A importância da Mata Ciliar para a proteção das águas

mata ciliar

A Mata Ciliar é um tipo de cobertura vegetal nativa que fica às margens dos rios, igarapés, lagos, nascentes e represas. O nome “ciliar” é dado por ficarem cercando as águas, e serem tão importantes para a sua conservação quanto são os cílios para os nossos olhos.  

Ela desempenha uma função ambiental de extrema importância na manutenção da qualidade da água, estabilidade dos solos, regularização dos ciclos hidrológicos e conservação da biodiversidade.

Em relação à manutenção da qualidade da água, a mata reduz o assoreamento e a força das águas que chegam aos rios, lagos e represas, o que mantém sua qualidade ao impedir a entrada de poluentes para o meio aquático. Além disso, formam corredores que contribuem para a conservação da biodiversidade, fornecendo alimento e abrigo para a fauna, constituindo barreiras naturais contra a disseminação de pragas e doenças da agricultura e, durante seu crescimento, absorvem e fixam dióxido de carbono, um dos principais gases responsáveis pelas mudanças climáticas.

No território brasileiro, as matas ciliares estão presentes em todos os biomas: cerrado, mata atlântica, caatinga, flores amazônica, pantanal e pampa. Por esse motivo é composta por uma vasta diversidade de plantas e animais.

O código florestal brasileiro determina uma distância mínima que se deve manter da mata ciliar nas margens de um rio, chamadas áreas de preservação permanente.

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Fonte: www.alexandergomes.com.br


Quais as causas da degradação das Matas Ciliares?

As pastagens são a principal razão da destruição das matas ciliares. A maior umidade das várzeas e beira de rios permite melhor desenvolvimento de pastagens na estação da seca e, por essa razão, os fazendeiros recorrem a essa opção mais simples.

O desmatamento também causa a degradação. A Amazônia ainda sofre com o processo de diminuição continua, isso acontece por conta das políticas de incentivo a pecuária e culturas de exportação.

Produtores também acabam desmatando a Mata Ciliar para que os igarapés aumentem a produção de água no período de estiagem, isso se deve pelo fato de as árvores deixarem de bombear água usada na transpiração das plantas. Porém, pesquisas mostram que essa prática a longo prazo tem efeito contrário, pois com a ausência da mata ocorre o rebaixamento do nível do lençol freático.

Outro fator importante que acarreta a degradação da mata são as queimadas, que além de devastarem a vegetação, empobrecem a qualidade do solo.

 

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Tags: água doce, manaciais, proteção, mata ciliar

Esgoto tratado pode virar água potável?

esgoto

O tratamento e reuso do esgoto para fins potáveis já é uma realidade em alguns países, como na Austrália. Porém, no Brasil podemos observar uma resistência da população quando o assunto é transformar o esgoto em água reutilizável.

Em novembro do ano passado, o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckimin, anunciou a construção de duas estações para captação e tratamento de esgoto, o que trouxe ainda mais dúvidas para as pessoas.

Afinal, o esgoto pode ser reutilizado?

Segundo José Carlos Mierzwa, professor da faculdade de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica da USP, isso é sim possível! Hoje já existem processos tecnológicos que permitem o tratamento de esgoto em água potável de forma eficaz.

A proposta das estações de tratamento no estado de São Paulo é captar o esgoto e realizar o tratamento de forma convencional, e após esse processo usar tecnologias adicionais, como, por exemplo, a osmose reversa, que é um sistema utilizado para fazer a dessalinização da água do mar.
 

osmose reversa

Obviamente, esse processo deve ter um acompanhamento rigoroso da operação para assegurar a qualidade da água que será oferecida, já que as companhias de abastecimento precisam atender as normas de legislação do Ministério da Saúde.

Porém, devemos frisar que independente do tratamento do esgoto resultar ou não em água potável, o importante e essencial é realizar o tratamento desse efluente! Com o tratamento adequado do esgoto há uma melhora significativa na qualidade do rio Tiête, por exemplo. O que já representa um impacto significativo.

Segundo José Carlos Mierzwa, o fato de o rio Tiête ser altamente poluído acentua ainda mais a crise hídrica, já que antes o estado de São Paulo captava água desse rio para abastecer as residências. Com a poluição do rio, é necessário buscar água de cada vez mais longe, o que encarece tanto sua captação como distribuição. Nesse caso, o tratamento de esgoto para a reutilização da água sairia muito mais barato para o estado.

O reuso do esgoto contribui para a conservação dos recursos naturais do planeta, e representa uma dimensão econômica ao planejamento dos recursos hídricos.

fonte: www.r7.com.br

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Tags: tratamento de esgoto, Água Reuso, abastecimento, rio tiête

Água Subterrânea - A maior reserva de água doce do planeta

águasubterrânea


Você já ouviu falar em água subterrânea?

A água subterrânea, como o próprio nome diz, é a água que fica em baixo da superfície da terra, preenchendo os espaços vazios entre as rochas sedimentares, ou falhas e fissuras das rochas compactas. Essas águas cumprem uma fase do ciclo hidrológico, uma vez que constituem uma parcela da água precipitada.

A água da chuva que se infiltra no solo entre as rochas escorre muito devagar em direção ao fundo da terra, e à medida que penetra o solo e vai sendo filtrada, perde sua turbidez, cor e fica cada vez mais limpa!

CLIQUE AQUI e saiba como o meio ambiente influencia na disponibilidade de água!

Segundo dados disponibilizados pela Associação Guardiã da Água, os primeiros vestígios da utilização das águas subterrâneas são de 12.000 anos antes de Cristo. Desde os primórdios da história das civilizações as águas subterrâneas são utilizadas pelo homem, através de poços rasos escavados. Foi atribuído aos chineses o início da atividade de perfuração, já que em 5.000 antes de Cristo, eles já perfuravam poços com centenas de metros de profundidade.

É essa água subterrânea que abastece os chamados poços artesianos, nome dado quando é feita a perfuração do solo para a captação de água e a própria pressão natural é capaz de levá-la até a superfície, e poços comuns.

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FONTE: COPASA (www.copasa.com.br)

O aumento crescente da utilização das reservas hídricas subterrâneas se deve ao fato que, geralmente, elas apresentam excelente qualidade e um custo menor, afinal dispensam obras caras de captação, adução e tratamento.

Ainda segundo dados da Associação, nos últimos 25 anos foram perfurados por volta de 12 milhões de poços no mundo. No Brasil, observou-se nas últimas décadas um aumento da utilização da água subterrânea para o abastecimento público.

Grande parte das cidades brasileiras com população inferior a 5.000 habitantes, com exceção do semiárido nordestino e das regiões formadas por rochas cristalinas, têm capacidade de serem atendidas pelas reservas subterrâneas. Isso se deve ao fato de 97% da água doce disponível no planeta ser de reservas subterrâneas, que geralmente são formadas e realimentadas por água da chuva, neblina, neve e geadas.

De toda a água subterrânea do planeta, um quinto se encontra no Brasil. Nosso país possuí uma reserva subterrânea com mais de 111 trilhões de metros cúbicos! A cidade de Ribeirão Preto, por exemplo, é totalmente abastecida por reservas subterrâneas!

Tomando como base a região metropolitana de São Paulo, por volta de 3 milhões de habitantes recebem água subterrânea. O estado de São Paulo é atualmente o maior usuário das reservas subterrâneas do país, sendo 65% da zona urbana e aproximadamente 90% das indústrias abastecidas de forma parcial ou total pelos poços.  
 

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Tags: água doce, reservas de água doce, água subterrânea, aquíferos

Efluentes industriais são 7 vezes mais poluentes que o esgoto doméstico

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O descarte correto de efluentes industriais é muito importante!

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Grupo de Economia e Infraestrutura & Soluções Ambientais, os resíduos industriais são 7 vezes mais poluentes que o esgoto doméstico.

Os impactos do descarte ilegal incluem:

  • A poluição dos mananciais
  • Redução da disponibilidade hídrica
  • Aumento do custo de tratamento
  • Danos à flora e a fauna
  • Danos à saúde da população
Entre muitos outros fatores!

Ainda segundo os dados disponibilizados pelo Grupo, o descarte ilegal estimado é de 2,72m³ por segundo, podendo chegar até 3,10 m³ por segundo.

O efeito poluidor de 2,72m³ de resíduos industriais descartados por segundo são equivalentes a 18,1m³ de esgoto doméstico por segundo, equivalendo ao esgoto gerado por uma cidade de 19,1 mil habitantes. Ou seja, o efeito poluente dos resíduos industriais são 7 vezes maiores que os resíduos domésticos. Esse valor equivale a 26 piscinas olímpicas cheias de esgoto por hora!

 

efeito poluidor

Os efluentes industriais devem ser sempre tratados para evitar que resíduos tóxicos e perigosos poluam e contaminem o meio ambiente, o que pode ocasionar desastres ambientais.

A maioria das empresas que geram efluentes conhecem a lei e buscam se enquadrar para o descarte correto e atender todas as exigências da lei de acordo com a CETESB.

Porém, existe uma minoria de empresas que não seguem essa regra, e ainda não tratam seus dejetos por acharem que o valor investido nesse processo é muito alto. O que na verdade é um engano, já que os custos operacionais para o tratamento de efluentes compensam mais do que levar multas.

Em 2012, por exemplo, o Ministério Público ajuizou em outubro uma ação contra uma concessionária pública de São Paulo, no valor de R$ 11,5 bilhões em função do lançamento de esgoto sem tratamento nos rios e represas da região metropolitana de São Paulo.

No estado de São Paulo, as indústrias devem seguir as diretrizes do Decreto Estadual 8468/76 tanto para lançamento direto no corpo receptor de efluentes, conforme estabelece o artigo 18, quanto para lançamento indireto, estabelecido pelo artigo 19 A. Para lançamento direto no corpo receptor também são adotados os parâmetros da Resolução 430/2011, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

 

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Tags: Análises Laboratoriais, Efluentes Industriais, como fazer tratamento de água industrial, Análise de Água, efeito poluidor, esgoto doméstico

Como o meio ambiente influencia na disponibilidade de água

disponibilidade de água e meio ambiente

A falta de água tem sido o assunto do momento e deixou a população em estado de alerta para os motivos que levaram a situação a níveis tão alarmantes.

A escassez está associada a diversos fatores, como por exemplo: a falta de planejamento nos assentamentos urbanos, tubulações antigas que favorecem vazamentos, utilização de equipamentos de distribuição ineficientes e, é claro, a falta de consciência da população quando o assunto é o uso desse recurso natural.

Porém, um fator é essencial quando falamos em falta de água: O MEIO AMBIENTE.

As áreas naturais foram sendo destruídas para dar lugar à ocupação humana, e para tentarmos amenizar os efeitos da crise hídrica, é essencial manter as chamadas Unidades de Conservação (UCs) nos centros urbanos. Em outras palavras, precisamos manter o máximo de árvores e vegetações em meio à selva de pedra.

As UCs têm função de manter proporções significativas e ecologicamente viáveis das diferentes populações, habitats e ecossistemas do território nacional, preservando ao máximo o patrimônio ecológico existente.

Manter essas Unidades de Conservação ajuda a estabilizar o regime de precipitação de chuvas e também a reter água no subsolo e lençóis freáticos, já que o desmatamento e a impermeabilização do solo fazem com que a água da chuva chegue mais rápido aos cursos d’água e ao mar, impedindo que a água volte ao seu curso natural, o que inclui da terra até o nível dos lençóis freáticos. Além disso, a falta das UCs modifica o regime de precipitação das chuvas, já que o solo impermeabilizado impede a água de evaporar.

A imagem abaixo exemplifica exatamente o que acontece em centros urbanos que não possuem as chamadas UCs. Quanto maior a chamada “área verde” maior a capacidade de retorno da água para os lençóis freáticos.

 

escoamento de água

A falta de água nos lençóis freáticos, combinada com a água que é retirada do subsolo para abastecer os centros urbanos, resulta na diminuição dos níveis de reserva dos aquíferos e na redução dos níveis (em qualidade e quantidade) da água nas nascentes.

A impermeabilização dos solos não tem ligação apenas com os períodos de seca que vivemos. As inúmeras inundações que vemos em áreas urbanas também têm ligação com esse fator, já que durante o período de chuvas fortes a demanda de água que tenta voltar à linha de água é muito alta, e o sistema de escoamento dos centros urbanos não consegue suprir a demanda.

Também por conta desse fator, se engana quem pensa que o período de chuvas representa melhora da seca, já que o nível de água que consegue voltar aos lençóis freáticos é muito pequeno.

 

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Tags: aquecimento global, Danos Ambientais, Análise de Água, economia de água, crise hídrica

Crise Hídrica x Custo de Vida

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Ao contrário do que muita gente pensa, as consequências da crise hídrica não refletem apenas na conta de água que chega até o consumidor.

Em janeiro de 2015 o Custo de Vida por Classe Social (CVCS) teve uma alta de 1,21%. Ainda segundo a FecomercioSP, o mesmo período representou a maior alta mensal de preços em produtos desde 2010.

Mas afinal, o que a crise hídrica tem a ver com a alta dos preços?

A escassez de água aumenta o preço da irrigação do plantio, o que acaba prejudicando a quantidade de produtos que é oferecida ao consumidor. E quanto menos produtos disponíveis, maior o preço que é repassado.

O grupo de alimentos de bebidas também sofreu com a falta de água, tendo uma alta de 1,26%. O consumidor que hoje desejar comprar um refrigerante, por exemplo, vai ter que arcar com o aumento das taxas que serão aplicas nos pontos de venda.

Indo além dos produtos, o crescente aumento na conta de luz também tem ligação com a crise. A crise hídrica já encareceu a energia elétrica em cerca de 8% entre os meses de Janeiro e Fevereiro. Isso é consequência da chamada taxa de tarifa extra, que é aplicada quando a falta de água, necessária para movimentar as usinas, chega a níveis alarmantes. Essa tarifa eleva as contas de luz em até 3 quilowatt-hora.

Essa tarifa é chamada de tarifa de bandeira vermelha, segundo tabela divulgada pelo G1

 

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Fonte: G1 (www.g1.com.br)

 

Na avaliação da FecomercioSP,  a crise hídrica encurta o poder de compra das famílias, já que água e energia são itens essenciais para a vida humana e para o setor de produção de alimentos.

E você, tem economizado?

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Tags: crise hídrica, falta de agua, custo de vida

O valor da Água

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Alguns fatores acabam determinando o preço que é pago pela água no mundo, como por exemplo, fatores políticos, disponibilidade de água e infraestrutura.

Levando em consideração esses fatores, a ONG Global Water Intelligence fez um levantamento que mostra o valor cobrado pela tarifa de água nos principais países europeus.

 

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FONTE: Global Water Intelligence 


O levantamento realizado em Novembro de 2014 nos mostra que o valor de tarifa cobrada na Dinamarca é o mais caro de toda a Europa, representando um valor de Є 6,33 (euros). Convertendo para o real, o custo de fornecimento de água na Dinamarca é de, aproximadamente, R$ 21,83.

Portanto, se você pensava que estava pagando caro na sua conta de água, basta ver no site da SABESP o valor da tarifa cobrada no estado de São Paulo. Para uma residência normal o valor é de R$ 13,68 para até 10 mil litros de água por mês. O que equivale a R$ 1,36 por metro cúbico fornecido, ou seja, aproximadamente 10 vezes menor que o preço na Dinamarca!

O lado triste é que os custos baixos da água e a abundância do recurso em nosso país (o Brasil aparece entre os três primeiros países com maior recurso hídrico da America do Sul) incentivam o desperdício e, como diz o ditado: só percebemos o valor da água quando a fonte seca. E está secando!

A crise hídrica que assola o sudeste abriu os olhos das pessoas para os problemas da falta d'água, mas o uso consciente do recurso é uma questão muito mais complicada, que envolve um processo de reeducação da sociedade e mudança de hábitos. A cultura do uso racional da água vai demorar para ser construída, mas se quisermos continuar pagando menos pela água, o jeito é economizar. E precisamos começar desde já.

Tomando como base a Dinamarca, já citada anteriormente, apesar da relativa abundância de água disponível no país por conta das chuvas ao longo do ano, o consumo é bastante consciente porque a tarifa cobrada é cara.

Em matéria publicada pela “IstoÉ Dinheiro” em fevereiro desse ano, Sérgio Werneck Filho, CEO da Nova Opersan, comenta sobre a água ser muito barata, e sobre o montante de água que é desperdiçado devido ao Brasil não possuir um sistema de reuso de água eficiente.

Segundo Sérgio: “Na realidade, a questão é como a água é fornecida. Todo mundo recebe a água por um valor muito inferior ao custo de captação, tratamento e distribuição. Tem que captar água do rio, transportar por grandes distâncias, tratar, fazer uma série de investimentos. Tudo isso custa muito e não está refletido no preço final. Além disso, com preço baixo, o consumidor não se preocupa em economizar. Você já viu alguém lavando a calçada com água mineral?”.

Você pode ler a matéria completa clicando AQUI.

Depois de todas essas informações, o que você acha do consumo consciente? 

dia mundial da água
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Tags: água, Análise de Água, economia de água, valor, valor da água, dinamarca, brasil, europa, são paulo

Destinando resíduos para tratamento Offsite - Etapas

destinação de resíduos

A preocupação cada vez maior dos brasileiros com os problemas ambientais, de maneira geral, tem levado muitas empresas a repensarem suas ações em busca de práticas sustentáveis que visam a preservação do meio ambiente e incentivam o consumo consciente.

Sendo assim, nós desenvolvemos o post abaixo para auxiliar sua empresa no descarte correto dos efluentes.

Para começar:

Antes do descarte, os resíduos líquidos devem ser classificados de acordo com a sua periculosidade, levando em consideração as propriedades físicas, químicas ou infectocontagiosas. 

A periculosidade dos efluentes depende de fatores como natureza (inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade), concentração, mobilidade, persistência, bioacumulação e degradação. Os efluentes podem ser divididos em classe I e II.

Para saber mais sobre a classificação dos resíduos leia nosso guia: Resíduos Classe I e Classe II

Etapas do tratamento Offsite:

cadri  1. Obtendo o CADRI: Para destinar os efluentes líquidos para tratamento em estações terceirizadas ou mesmo para encaminhar os subprodutos das estações de tratamento de efluentes (ETEs), as empresas precisam obter o CADRI (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental). O documento é emitido pela CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) e aprova o “encaminhamento de resíduos dos empreendimentos e empresas a locais de reprocessamento, armazenamento, tratamento ou disposição final”.

Todos os resíduos Classe I (considerados perigosos) ou que estão na lista da CETESB precisam do documento para efetuarem os descartes de efluentes.

Clique AQUI e veja a lista da CETESB

Após o processo para emissão do CADRI protocolado na agência da CETESB que atende ao município do gerador, o prazo estimado para análise dos documentos e emissão do certificado é de 30 a 60 dias. A validade do CADRI varia de 2 a 5 anos. Contudo, ele pode perder a validade antes deste prazo se o volume total de resíduos descartados superar o volume máximo determinado pelo certificado. Neste caso, é necessária a emissão de um novo CADRI para que a empresa continue descartando os resíduos de acordo com as normas ambientais vigentes.

 

transporte  2- Transporte de efluentes: O transporte dos efluentes para as centrais de tratamento ou para a destinação final é uma etapa muito importante, pois os resíduos industriais representam elevado risco à saúde pública e ao meio ambiente e, em casos de acidentes, o contratante dos serviços e o transportador são responsáveis pelo material transportado. Portanto, exija sempre veículos em boas condições operacionais e adequados ao tipo de carga, verifique se o motorista está com todos os documentos necessários e dentro do prazo de validade, certifique-se de que o caminhão está devidamente identificado com os rótulos de risco e painéis de segurança, além de contar com todos os equipamentos obrigatórios de segurança, como EPIs. Os efluentes podem ser transportados em caminhões tipo:


Auto-vácuo: caminhão com tanque reservatório de 6 ou 12 metros cúbicos usado para limpezas por sucção como: remoção de resíduos industriais, esgotamento de inundações, tanques, piscinas, entre outros.

Hidrojateamento: para realizar a limpeza de tanques de armazenamento, áreas e até mesmo máquinas e equipamentos, é comum usar o hidrojateamento, processo realizado com a ajuda de um caminhão especial que lança água em alta pressão.

Carreta: costumam ter um tanque reservatório de 30 metros cúbicos alimentado por uma bomba externa. É o tipo mais comum de caminhão para transportes.

Bi-trem: é um caminhão composto por 3 partes, sendo um cavalo mecânico que traciona dois semi-reboques que são acoplados entre sí. Em geral, carregam até 42 metros cúbicos de efluentes.

Carga-seca: caminhões com carroceria de madeira com laterais baixas ou meia altura, para transporte de resíduos já acomodados em contêineres ou IBCs, bombonas e tambores.

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 3- Tratamento de efluentes: O terceiro passo é o tratamento dos efluentes contaminados. Você pode saber tudo sobre essa parte do processo clicando AQUI.

 CDR  

4. Emissão do CDR: após o tratamento dos efluentes é emitido o CDR (Certificado de Destinação de Resíduos), documento que atesta que os resíduos foram recebidos, tratados e destinados de forma correta, retornando de forma responsável ao meio ambiente.

 Tem alguma dúvida sobre a destinação de resíduos? Escreva para nós nos comentários!

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Tags: CADRI, como obter CADRI, destinação correta de efluentes, Água Reuso, Classificação de Resíduos, Análises Laboratoriais, como tratar resíduos, efluentes, Destinando resíduos

Tratamento Offsite: Uma solução na medida certa

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tratamento de efluentes industriais consiste em uma série de processos físicos, químicos e/ou biológicos que eliminam os contaminantes presentes no resíduo, permitindo que retornem ao meio ambiente de forma segura e em cumprimento as leis estaduais e federais.

No que consiste o tratamento Offsite?

Neste modelo de negócio, os efluentes são coletados nas empresas e transportados para centrais de tratamento terceirizadas. Ao chegarem lá, uma amostra é coletada e analisada rapidamente em laboratório e posteriormente os efluentes são estocados em tanques para a verificação do processo de tratamento mais adequado. Por fim, o efluente é destinado à rede coletora local respeitando todos os parâmetros da lei, sendo que parte pode ser reutilizada nos processos como, por exemplo, preparação de soluções químicas e limpeza de pisos e tubulações.

O tratamento Offsite é a solução mais adequada para clientes com baixa geração de efluentes ou indústrias que geram resíduos de alta complexidade de tratamento ou que apresentam variabilidade em sua composição.

A solução mais adequada para cada tipo de resíduo.

Tratamento Físico-Químico por bateladas

Os efluentes são estocados formando misturas de resíduos similares até serem encaminhados para os reatores, onde recebem os tratamentos adequados como: precipitação química, quebra ácida, oxidação, redução, entre outros.

Tratamento Físico-Químico contínuo

O tratamento é realizado seguindo os mesmos conceitos do processo de bateladas, porém com maior agilidade, visto que o processo é utilizado para efluentes que não sofrem variações em suas características.

Tratamento por Termo Compressão a Vácuo (TCV)

Na Termo Compressão a Vácuo os efluentes são tratados por meio da evaporação dos componentes líquidos (água), concentrando os resíduos que estavam contidos na mistura.

Tratamento biológico:

No tratamento biológico as matérias orgânicas presentes nos efluentes são decompostas por meio da utilização de microrganismos especiais.

Armazenamento temporário: a melhor alternativa para destinações emergenciais!

Algumas empresas, como a Nova Opersan, são licenciadas pela CETESB para realizarem o gerenciamento de resíduos por meio do armazenamento temporário. Esse procedimento é indicado nos casos de destinações emergenciais de resíduos industriais que ainda estão em fase de aprovação do órgão ambiental (CADRI). Desta forma, os efluentes podem ser recebidos e armazenados para que, após a emissão do CADRI, sejam devidamente tratados, garantindo a segurança e assegurando a melhor solução tecnológica em tratamento e disposição final.

Garantia de Tratamento: a segurança de saber que os resíduos foram destinados de forma responsável.

Após o tratamento dos efluentes é emitido o Certificado de Destinação de Resíduos (CDR), documento que atesta que os efluentes foram recebidos, tratados e destinados de forma correta pela empresa terceirizadas. Este certificado é solicitado com frequência durante auditorias ou até mesmo pela CETESB.

Depois de todas essas informações, qual é a sua opinião sobre o tratamento de efluentes Offsite?

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Tags: tratamento de resíduos, efluentes, Tratamento agua, offsite, industria

Como realizar o tratamento de efluentes contaminados com óleo?

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Os óleos são substâncias líquidas e viscosas que estão presentes no cotidiano de todos nós e, dependendo da sua origem, podem ser empregados na culinária para o consumo e preparo de alimentos, ou pode ter uso industrial como lubrificante ou combustível, na manutenção de peças mecânicas e para refrigeração.

Todos os efluentes contaminados com óleos devem passar por tratamento antes de retornarem ao meio ambiente. Dependendo de sua origem, que pode ser vegetal ou mineral, os efluentes oleosos devem passar por processos físicos, químicos e/ou biológicos.

Tratamento de efluentes contaminados com óleos:

Óleos vegetais: por ser uma gordura extraída de plantas (em geral de frutos e sementes) e, portanto, biodegradável, é classificado pela sua periculosidade como classe II e pode ser destinado para o tratamento biológico, no qual bactérias degradam os contaminantes oleosos presentes no efluente.

Óleos minerais/sintéticos: esses óleos são produzidos no processo de destilação do petróleo ou são obtidos por reações químicas, no caso dos sintéticos. Por não serem biodegradáveis, são classificados pela sua periculosidade como classe I e devem receber tratamentos físico-químicos específicos para remover os óleos contaminantes. Industrias dos segmentos siderúrgicos, metalúrgicos, de auto-peças e usinagem, por exemplo, são grandes geradores desses efluentes oleosos.

Como proceder para realizar o descarte correto dos efluentes oleosos?

Se a sua empresa não possui uma estação de tratamento própria para efluentes oleosos, é possível desenvolver um parceiro que realize o tratamento de maneira eficiente e com custos atrativos para os clientes.  Nesse sistema de tratamento, denominado Offsite, os resíduos oleosos são coletados nas empresas e transportados até centrais de tratamento de empresas especializadas, na qual passam por processos físico-químicos para a remoção dos óleos emulsionados.

Qual o risco de descartar os efluentes oleosos sem tratamento no meio ambiente?

Quando esses resíduos são descartados in natura em rios e na rede de esgoto, além dos prejuízos à saúde e ao meio ambiente, as empresas responsáveis pela emissão podem responder a um processo administrativo e serem punidas com multas. Nos casos mais graves, pode haver a paralização ou o encerramento das atividades. 

No estado de São Paulo, a fiscalização e a aplicação da lei e suas normas é de responsabilidade da CETESB, como órgão do estado, ou do IBAMA.

Gostou do nosso post ou ainda tem alguma dúvida sobre os efluentes oleosos? Deixe um comentário!

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Tags: CADRI, Legislação Ambiental, Classificação de Resíduos, Análises Laboratoriais, como tratar resíduos, Danos Ambientais, Efluentes Industriais, Descarte de Efluentes, Análise de Água, BOT, certificação norma ISO 14001, Efluentes Oleosos, Oleos, Oleo Mineral, Oleo Vegetal