são colocados na foz de rios que desaguam na Guanabara para impedir que os resíduos desaguem no local. Porém, segundo especialistas, essas redes são frágeis e se rompem por qualquer chuva intensa que atinge o Rio de Janeiro. 

 

14mai2014---lixo-se-acumula-a-margem-da-baia-de-guanabara-no-rio-de-janeiro-1402407728403_615x300

 

Além desse fator, as barreiras também necessitam de uma limpeza periódica, já que o lixo não pode ficar lá permanentemente. Acontece que, na Baía de Guanabara, essa limpeza não era feita, o que a torna ainda mais ineficiente.

A SEA também reconheceu a ineficiência dessas ecobarreiras. Das 22 instaladas, só 13 permanecem retendo lixo hoje (três em rios que desembocam nas lagoas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá). Nelas, ainda não há recolhimento dos resíduos.

Qual é a causa da poluição da Baía de Guanabara?

O grande vilão da poluição da Baía de Guanabara é a falta de saneamento básico, ou seja, o tratamento de esgoto. Cerca de 8,5 milhões de pessoas vivem em torno de Baía, e mais de metade moram em casas que não possuem rede de esgoto. Todo o dejeto é jogado sem tratamento nas águas.

O governo do Rio reconhece o problema. Por isso, planejou construir pelo menos sete UTRs (Unidades de Tratamento de Rios) no entorno da baía de Guanabara pensando na Olimpíada. Porém, desde que o Rio de Janeiro foi escolhido para sediar a Olímpiada, em 2009, apenas uma das UTRs planejadas foi construída, a do Rio Irajá.

A SEA também já desistiu oficialmente da UTRs. O governo avaliou que não era eficiente investir num sistema que não resolve o problema da coleta de esgoto na Região Metropolitana do Rio definitivamente.

fonte: www.uol.com.br

CTA_facebook

Tags: água, Descarte de Esgoto, poluição, baía de guanabara

A importância da Mata Ciliar para a proteção das águas

mata ciliar

A Mata Ciliar é um tipo de cobertura vegetal nativa que fica às margens dos rios, igarapés, lagos, nascentes e represas. O nome “ciliar” é dado por ficarem cercando as águas, e serem tão importantes para a sua conservação quanto são os cílios para os nossos olhos.  

Ela desempenha uma função ambiental de extrema importância na manutenção da qualidade da água, estabilidade dos solos, regularização dos ciclos hidrológicos e conservação da biodiversidade.

Em relação à manutenção da qualidade da água, a mata reduz o assoreamento e a força das águas que chegam aos rios, lagos e represas, o que mantém sua qualidade ao impedir a entrada de poluentes para o meio aquático. Além disso, formam corredores que contribuem para a conservação da biodiversidade, fornecendo alimento e abrigo para a fauna, constituindo barreiras naturais contra a disseminação de pragas e doenças da agricultura e, durante seu crescimento, absorvem e fixam dióxido de carbono, um dos principais gases responsáveis pelas mudanças climáticas.

No território brasileiro, as matas ciliares estão presentes em todos os biomas: cerrado, mata atlântica, caatinga, flores amazônica, pantanal e pampa. Por esse motivo é composta por uma vasta diversidade de plantas e animais.

O código florestal brasileiro determina uma distância mínima que se deve manter da mata ciliar nas margens de um rio, chamadas áreas de preservação permanente.

im4

Fonte: www.alexandergomes.com.br


Quais as causas da degradação das Matas Ciliares?

As pastagens são a principal razão da destruição das matas ciliares. A maior umidade das várzeas e beira de rios permite melhor desenvolvimento de pastagens na estação da seca e, por essa razão, os fazendeiros recorrem a essa opção mais simples.

O desmatamento também causa a degradação. A Amazônia ainda sofre com o processo de diminuição continua, isso acontece por conta das políticas de incentivo a pecuária e culturas de exportação.

Produtores também acabam desmatando a Mata Ciliar para que os igarapés aumentem a produção de água no período de estiagem, isso se deve pelo fato de as árvores deixarem de bombear água usada na transpiração das plantas. Porém, pesquisas mostram que essa prática a longo prazo tem efeito contrário, pois com a ausência da mata ocorre o rebaixamento do nível do lençol freático.

Outro fator importante que acarreta a degradação da mata são as queimadas, que além de devastarem a vegetação, empobrecem a qualidade do solo.

 

CTA_facebook

Tags: água doce, manaciais, proteção, mata ciliar

Esgoto tratado pode virar água potável?

esgoto

O tratamento e reuso do esgoto para fins potáveis já é uma realidade em alguns países, como na Austrália. Porém, no Brasil podemos observar uma resistência da população quando o assunto é transformar o esgoto em água reutilizável.

Em novembro do ano passado, o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckimin, anunciou a construção de duas estações para captação e tratamento de esgoto, o que trouxe ainda mais dúvidas para as pessoas.

Afinal, o esgoto pode ser reutilizado?

Segundo José Carlos Mierzwa, professor da faculdade de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica da USP, isso é sim possível! Hoje já existem processos tecnológicos que permitem o tratamento de esgoto em água potável de forma eficaz.

A proposta das estações de tratamento no estado de São Paulo é captar o esgoto e realizar o tratamento de forma convencional, e após esse processo usar tecnologias adicionais, como, por exemplo, a osmose reversa, que é um sistema utilizado para fazer a dessalinização da água do mar.
 

osmose reversa

Obviamente, esse processo deve ter um acompanhamento rigoroso da operação para assegurar a qualidade da água que será oferecida, já que as companhias de abastecimento precisam atender as normas de legislação do Ministério da Saúde.

Porém, devemos frisar que independente do tratamento do esgoto resultar ou não em água potável, o importante e essencial é realizar o tratamento desse efluente! Com o tratamento adequado do esgoto há uma melhora significativa na qualidade do rio Tiête, por exemplo. O que já representa um impacto significativo.

Segundo José Carlos Mierzwa, o fato de o rio Tiête ser altamente poluído acentua ainda mais a crise hídrica, já que antes o estado de São Paulo captava água desse rio para abastecer as residências. Com a poluição do rio, é necessário buscar água de cada vez mais longe, o que encarece tanto sua captação como distribuição. Nesse caso, o tratamento de esgoto para a reutilização da água sairia muito mais barato para o estado.

O reuso do esgoto contribui para a conservação dos recursos naturais do planeta, e representa uma dimensão econômica ao planejamento dos recursos hídricos.

fonte: www.r7.com.br

CTA_facebook

New Call-to-action

Tags: tratamento de esgoto, Água Reuso, abastecimento, rio tiête

Água Subterrânea - A maior reserva de água doce do planeta

águasubterrânea


Você já ouviu falar em água subterrânea?

A água subterrânea, como o próprio nome diz, é a água que fica em baixo da superfície da terra, preenchendo os espaços vazios entre as rochas sedimentares, ou falhas e fissuras das rochas compactas. Essas águas cumprem uma fase do ciclo hidrológico, uma vez que constituem uma parcela da água precipitada.

A água da chuva que se infiltra no solo entre as rochas escorre muito devagar em direção ao fundo da terra, e à medida que penetra o solo e vai sendo filtrada, perde sua turbidez, cor e fica cada vez mais limpa!

CLIQUE AQUI e saiba como o meio ambiente influencia na disponibilidade de água!

Segundo dados disponibilizados pela Associação Guardiã da Água, os primeiros vestígios da utilização das águas subterrâneas são de 12.000 anos antes de Cristo. Desde os primórdios da história das civilizações as águas subterrâneas são utilizadas pelo homem, através de poços rasos escavados. Foi atribuído aos chineses o início da atividade de perfuração, já que em 5.000 antes de Cristo, eles já perfuravam poços com centenas de metros de profundidade.

É essa água subterrânea que abastece os chamados poços artesianos, nome dado quando é feita a perfuração do solo para a captação de água e a própria pressão natural é capaz de levá-la até a superfície, e poços comuns.

artesiano

FONTE: COPASA (www.copasa.com.br)

O aumento crescente da utilização das reservas hídricas subterrâneas se deve ao fato que, geralmente, elas apresentam excelente qualidade e um custo menor, afinal dispensam obras caras de captação, adução e tratamento.

Ainda segundo dados da Associação, nos últimos 25 anos foram perfurados por volta de 12 milhões de poços no mundo. No Brasil, observou-se nas últimas décadas um aumento da utilização da água subterrânea para o abastecimento público.

Grande parte das cidades brasileiras com população inferior a 5.000 habitantes, com exceção do semiárido nordestino e das regiões formadas por rochas cristalinas, têm capacidade de serem atendidas pelas reservas subterrâneas. Isso se deve ao fato de 97% da água doce disponível no planeta ser de reservas subterrâneas, que geralmente são formadas e realimentadas por água da chuva, neblina, neve e geadas.

De toda a água subterrânea do planeta, um quinto se encontra no Brasil. Nosso país possuí uma reserva subterrânea com mais de 111 trilhões de metros cúbicos! A cidade de Ribeirão Preto, por exemplo, é totalmente abastecida por reservas subterrâneas!

Tomando como base a região metropolitana de São Paulo, por volta de 3 milhões de habitantes recebem água subterrânea. O estado de São Paulo é atualmente o maior usuário das reservas subterrâneas do país, sendo 65% da zona urbana e aproximadamente 90% das indústrias abastecidas de forma parcial ou total pelos poços.  
 

CTA_facebook

New Call-to-action

Tags: água doce, reservas de água doce, água subterrânea, aquíferos