O fim dos lixões

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O Brasil possui cerca de 2.906 lixões em atividade, e das 189 mil toneladas de resíduos sólidos produzidos por dia apenas 1,4% é reciclado. Para tentar mudar esse cenário a Conferência Nacional do Meio Ambiente tem como meta acabar com os lixões e aumentar o percentual de reciclagem.

Esse tema ganhou destaque após a publicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que determina que todos os municípios tenham um plano de gestão de resíduos sólidos para ter acesso a recursos financeiros do governo federal e investimento no setor.

A PNRS tem como prioridades a redução do volume de resíduos gerados, a ampliação da reciclagem, aliada a mecanismos de coleta seletiva com inclusão social de catadores e a extinção dos lixões. Além disso, prevê a implantação de aterros sanitários que receberão apenas dejetos, aquilo que, em última instância, não pode ser aproveitado.

Apesar de todo o esforço em torno desse assunto, o prazo para acabar com os lixões de todo o país já foi adiado diversas vezes.

O desafio é grande.

Além do altíssimo número de lixões espalhados pelo Brasil, quase 3 mil ao todo, apenas 27% das cidades têm aterro sanitário e somente 14% dos municípios brasileiros fazem a coleta seletiva do lixo.

A proposta é que os resíduos sejam transformados em matéria prima, para que o meio ambiente não seja tão pressionado. O Brasil perde poder econômico com a não reutilização de produtos. Ainda, segundo o MMA, os resíduos reaproveitados podem valer aproximadamente R$ 8 bilhões por ano.

Os aterros ainda deverão seguir as regras impostas, como serem forrados com manta impermeável para evitar a contaminação do solo. O chorume, líquido liberado pela decomposição do lixo, deverá ser tratado. O gás metano que resulta da decomposição do lixo, que pode explodir, terá que ser queimado.

Qual a diferença entre Aterro Sanitário e Lixão?

O lixão é basicamente um espaço destinado para receber lixo. Ou seja, nada é planejado para abrigar os resíduos de forma menos agressiva ao meio ambiente. O chorume não é tratado, o que acaba contaminando o solo e a água. Os resíduos ficam a céu aberto.

Já o aterro sanitário é projetado para receber o lixo de forma correta. O solo é impermeabilizado por uma base de argila e lona plástica, o que não permite que o chorume contamine o meio ambiente. Diariamente, o material é aterrado por equipamentos específicos para este fim. No aterro também existem tubulações que captam o metano, gás que é liberado pela decomposição de matéria orgânica, e que pode ser usado para gerar energia.

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Tags: aterro sanitário, meio ambiente, lixão

Os Rios Voadores e a Importância da Floresta Amazônica

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Você já ouviu falar sobre os Rios Voadores?

São chamados de rios voadores os cursos de água atmosféricos, que são formados por massas de ar carregadas de vapor de água. Essa tal corrente de ar invisível, levada pelos ventos, passa por cima de nossas cabeças e carrega a umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Essa umidade, quando encontra situações climáticas propícias, se transforma em chuva. Portanto, esse transporte de enormes quantidades de vapor d’água, que recebe o nome de Rios Voadores, se torna um fenômeno real que exerce um impacto significante em nossas vidas.

A importância da Floresta Amazônica

A Floresta Amazônica se transforma em uma espécie de “bomba d’água” que puxa para o continente a umidade que evaporou do oceano Atlântico e foi carregada pelos ventos.  Ao seguir seu curso, a umidade acaba caindo como chuva sobre a floresta.

Pela ação da evapotranspiração das árvores, a floresta devolve essa água da chuva para a atmosfera em forma de vapor de água. E, desta forma, ajuda a manter a umidade do ar, que continua sendo transportado para o oeste e cai como chuva mais adiante. 

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Fonte: www.planetasustentavel.com.br

Ao serem soprados em direção ao oeste, os Rios Voadores, que estão carregados de umidade que veio boa parte da evapotranspiração da floresta, encontram uma barreira natural formada pela Cordilheira dos Andes. Os rios se precipitam de forma parcial, e formam as cabeceiras dos rios amazônicos. Porém, ao serem barrados pelo paredão de 4.000 metros de altura, os Rios Voadores, que ainda estão carregados de vapor de água, fazem curva e partem em direção ao sul, rumo às regiões do Centro- Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, e também aos países vizinhos.

Por conta desses fatores, o regime de chuva e o clima que encontramos em nosso país devem muito a esse “acidente geográfico”. A chuva tem uma função vital tanto para a vida humana como para a economia, e por incrível que pareça, a quantidade de vapor de água evaporada pelas árvores da Floresta Amazônica pode ter a mesma ordem de grandeza, ou mais, do que a vazão do rio Amazonas (200.000 m3/s).

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Tags: rios voadores, formação de chuva, cordilheira dos andes, evapotranspiração

A segurança hídrica nos meios urbanos

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A Lei das Águas, criada em 1997, tem como objetivo promover a disponibilidade de água e a utilização racional e integrada dos recursos hídricos para a atual e as futuras gerações. Porém, podemos perceber que a lei não acompanhou o avanço populacional.

Podemos notar esse fato quando nos deparamos com a realidade do fornecimento de água para o abastecimento urbano nas grandes cidades. A escassez e a perda de água potável são visíveis e preocupantes.

É nos grandes centros urbanos que os conflitos pelo uso da água são mais intensos, e é também onde podemos ver ações mais severas que comprometem a qualidade das águas, como por exemplo, o uso e ocupação do solo no entorno das bacias de forma desordenada.

Quando a chamada Lei das Águas foi criada, foi tirada a responsabilidade dos municípios sobre as águas, tomando como base que a água não respeita as delimitações administrativas humanas. Porém, enquanto as águas são de domínio da união e Estados, os municípios são responsáveis pelo uso e ocupação do solo, atividades que impactam significantemente a qualidade das águas.

Citando o cenário mundial, segundo dados da ONU mais de 50% da população vive nas cidades e, a cada segundo a população urbana tem um incremento de mais 2 pessoas. No Brasil já estamos com 85% da população em centros urbanos, sendo que deste total 50% está em centros acima de 250.000 habitantes. O problema fica ainda mais claro quando 47% dos municípios brasileiros necessitam ampliar o sistema de fonte de água, manancial de abastecimento ou mesmo a busca por novos mananciais. Os municípios que usam somente mananciais de água superficiais representam 47%, segundo dados disponibilizados pela ANA (Agência Nacional das Águas).

E o problema não para por aí, quanto mais água é fornecida para a população, maior será o impacto direto na produção do esgoto. Assim, se considerarmos que no Brasil, em 2010, possuíamos 61% de coleta de esgoto e desta parcela apenas 29%  era tratado, podemos enxergar um impacto ainda maior na qualidade das águas.

Ao citar crescimento urbano, não podemos falar apenas em abastecimento de água potável, ou no investimento necessário na coleta e tratamento de esgoto. Os impactos indiretos também devem ser lembrados, como a crescente demanda de energia elétrica, a captação de água para resfriamento de caldeiras, entre outras demandas de usos industriais, assim como o uso de água na indústria alimentícia, desde irrigação até aos processos finais. Esses fatores constituem a chamada água virtual, que é tão importante quanto a água consumida diretamente.

Levando em consideração todos esses fatores, o Governo do Estado deu início ao Plano de Bacia Hidrográfica no ano de 2011, sendo aprovado em 2013. Este tem como finalidade assegurar as metas e os usos, de forma quantitativa e qualitativa, das águas. Um excelente caminho para criar horizontes de restauração da qualidade das águas.

Fontes: Águas do Brasil | aguasdobrasil.org
INEMA (http://www.inema.ba.gov.br/)

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Tags: abastecimento, meio urbano, segurança hídrica

A Água Invisível

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O valor das coisas que você compra pode ser muito maior do que você acha que está pagando. Naturalmente, nos ignoramos os custos que estão escondidos além da lei da oferta e da procura.

A Calça Jeans

Até você aposentar de vez sua calça jeans, você já terá usado cerca de 5460 litros de água, isso considerando que ela seja lavada uma vez por semana. Essa quantia é equivalente a 83 banhos de 7 minutos cada um. Terá emitido cerca de 32,5 kg de CO2, o equivalente ao carbono sequestrado por seis árvores por ano.

E mais: A calça jeans que você compra está encharcada com 11 mil litros de água!

Esse é o consumo que não conseguimos ver. 11 mil litros é a quantidade de líquido que é utilizada no processo de produção de um par de jeans. Daria para encher um caminhão pipa. Enquanto essa quantidade de água é gasta para alguns fins, de outro lado um bilhão de pessoas não têm acesso à água potável. Quatro mil crianças morrem todos os dias por doenças provocadas por água contaminada e muitas guerras provocadas pela água já estão sendo travadas.

1,5 bilhão de jeans confeccionados anualmente consumiria 5,2 trilhões de litros de água, nada menos do que o equivalente a 11 horas ininterruptas da vazão média do Rio Amazonas no mar, de acordo com a Agência Nacional de Águas.

Indo além dos gastos com água, sua calça jeans leva cerca de 400,2 megajoules de energia elétrica (na lavagem e na hora de passar), o suficiente para assistir a uma televisão de plasma por 318 horas direto.

O algodão

Um dos maiores vilões relacionados ao gasto de água com as calças jeans é o algodão. O cultivo de algodão utiliza água de modo intensivo, assim como fertilizantes. Quase 15% da água utilizada em produtos com algodão vêm do total usado para diluir a água servida saturada de fertilizantes, assim como a água que é usada para transformar o algodão em tecido. O denim feito majoritariamente de algodão recebe 25% dos agrotóxicos consumidos no mundo.

Não, seu jeans desbotado não é amigo do meio ambiente.

Fonte: Revista ecológica

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Tags: meio ambiente, água invisível, calça jeans, água virtual

Lei das Águas

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O Brasil possui 12% de toda a água doce do planeta, contando com a bacia do São Francisco e Paraná, e também possui 60% da bacia amazônica. Em nosso país, o volume de água por pessoa é 19 vezes superior ao mínimo estabelecido pela Organização das Nações Unidas.

Apesar de contarmos com essa abundância, os recursos hídricos não são inesgotáveis. A água não é fornecida da mesma maneira para todas as regiões, sendo que as condições geográficas e condições climáticas interferem em sua disponibilidade.

Criada em 8 de janeiro de 1997, a lei nº 9433, mais conhecida como Lei das Águas, tem como objetivo promover a disponibilidade de água e a utilização racional e integrada dos recursos hídricos para a atual e as futuras gerações.

A lei tem como base o fato de a água ser um bem público, que não pode ser privatizado, e sua gestão deve ser baseada em usos múltiplos (abastecimento, energia, irrigação, indústria etc.) e também deve ser descentralizada, tendo a participação de usuários da sociedade civil e do governo. Em caso de escassez, a lei assegura que o seu uso é prioritário para o consumo humano e de animais.

Por descentralizar a gestão da água, o Estado abre mão de uma parte dos seus poderes e compartilha com vários segmentos da sociedade uma participação ativa nas decisões.

Assegurar o acesso a água conforme previsto na lei é um desafio, devido a execução e efetividade de gestão, que muda de acordo com o estado, com níveis diversos de investimento e sistema de monitoramento.

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Tags: água, água doce, abastecimento, lei das águas

A população e a produção de lixo eletrônico

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O destino da produção de lixo urbano é um fator que deve ter a atenção tanto dos órgãos públicos, quanto da própria população.

A sustentabilidade e responsabilidade social são fatores que estão diretamente ligados ao crescimento populacional. É importante frisar que a mobilidade social e o aumento do poder aquisitivo alimenta a sociedade de consumo, o que mantém a rotatividade na compra e no descarte de produtos.

Com um mercado que se movimenta com cada vez mais frequência, a sociedade atual compra e se livra de suas “tralhas” cada dia mais rápido. O Brasil é um dos países emergentes que geram mais toneladas de lixo eletrônico (tv, celular e impressoras). Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o país não tem estratégia para amenizar o problema, e a maior preocupação é por conta dos tóxicos que são usados e prejudicam o meio ambiente e o ser humano. Por ano, cada brasileiro descarta cerca de 0,5 kg de lixo eletrônico.

Para conter o crescimento do lixo eletrônico, seria importante realizar um serviço de logística reversa do material. Já que, além do grau de toxidade, os equipamentos descartados têm valor econômico, pois podem conter materiais valiosos e raros. Ainda de acordo com o Pnuma (o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), o mundo produz entre 20 a 50 milhões de toneladas métricas de e-lixo todos os anos.

 

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DADOS RELACIONADOS AO ANO DE 2011

 

A fabricação de telefones celulares e computadores pessoais consomem 3% de todo o ouro e prata extraídos em todo o mundo anualmente. Na fabricação de computadores e celulares, por exemplo, são usados vários metais, entre eles ouro, prata, gálio, índio, chumbo, cádmio e mercúrio. Alguns são agentes cancerígenos, como o cádmio, outros, como o chumbo, prejudicam o cérebro e o sistema nervoso.

Uma ferramenta chamada E-waste World Map mapeou a quantidade de lixo produzida em cada país e concluiu que no ano de 2012, a produção de e-lixo quase atingiu a marca de 48 milhões de tonelada, o que representa uma margem de 7kg por habitante.

Se continuarmos nesse ritmo, em 2017 o país terá que suportar 65,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico, o que daria para encher cerca de 200 edifícios como o Empire State, nos EUA.

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Tags: logística reversa, coleta de lixo, lixo eletrônico, e-lixo

O valor da água engarrafada: Você paga caro pelo o que sai da sua torneira

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Em pesquisas realizadas por Annie Leonard sobre essa questão, ele chega à conclusão que o oportunismo que cerca a água engarrafada começou na década de 70, depois que o refrigerante começou a perder vendas. Ninguém mata a sede com refrigerante.

Pessoas que passaram por testes, escolheram, sem saber, a água de torneira sendo a mais saborosa, além disso, o estudo comprova que a água de torneira possui maior qualidade energética.

Quando a água é vendida em mercados, algumas pessoas podem pensar que estão adquirindo um produto fresco, saudável e puro. Mas a grande realidade é que só estamos comprando de volta o que sai de nossa torneira, com um preço mil vezes maior que o custo. E a água da torneira não é apenas melhor para você, os custos e impactos ambientais para embalar a água engarrafada também é um problema que necessita de atenção.

Para entender melhor o impacto das garrafas plásticas no meio ambiente, é bom dar uma olhada em algumas estatísticas:

 

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Mas afinal, qual o motivo das pessoas continuarem consumindo a água “industrializada”? 

Isso se deve ao gosto e conveniência do consumidor, embora a água que encontramos nas torneiras seja muito segura, ela pode conter traços de minerais e cloro, o que pode a deixar com um gosto estranho. Porém, esse fator pode ser facilmente resolvido com o uso de filtros baratos.

E é claro que é sempre bom levar água junto com você quando não está em casa, ou praticando algum tipo de exercício. Mas é bom lembrarmos que para isso existem garrafas reutilizáveis, que você pode simplesmente encher usando água da sua torneira ou filtro, sem pagar mais caro por isso, e sem prejudicar o planeta.


Fonte: Portugal Mundial | Planeta Sustentável

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Tags: você paga caro pela água, água de garrafinha, o valor da água

As consequências do desmatamento

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O desmatamento, também conhecido como desflorestamento, começou a ser visto no Brasil após a chegada dos portugueses, no ano de 1500, movidos pelo lucro que ganhavam com a venda do pau-brasil na Europa. Foi assim que começou a exploração da Mata Atlântica.

Desde então, o desmatamento em nosso país é constante. Depois da Mata Atlântica, outra vítima desse mal é a Floresta Amazônica, que é desmatada em busca de madeiras de lei, como o mogno, matéria prima que faz muitas madeireiras se instalarem na área para realizar a exploração ilegal. Um relatório divulgado pela WWF (World Wide Fund for Nature) no ano de 2000 apontou que o desmatamento na Amazônia já atinge 13% da cobertura original. Outra pesquisa da revista Science (publicada em julho de 2012) alerta que até 2050, poderá ocorrer a extinção de cerca de 80% das espécies animais (anfíbios, mamíferos e aves) em áreas que sofreram desmatamento.

A Mata Atlântica está em situação ainda mais grave, já que apenas 9% da mata sobreviveu a cobertura original que era vista em 1500. Vários tipos de animais e vegetais já são dados como extintos, tudo isso em função do desmatamento.

Atualmente, estão inclusos nos países que mais promovem o desmatamento economias emergentes, isso se deve ao fato de que por mais que esses países tentem controlar esse problema, o desmatamento avança de acordo com a evolução de seus sistemas econômicos. Até pouco tempo, o Brasil era apontado como campeão mundial no desmatamento, principalmente devido ao crescimento da fronteira agrícola sobre as áreas da Floresta Amazônica. Porém, recentemente, nosso país foi ultrapassado pela Indonésia, que possui uma ampla área verde, porém desfloresta duas vezes mais do que é desmatado anualmente no Brasil.

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No Brasil, segundo levantamentos realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente são desmatados quase sete milhões de hectares por ano. Entre as milhares de consequências do desmatamento, podemos citar:  o esgotamento dos solos com a intensificação de processos de erosão e desertificação, extinção ou degradação de rios e lagos por conta do maior acúmulo de sedimentos gerados, ocorrência de desequilíbrios climáticos em razão da ausência das florestas que tinham como função gerar mais umidade do ar e absorver o calor atmosférico, dentre outros problemas.

Para conter essa ação, existe o Plano do desenvolvimento sustentável, que defende o desenvolvimento econômico em parceria com políticas que visam à preservação do meio ambiente, essa atividade é defendida por ambientalistas e empresários que entendem as consequências da deteorização ambiental. 

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Tags: amazônia legal, mata atlântica, desflorestamento, desmatamento, floresta amazônica

Benefícios do Saneamento Básico

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Saneamento é o nome dado às medidas que visam preservar ou modificar condições do meio ambiente, com o objetivo de prevenir doenças, e assim, promover a saúde. Ou seja, é o controle de todos os fatores do meio físico do homem que exercem ou podem exercer efeitos nocivos sobre o bem estar físico, mental e social. 

O nome “Saneamento Básico” tem 4 setores: água, esgoto, resíduos e drenagem. Sendo água e esgoto as áreas principais. Outras atividades que podem ser ligadas ao saneamento são o controle de animais e insetos, saneamento de alimentos, escolas, locais de trabalho e de lazer e habitações.

Lei do Saneamento

Em 2007, após décadas de discussões e diferentes projetos de lei, a Lei Federal 11.445 foi sancionada e estabelece as diretrizes nacionais e a política federal de saneamento. A partir da nova lei ficou definido que o planejamento do saneamento básico está a cargo do município, e a prestação dos serviços pode ser feito pelo poder público municipal ou por concessionária pública e/ou privada.

 

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FONTE: INSTITUTO TRATA BRASIL

A água potável

A água necessita de tratamento para ser adequada para o consumo humano, essa água adequada é chamada de potável. Para ser considerada potável ela deve obedecer alguns padrões.

Para ser potável a água deve ser inofensiva a saúde do homem, agradável aos sentidos e propícia aos usos domésticos. Seguindo essa linha, uma água quente, embora seja inofensiva a saúde, não é considerada potável. A água que tenha um elevado teor de dureza também não é considerada boa, nem para consumo, nem para o uso de tarefas domésticas.

Um fator essencial para que a água seja considerada potável é que na fase de tratamento sejam eliminadas todas as substâncias originalmente presentes que possam dar a água algum gosto ou cheiro peculiar, também não deve ter nenhuma turbidez ou cor aparente.

O tratamento de Esgoto

No Brasil, cerca de 7 milhões de pessoas não têm acesso a banheiro.

O sistema de esgoto existe com a função de afastar o contato de dejetos com a população, o que acaba sendo vetor de doenças. Além disso, o sistema de esgoto ajuda a reduzir as despesas com o tratamento de água.

O esgoto pode ter vários tipos, como: Sanitário (água para fins higiênicos e industriais), sépticos (em fase de putrefação), pluviais (água de chuva), combinado (sanitário + pluvial), cru (sem tratamento) e fresco (recente, com oxigênio livre).

A importância do Saneamento

Ter saneamento básico é um fator essencial para um país poder ser chamado de país desenvolvido.

Quando a população tem acesso a água tratada, coleta e tratamento dos esgotos, elas têm uma melhoria da qualidade de vida. Essa melhora pode ser vista principalmente na saúde infantil com redução da mortalidade, melhorias na educação, na expansão do turismo, na valorização dos imóveis, na renda do trabalhador, na despoluição dos rios e preservação dos recursos hídricos, etc.

Um estudo do BNDES estima que 65% das internações em hospitais de crianças com menos de 10 anos sejam provocadas por males oriundos da deficiência ou inexistência de esgoto e água limpa.

Existem mais de 100 doenças que podem ser causadas por falta de saneamento, entre as quais cólera, amebíase, vários tipos de diarréia, peste bubônica, lepra, meningite, pólio, herpes, sarampo, hepatite, febre amarela, gripe, malária, leptospirose, ebola, etc. 


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Tags: saneamento básico, água potável, benefícos do saneamento básico, água tratada

A água tratada que se perde antes de ser distribuída

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Por conta da crise hídrica que marcou algumas regiões do Brasil, sendo vista nitidamente no Sudeste e Nordeste, os problemas nas redes de distribuição existentes nas cidades é um assunto que tem recebido maior atenção.

As perdas ligadas ao sistema de saneamento e das empresas que operam esses serviços são um problema antigo, e mostram a fragilidade de gestão em relação ao setor.

Um estudo mais recente feito pelo Instituto Trata Brasil, em 2013, fez um levantamento da porcentagem de água que é perdida antes de chegar até a casa do consumidor, por município.

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Fonte: Instituto Trata Brasil


Afinal, quais as causas de tanto desperdício?

O envelhecimento da tubulação é uma das principais causas relacionadas ao problema. Um estudo realizado pela SABESP revela que cerca de 51% das redes do sistema, que atendem bairros como Perdizes, Moema, Tatuapé e Sé tem mais de 30 anos de uso, sendo o maior vilão do desperdício.

Em 2013, a perda da empresa chegou a 31,2% de toda a água que caminha entre a caixa de tratamento e a caixa d’agua do consumidor, o que representa um número de cerca de 950 bilhões de litros de água ou o equivalente a quase o total do volume útil da Cantareira, que tem capacidade de 981 bilhões de litros.

Ainda segundo a Sabesp, 17% da rede têm mais de quarenta anos e 34%, entre trinta e quarenta anos de uso. No Centro do estado há tubulações feitas na década de 1930. 

A grande dificuldade encontrada para a execução das trocas de tubulações, como no município de São Paulo, se da por conta da dificuldade em conseguir a licença para a liberação de obras por parte dos órgãos municipais.

A Arsesp, Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, estipulou como meta que o índice de desperdício deveria ter caído para 30% no ano de 2013, em relação aos 32,1% em 2012. Para 2014, a agência impôs uma meta de 29,3%.

Tubulações antigas

Tubulações com mais de 30 anos de uso são predominantemente feitas de ferro fundido. Esse tipo de material sofre um processo de cristalização pela ação da água, o que acaba obstruindo o tubo. Essa obstrução reduz o diâmetro da tubulação, o que reduz significativamente a capacidade da vazão. Para manter a vazão nos parâmetros, é preciso aumentar a pressão da água da rede, e isso eleva o índice de perda nas juntas e conexões dos tubos.

Quatro a cada dez vazamentos nas redes são invisíveis e indetectáveis, sendo rachaduras provocadas por desgaste na tubulação aterrada, na qual a água não sobe até a superfície e nem faz barulho.

De acordo com a SABESP, apenas 13% dos vazamentos são visíveis e 50% não são vistos externamente, mas podem ser detectados por métodos acústicos.

Fontes: Instituto Trata Brasil | veja.com.br

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Tags: água, são paulo, encanamentos antigos, desperdício