Tratamento de Efluentes por Termocompressão à Vácuo

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A evaporação é a operação unitária que tem por objetivo a concentração de uma solução, pela remoção do solvente, fazendo a solução entrar em ebulição.

A termocompressão à vácuo consiste em um sistema de tratamento de efluentes baseado na evaporação sob pressão negativa (vácuo), condição que favorece o processo, visto que reduz o ponto de ebulição da solução. À medida que o solvente, normalmente a água, é separado na forma de vapor, ocorre a concentração dos contaminantes contidos no efluente.

 Neste processo, um compressor é responsável por remover o ar e o vapor do meio, ocorrendo a liberação de calor, devido ao aumento de pressão da corrente gasosa ocorre aumento de temperatura. A corrente gasosa fornece calor ao efluente a ser concentrado no evaporador. Após a transferência de calor, o vapor se condensa e deixa o sistema na forma líquida durante todo o processamento. O efluente em tratamento (evaporando) permanece no equipamento até o final do ciclo de concentração, quando o concentrado gerado é descartado em um tanque para posterior destinação final.

 No processo de termocompressão à vácuo o calor é necessário para:

  • Aumentar a temperatura inicial da mistura até sua temperatura de ebulição.
  • Fornecer a energia termodinâmica mínima para separar o solvente, normalmente água, do efluente em tratamento.
  • Concentrar os contaminantes dos efluentes que normalmente são destinados para coprocessamento.

Os equipamentos utilizados nas unidades da Nova Opersan utilizam tecnologia alemã, projetados para otimizar o aproveitamento energético de suas correntes, consequentemente, com menor consumo de energia elétrica, além do elevado grau de automação, que possibilita a operação automática e o acesso remoto aos parâmetros de processo.

O processo de termocompressão à vácuo proporciona grande eficiência de remoção de metais pesados, sulfato, sulfeto, óleos e graxas, DBO e DQO, etc, quando comparado ao processo físico químico convencional. A redução de custos de tratamento quando comparado ao processo físico químico, pode chegar a 70%, dependendo do tipo de efluente processado, em especial àqueles com presença de agentes complexantes.  

As Centrais de Tratamento de Efluentes Offsite (CTO’s) da Nova Opersan dotadas da tecnologia de termocompressão á vácuo estão situadas em Jandira-SP, Indaiatuba-SP e Camaçari-BA. Nesta modalidade de negócio, os efluentes são coletados nos clientes e destinados para tratamento nas CTO’s, adaptadas para receber, estocar e tratar efluentes líquidos, provenientes de diversos setores, entre eles de indústrias químicas, siderúrgicas, automotivas, têxteis, gráficas, entres outras.

 As CTO’s realizam o reuso de parte dos efluentes tratados na termcompressão à vácuo para a preparação de soluções de insumos químicos utilizados no tratamento físico químico e para a lavagem e purgas de tubulações e tanques, minimizando o consumo de água potável da rede pública.

Conheça mais sobre as Centrais de Tratamento Offsite da Nova Opersan que utilizam o processo de termocompressão à vácuo:

A CTO de Jandira tem certificações ISO 14001 e ISO 9001 e foi pioneira no Brasil, no tratamento de efluentes por termocompressão a vácuo. A CTO de Jandira conta também com o processo Físico Químico.

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Contando com os processos Físico Químico e de Termocompressão à vácuo, a CTO de Indaiatuba iniciou suas atividades em 2014.

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A CTO de Camaçari BA iniciou suas atividades em 2015 e vem aplicando as boas práticas desenvolvidas por suas antecessoras, atendendo com qualidade aos clientes da região.CAMAARI.jpg

 

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Tags: offsite, Tratamento de Efluentes, Termocompressão à vácuo, TCV, Tipos de Tratamento

As diferenças entre resíduo e rejeito

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Resíduos e rejeitos são palavras normalmente usadas como sinônimos, porém existem diferenças entre elas.

A palavra resíduo é bastante utilizada no dia-a-dia das pessoas, normalmente, quando compramos algo que possua embalagem, descascamos uma fruta ou quando usamos alguma coisa até o final da sua vida útil, geramos resíduo.

Mas afinal, qual a diferença entre resíduo e rejeito?

Quando o que sobra de determinado produto, seja sua embalagem, casca ou outra parte do processo, ainda pode ter outro tipo de uso ou reciclado, ele é chamado de resíduo. Em outras palavras, os resíduos ainda possuem algum valor econômico que pode ser apropriado pelas indústrias, por cooperativas de catadores e outros componentes da cadeia produtiva. Podemos citar como exemplo as latinhas de alumínio, garrafas PET, etc.

Já o rejeito é um tipo específico de resíduo sólido, onde todas as possibilidades de reaproveitamento ou reciclagem já foram esgotadas e não apresenta condições para reinserção na cadeia produtiva, seja por excesso de contaminação ou pela perda de suas características físico-química. No caso de rejeitos, a única solução é encaminhar para um aterro sanitário licenciado ou para a incineração. Podemos citar como exemplo os restos de alimentos.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos

A importância de saber diferenciar os dois termos se deu devido a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que desde 2014 fiscaliza a destinação correta de resíduos e rejeitos.

A principal meta da PNRS é reduzir a produção de resíduos, os reutilizando ao máximo. Quanto aos rejeitos, a lei prioriza a disposição adequada que menos vai impactar o meio ambiente.

Com a PNRS, todos os lixões devem ser eliminados para darem lugar a aterros sanitários. A fiscalização tende a ser rígida com relação à distinção, já que o operador do aterro sanitário deverá receber apenas rejeitos. Caso contrário, a empresa estará sujeita às penalizações do Ministério Público.

Destinação x Disposição

Devido às diferenças, quando falamos em resíduos haverá DESTINAÇÃO aos processos de reciclagem, reutilização ou aproveitamento econômico, onde ficarão inseridos por mais tempo em cadeia produtiva.

Já para os rejeitos haverá DISPOSIÇÃO final em aterros sanitários, onde serão degradados de acordo com o processo adequado, alternativamente poderão gerar energia elétrica a partir dos processos de queima controlada.

 

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Tags: aterro sanitário, resíduos, rejeitos, diferenças

O que são indicadores de desempenho ambiental?

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Os indicadores são ferramentas que sintetizam informações sobre determinado assunto. Quando falamos em indicadores de uma empresa, essas métricas permitem que as empresas monitorem processos e avaliem seus desempenhos.

Quando falamos de indicadores de desempenho ambiental, falamos de medir os efeitos das técnicas e processos empregados pela organização que dizem respeito ao meio ambiente. Essa ferramenta permite, além da avaliação das práticas adotadas referentes às políticas ambientais, a comunicação do desempenho as partes interessadas de uma empresa, como por exemplo, seus consumidores, colaborados e até mesmo fornecedores.

A mensuração dos impactos ambientais

O impacto ambiental da atividade de uma empresa pode ser mensurado, por exemplo, por meio de indicadores como geração de resíduos sólidos ou líquidos (toneladas ou m³) e a emissão de gases de efeito estufa por unidade produzida ao longo de determinado período.

A Norma ISO 14031 regulamenta toda a avaliação de desempenho e mostra a relação de possíveis indicadores, que abrange organizações de diversos portes e seus níveis de complexidade.

A importância dos indicadores de desempenho ambiental

A coleta destes indicadores cumpre diferentes papéis, porém isso varia de acordo com o setor da empresa. É comum que muitas empresas usem essas métricas para garantirem sua conformidade com as normas e regulações do setor.

Os efluentes gerados pelo setor industrial, por exemplo, deve seguir uma série de normas para sua correta disposição em corpos d’água. 

Uma empresa que se preocupa em medir seu desempenho ambiental, tem a capacidade de avaliar sua performance relacionada a sua política ambiental e consegue medir todos os benefícios e objetivos relacionados a área. A partir dai, é possível identificar tanto as oportunidades de forma precoce, como também os riscos que a empresa pode assumir.

Leia também: Normas pertinentes para o tratamento de efluentes

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Tags: meio ambiente, Desempenho ambiental, Indicadores

O Rio Tietê e sua importância para o Estado de São Paulo

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O Rio Tietê é um dos mais conhecidos da América Latina e do mundo e possuí uma enorme importância econômica para a região Sudeste, principalmente para o Estado de São Paulo. O rio é conhecido principalmente por atravessar a maior metrópole da América Latina.

Ele nasce a 1.030 metros do nível do mar, na cidade de Salesópolis, nas encostas da Serra do Mar. Sua nascente se localiza a 22 km do Oceano Atlântico e a 96 km da capital do Estado de São Paulo em uma área coberta pela Mata Atlântica. Ao contrário da grande maioria dos rios que correm sentido o mar, o Tietê corre sentido interior, por não conseguir sobrepor a Serra do Mar. Em todo seu trajeto, o rio banha 62 municípios paulistas.

A importância econômica do Rio

Atualmente o Rio Tietê possui grande importância econômica para o Estado, devido ao seu alto potencial elétrico que permite a criação de represas que geram energia elétrica para abastecimento de várias regiões. As principais represas criadas a partir do tietê são: Edgar de Souza (Santana do Parnaíba), Pirapora de Bom  Jesus (Município de Pirapora de Bom Jesus), Laras (Laranjal Paulista), Anhembi (Município do Anhembi), Barra Bonita (Município de Barra Bonita), Ibitinga (Borborema e Icanga), Três Irmãos (Andradina), e Promissão (Promissão e Avanhandava).

 Todas essas usinas juntas podem produzir mais de 1GW.

Poluição e contaminação

Devido a exploração do ouro e do ferro, em algumas regiões ao longo do rio no século XVII, já podiam ser notadas alterações na água quanto a qualidade, cor e turbidez, devido aos metais pesados despejados. Porém, naquela época as consequências eram desconhecidas.

Em meados de 1901 já se falava que as águas do rio eram poluídas em função da criação de suínos na região de Mogi das Cruzes e Guarulhos. Além disso, havia ainda o despejo de esgoto sem tratamento das moradias em torno do rio. A implementação de indústrias e o despejo de resíduos industriais também colaborou significativamente para a poluição do rio ao longo do tempo.

Na década de 1940, a água do Tietê começou a queimar as plantas quando utilizada para irrigação. Para piorar a situação, durante as décadas de 40 e 50, o prefeito da época, Adhemar de Barros, resolveu interligar as redes de esgoto da cidade, fazendo com que eles desembocassem no rio.

Essa situação foi se agravando com o crescimento populacional de forma desorganizada, e como esgoto das casas continuava sendo despejado no rio sem nenhum tipo de tratamento, a qualidade da água foi piorando.

Em 1968, devido a crescente preocupação com a qualidade das águas e do ar do estado de São Paulo, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a CETESB, foi criada com a finalidade de levantar dados, diagnosticar e propor medidas que controlassem a poluição.

A falta de consciência ambiental por parte da população, e a falta de ação dos governantes que não faziam planos para a recuperação das águas do Tietê eram agravados pela Ditadura Militar, já que a despoluição do rio não era a prioridade na época.

Porém o rio não é poluído em toda sua extensão, a água sai limpa da sua nascente, em Salesópolis, apenas no próximo município, Biritiba-Mirim, é que é possível notar os primeiros sinais de poluição.

Segundo a CETESB, o esgoto ainda é o grande vilão do rio.

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Dia Mundial da Água

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No Dia Mundial da Água, ONU alerta para a relação entre a falta de fornecimento adequado de água e o desemprego.

Três quartos dos empregos no mundo dependem da água. De fato, a escassez e os problemas de acesso ao recurso podem limitar o crescimento econômico nos próximos anos. Essa foi a constatação destacada na edição de 2016 do Relatório Mundial das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Recursos Hídricos, cujo tema é a água e o trabalho.

A Unesco estima que mais de 1,4 bilhão de empregos, ou 42% do total da força de trabalho mundial, são altamente dependentes dos recursos hídricos. Entre os setores mais atingidos estão a agricultura, indústria, silvicultura, pesca e aquicultura, mineração, o suprimento de água e saneamento, assim como quase todos os tipos de produção de energia. Esta categoria também inclui empregos em áreas como cuidados de saúde, turismo e setores de gestão de ecossistemas.

A água, desde sua extração até seu retorno à natureza, por meio de vários usos, é um fator-chave para a criação de empregos em relação a trabalhos, tanto os diretamente relacionados à gestão desse recurso (abastecimento, infraestrutura, tratamento de águas residuais etc.), quanto aqueles em setores econômicos que fazem uso intensivo de recursos hídricos, como a agricultura, a pesca, a energia, a indústria e a saúde. Além disso, o acesso à água potável e ao saneamento promove uma força de trabalho qualificada e saudável, um elemento essencial para o crescimento.

Ao analisar o impacto econômico de acesso à água, o Relatório cita os inúmeros estudos que mostram correlação positiva entre o investimento no setor hídrico e o crescimento econômico. Além disso, evidencia o papel decisivo da água na transição para uma economia verde.

(Via ONU Brasil)

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Tags: ONU, Dia Mundial da Água

As diferenças entre águas de reúso e reaproveitamento de água da chuva

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A escassez de água é um assunto importante que é enfrentado em países de todo o mundo. Os fatores que agravam essa escassez são o desenvolvimento desordenado das cidades, a poluição dos recursos hídricos, crescimento populacional e industrial entre outros fatores. Esse conjunto de fatores geram um aumento na demanda pela água, o que pode acarretar no esgotamento desse recurso.

citamos aqui no blogque, apesar de termos boa parte da água terrestre em nosso país, ainda assim precisamos ter cautela e preservar esse bem tão precioso.

Em diversas cidades onde não há disponibilidade de água, necessita-se de uma solução que minimize esses efeitos. Uma solução viável nesses casos é o reúso e reaproveitamento da água da chuva para fins não potáveis, como para irrigação em áreas rurais. Esse tipo de água, se receber o tratamento correto, pode até servir para fins potáveis.

Porém, quando falamos de reaproveitamento ou reúso de água e aproveitamento da água da chuva, existem algumas diferenças, principalmente no tipo de tratamento que cada uma deve receber, assim como o manejo e localidade (rural ou urbana).

As principais diferenças entre os tipos de águas:

As águas residuárias: Também podem ser chamadas de residuais, são as águas descartadas que resultam da utilização de diversos processos. O artigo 2º da Resolução nº 54 de 28 de novembro de 2005, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH classifica essas águas como: “esgoto, água descartada, efluentes líquidos de edificações, indústrias, agroindústrias e agropecuária, tratados ou não”. A CETESB exemplifica que águas residuais domésticas são oriundas de banheiros, cozinhas e lavagens de pavimentos domésticos. Águas residuais industriais são provenientes de processos industriais.

Água de reúso: É considerada água de reúso a água residuárias encontrada dentro dos padrões que são exigidos para sua utilização nas modalidades pretendidas, ou seja, o reúso consiste no reaproveitamento da água que já foi utilizada para determinado processo. Este reaproveitamento ocorre através da transformação da água residuárias em água de reuso a partir de tratamento adequado. A reutilização dessa água pode ser direta ou indireta, decorrente de ações planejadas ou não:

  • O reúso indireto e não planejado ocorre quando a água que foi utilizada em algum processo de atividade humana é descarregado no meio ambiente e novamente utilizado, em sua forma diluída, de maneira não controlada.
  • O reúso indireto planejado ocorre quando os efluentes, depois de tratados, são descarregados de forma planejada nos corpos d’agua superficial ou subterrânea, para serem usados de maneira controlada no atendimento de algum benefício. Os efluentes também devem atender ao requisito de qualidade para o reúso pretendido.
  • O reúso direto planejado das águas acontece quando após tratado, os efluentes são encaminhados diretamente ao seu ponto de descarga até o local de reúso, não sendo descarregados no meio ambiente. É o caso mais comum, onde a água de reúso é destinada para uso na indústria ou irrigação.

A água pluvial

Algumas vezes as águas de chuva podem ser consideradas como esgoto, pois usualmente passam por telhados e pisos e vão para bocas de lobo, onde sendo usadas como “solvente universal” carregam diversos tipos de impurezas ou apenas são levadas para um córrego ou rio. Porém, se essa água for captada em áreas de acesso restrito antes de completarem esse caminho, podem ser reaproveitadas para fins não potáveis sem necessidade de um tratamento complexo. Para a utilização desse tipo de água podemos citar o uso de cisternas, porém o sistema deve seguir as especificações da ABNT NBR 15527 de 2007, que estabelece as diretrizes para os projetos. Esse tipo de água não é potável e pode trazer riscos à saúde, sendo necessário dosagem de cloro no tanque.

A utilização da água de reúso

A água de reúso pode ser utilizada para diversos fins, entre eles:

  • Irrigação paisagística: parques, cemitérios, campos de golfe, faixas de domínio de auto-estradas, campus universitários, cinturões verdes, gramados residenciais e telhados verdes;
  • Irrigação de campos para cultivos: plantio de forrageiras, plantas fibrosas e de grãos, plantas alimentícias, viveiros de plantas ornamentais, proteção contra geadas;
  • Usos industriais: refrigeração, alimentação de caldeiras, água de processamento;
  • Recarga de aquíferos: recarga de aquíferos potáveis, controle de intrusão marinha, controle de recalques de subsolo.
  • Usos urbanos não-potáveis: irrigação paisagística, combate ao fogo, descarga de vasos sanitários, sistemas de ar condicionado, lavagem de veículos, lavagem de ruas e pontos de ônibus, etc.
  • Finalidades ambientais: aumento de vazão em cursos de água, aplicação em pântanos, terras alagadas e indústrias de pesca.
  • Usos diversos: aquicultura, construções, controle de poeira.

Lembrando que ter consciência ambiental é muito importante, mas é fundamental entrar em contato com profissionais especializados para projetar e construir sistemas de reúso dentro dos parâmetros permitidos.

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FONTE: http://www.ecycle.com.br/

Tags: reúso, água de reúso, água da chuva, cisterna

O Ciclo hidrológico e a disponibilidade de água

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Nosso planeta é coberto 71% por água. De toda essa água apenas 2,5% é doce, sendo que destas quase 70% estão presentes em geleiras polares, restando cerca de 0,75% de água doce para ser distribuída para os seres humanos.

De acordo com a ONU, no último meio século a disponibilidade de água para o ser humano diminuiu 60%, enquanto a população aumentou 50%, para complementar esses dados, devemos lembrar que no Brasil 58% dos municípios não tem água tratada.

Segundo estudos, uma pessoa consegue viver bem usando 40 litros diários de água, porém no Brasil essa cota média é de 200 litros. Desse uso, o destino de 33% é para descarga de banheiro, 27% para consumo (cozinhar e beber), 25% para higiene pessoal, 12% para lavagem de roupa e 3% distribuído para outras atividades (lavagem de carro, quintal, etc). Já foi comprovado, até mesmo em tempos de crise hídrica, que quando mais rico em água é um país, maior é a falta de consciência por parte da população de que esse recurso é finito.

 Distribuição Geográfica

Levando em consideração todos os dados, nosso país não deveria se preocupar com a falta de água. Boa parte desse problema se deve a má distribuição geográfica, infelizmente hoje quase 78% da água se concentra na região norte, que é a menos populosa.

Outro fator muito grave é que quase 70% da água não chega à torneira, em decorrência de vazamentos e encanamentos antigos.

A água é base fundamental para a alimentação dos organismos, assim como é o principal meio de desenvolvimento de plantas e animais. O ciclo da água é tão bem organizado, que ao longo de milhões de anos, isso sem contar com a intervenção humana, o mesmo estoque original em movimento alimenta os rios, lagos e aquíferos, esse fator é chamado de ciclo hidrológico.

O ciclo hidrológico

Chamamos de ciclo hidrológico o movimento das águas entre os continentes, oceanos e atmosfera. A atmosfera é onde o vapor de água em forma de nuvens pode ser transformado em chuva, neve ou granizo, dependendo dos fatores externos. Essa transformação é chamada de precipitação.

Esse ciclo é uma sequencia de fenômenos fechados pelos quais a água passa do globo terrestre para a atmosfera na fase de vapor e regressa ao mesmo na fase líquida e sólida. A transferência de água do globo terrestre para a atmosfera, em forma de vapor, acontece por meio da evaporação direta, ou seja, transpiração das plantas e dos animais e também por sublimação, que é a passagem direta da água da fase sólida para vapor.

Para que esse ciclo ocorra a energia solar é fonte térmica fundamental, e também é a origem das circulações atmosféricas que transportam o vapor de água e deslocam as nuvens.

Nos continentes, parte da precipitação é devolvida para a atmosfera, tudo isso graças a evaporação, outra parte desagua nos oceanos. Sendo assim, os oceanos recebem água de duas fontes: das precipitações e do desaguamento dos rios, e perdem pela evaporação. O excesso de vapor sobre os oceanos é transportado para os continentes, em sentido inverso ao desaguamento.

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As precipitações acabam tendo um nível maior na zona equatorial, principalmente sobre as florestas tropicais e no Oceano Pacífico. Já nas regiões sob influência das altas subtropicais a precipitação é baixa, na zona temperada existem regiões de precipitação relativamente alta. Na zona polar as precipitações são baixas.

Olhando amplamente, chove mais nos continentes que nos oceanos, e os oceanos evaporam mais que os continentes. Sendo assim, nos continentes os locais que contam com um nível maior de precipitação possuem florestas, já onde há escassez de precipitação se encontram os desertos.

Quando uma determinada quantidade de vapor é submetida a baixas temperaturas, ela passa para a forma líquida, e é assim que nascem as nuvens. As gotículas de água formam-se quando o vapor condensa sobre a superfície de partículas muito pequenas, chamadas de núcleos de condensação. Após um certo tempo as gotículas se tornam grandes, e formam a gotícula de nuvem.

O ciclo hidrológico é primordial para a manutenção da vida na terra, e para que ele não se altere é preciso preservar as florestas, nas quais os mananciais ficam protegidos e os oceanos, de onde vem boa parte da água que abastece mais tarde rios, lagos, e mananciais.

Por isso também é muito importante a participação da população, que deve ter consciência de preservar o ecossistema que alimenta todo o organismo aquático.

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Fonte: http://ambientes.ambientebrasil.com.br/

Tags: água, disponibilidade de água, ciclo hidrológico

A importância da vigilância e controle da qualidade da água para consumo humano

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A água pode veicular várias enfermidades por diferentes meios. E o meio mais lembrado quando falamos nesse assunto é o da ingestão, ou seja, quando alguém bebe água e ela contém algum tipo de componente que seja nocivo à saúde.

Porém, não podemos esquecer que existem vários meios de propagar doenças que são relacionadas à falta de vigilância e controle de qualidade da água, como por exemplo, a sua quantidade insuficiente, que acarreta hábitos de higiene precários, e acaba atraindo doenças. Outro meio muito importante é a água em seu ambiente físico, que proporciona condições para a reprodução de vetores e reservatórios de doenças. Podemos citar a água contaminada por esgotos, que pode servir de habitat para o parasita que causa a esquistossomose, a água limpa empoçada também pode servir de habitat para vetores de doenças como o Aedes aegypti, transmissor de várias doenças como a Dengue, Zika Vírus e Chikungunya.

Ou seja, tanto a qualidade da água como sua quantidade e a regularidade em seu fornecimento são fatores determinantes muito importantes quando falamos em enfermidades que atingem o ser humano.

A insuficiência de água pode resultar em deficiências na higiene, o que pode levar ao acondicionamento de água em locais inadequados, podendo tonar esses recipientes ambientes para procriação de vetores de doenças. A escassez de água também leva as pessoas a buscarem fontes alternativas de abastecimento, que na maioria das vezes constituem potenciais riscos à saúde.

O abastecimento de água para a população

Sistemas de abastecimento são obras que visão assegurar o conforto da população e também se tornar parte da infraestrutura de uma cidade, esses sistemas de abastecimento buscam antes de qualquer coisa superar esses riscos eminentes de saúde impostos pela água.

O princípio de qualquer sistema de abastecimento de água para consumo humano é a escolha do manancial que irá suprir esse sistema. Ele deve ser livre de contaminantes naturais, mas principalmente protegido contra contaminações químicas ou biológicas provocadas por várias atividades indevidas.

O controle da qualidade da água que é distribuída continua com a escolha de um tratamento adequado. Todas as etapas do tratamento são importantes e constituem um risco potencial de comprometimento da qualidade da água, por isso devem ser encaradas como visão de saúde pública.

Por esses motivos o controle da qualidade da água que deve ser exercido pelas unidades de abastecimento, tanto quanto a vigilância por meio dos órgãos de saúde pública, são essenciais para a garantia de proteção à saúde dos consumidores.

Para auxiliar nesse processo a Lei das Águas, criada em 1997, tem como objetivo promover a disponibilidade de água e a utilização racional e integrada dos recursos hídricos para a atual e as futuras gerações. Porém, já ficou evidente que a lei não acompanhou muito bem o crescimento desenfreado da população.

Vale também lembrar que é indispensável a participação da população, que deve sempre se atentar a não deixar água acumulada e também as empresas, que devem tratar com responsabilidade social e ambiental seus resíduos.

Fonte: Ministério da Saúde

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Tags: água, qualidade da água, vigilância da água

Os diversos tipos de lodo

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Chamamos de lodo o material que é sedimentado e removido do fundo de decantadores, enquanto o lodo líquido clarificado é removido pela superfície.

Os lodos podem ser classificados em vários tipos, são eles:

Lodo primário, ou bruto:

É o lodo que é removido nos decantadores primários, esse lodo é normalmente constituído de sólidos sedimentáveis. O decantadores primários são adotados antes do reator biológico dos sistemas de lodos ativados convencionais, filtros biológicos ou antes de sistema de coagulação-floculação em que se reduz o consumo de coagulantes.

Lodo secundário:

É o lodo que é removido após reatores, ou mesmo extraído diretamente pelo reator biológico. Quando o sistema é de lodos ativados com aeração prolongada, em que a idade do lodo é elavada (20 a 40 dias), 9º lodo é dito digerido, ou seja, esse lodo já atingiu a digestão completa, enquanto nos sistemas de lodos ativados convencionais, em que a idade do lodo é baixa (4 a 10 dias), o lodo não atingiu a digestão, sendo dito séptico.

Lodo químico:

É o lodo proveniente de sistemas de tratamento  físico-químico (de industrias de galvanoplastia, por exemplo), onde são usados coagulantes ou precipitantes, como os sais de ferro e de alumínio.

Lodo Biológico:

São provenientes do sistema de tratamento biológico, que após sofrerem tratamento podem ser utilizados de modo benéfico, e são denominados biossólidos.

 As concentrações dos diversos tipos de lodos podem encontrar-se desde uma faixa de 0,5 a 8%, podendo ser escoados e bombeados. Os valores mais baixos são obtidos nos sistemas de lodos ativados, e os mais altos nos decantadores primários.

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 Tratamento Físico-Químico de Águas Residuárias Industriais – José Alves Nunes

Tags: lodo, lodos ativados, lodo biológico

Absorção e adsorção: O que são e quais as diferenças?

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Existem algumas substâncias que agem como adsorventes, ou seja, elas fixam em sua superfície outras substâncias que produzem gosto, odor e matéria orgânica dissolvida. Algumas substâncias adsorventes são: turfa, cinza, areia, carvão vegetal, casca de extração do tanino, flocos de hidróxido férrico, permutadores iônicos granulados (esse pode ser usado na remoção de detergentes não biodegradáveis), carvão ativado entre outros.

A grande diferença entre os dois processos é que na absorção a substância absorvida é embebida pela substância absorvente, o maior exemplo disso é uma esponja, que absorve a água. Ao contrário da adsorção, onde a substância fica apenas retida na superfície adsorvente, sem ser incorporada ao volume da outra.

O carvão ativado e sua função adsorvente

O carvão ativado é uma substância adsorvente muito conhecida, ele é comumente utilizado em filtros de barro.

Esse material exerce uma função adsorvente muito forte por possuir uma elevada área superficial porosa, com a grande vantagem de se regenerar, ou seja, é possível reativar seu poder de adsorção. Além de o carvão ativado remover as substâncias já citadas anteriormente, também remove cor, fenóis, nutrientes, sólidos em suspensão, matéria orgânica não biodegradável entre outros.

O processo de remoção de gosto e odor são utilizados principalmente no tratamento de água potável. No tratamento de águas industriais ele é empregado para remover cloro residual antes do processo de desionização, para não prejudicar as resinas de troca iônica.

Na remoção da matéria orgânica dissolvida em água, além do processo de adsorção, há também assimilação através de microrganismos, em que o carvão serve apenas como suporte para desenvolvimento e adaptação e contribui para regenerar o carvão.  No caso dos tratamentos físico-químicos por coagulação-floculação, em que a eficiência de remoção do substrato não atinge valores satisfatórios como nos sistemas biológicos, é possível ter um tratamento completo, combinando o uso de carvão ativado.

O mesmo procedimento pode ser utilizado para efluente tratado em sistemas biológicos, quando o objetivo é obter um clarificado de melhor qualidade.

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Tags: tratamento de água, carvão ativado, absorção e adsorção